Lá Está, de Novo, o Senhor Jardim da Madeira, a Fazer das Dele

O homem não tem emenda.
Não há nada a fazer.
Não lhe bastava o que foi fazendo ao longo dos anos, e agora, apesar de debilitado com o acordo que teve de fazer com o governo da República e com a pequena maioria absoluta que detem, torna a fazer das dele.
Imagine-se que deu ordens aos departamentos governamentais do seu governo regional para “dar prioridade absoluta” às empresas que são do arquipélago em quaisquer actos e contratos.
Mas então este senhor Jardim, Presidente do Governo Regional não sabe que não podemos proteger os “nossos” em eventual detrimento dos outros?
O senhor Jardim não sabe que isso que ele mandou fazer pode ir contra a Constituição da República Portuguesa?
O senhor Jardim não sabe que os mandantes do nosso País que estão no continente, não gostam dessas brincadeiras?
O senhor Jardim não vê que assim não vai conseguir calar as vozes que contra ele falam?
Mas será que alguém pensa que o senhor Jardim da Madeira se incomoda com o que aqui no continente pensamos?
O senhor Jardim da Madeira, quer é o bem dos seus, antes de saber do bem dos outros. E tem toda a razão!

O Desporto na República das Bananas

“(…) Por razões que se prendem com o Orçamento do Governo Regional da Região Autónoma da Madeira (IDRAM), através da falta de plafond do Instituto do Desporto da Região Autónoma da Madeira junto das Agências de Viagens”, o Porto Santo não veio ontem jogar a Braga.

Aparentemente “Ninguém teve em consideração que a Madeira é uma região pobre, assimétrica, dependente e com graves problemas por ultrapassar” e também se diz que “já não há dinheiro para pagar passagens aéreas a esposas de dirigentes integradas na comitiva desportiva do Portasantense; dinheiro esses dos nossos impostos. Ladrões da puta que os pariu.” Birou…

Eu gasto, vocês pagam

Cada madeirense deve 30 mil euros, o dobro da média nacional

Este título do Público (com ligação só para assinantes) faz lembrar a brincadeira que é costume fazer nos restaurantes, quando, na hora de pagar a conta, um grupo de, por exemplo, quatro convivas propõe ao criado de mesa que divida o total por cinco, sobrecarregando virtualmente o pobre assalariado e virtualmente aliviando as finanças dos pagantes. É igualmente costume que a brincadeira acabe com os cinco a rir e os quatro a pagar.

Transferindo a graçola para o país (e também para a Madeira), aquilo que não deveria passar de uma piada é uma ideia tão arreigada que nem sequer parece estranho a um jornalista dividir por todos os madeirenses uma dívida criada por uma minoria de senhores com obra feita e benefícios pessoais à custa de dinheiros públicos.

Vou dormir e sonhar com um mundo em que todos pagássemos as minhas férias ou as minhas cervejas. Todos, menos eu, claro.

Economia e Finanças:

Eu não percebo muito de finanças mas gostaria de saber as reais contrapartidas para a Madeira de todo ESTE acordo. É que não há almoços grátis. Sobretudo quando alguns terão de se sacrificar em nome de todos. Mas continuando a afirmar que nada percebo de economia e finanças, não deixo de ficar surpreendido ao ler que Portugal vai emprestar dinheiro a Angola. De certeza? Não será ao contrário?

Prepotência, Arrogância, Aproveitamento Político?

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TALVEZ DE TUDO UM POUCO, MAS NÃO DEIXA DE TER RAZÃO!

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O Presidente do Governo Regional da Madeira, regressou à sua habitual forma de estar. Com alguma prepotência, com alguma arrogância, com algum aproveitamento político, veio a terreiro defender o que entende ser necessário para o desenvolvimento da sua Região Autónoma. Desta vez pretende que lhe seja concedido mais um empréstimo e faz depender a aprovação do orçamento, em Janeiro, dessa concessão.

Para além disso, e por causa da cada vez maior decadência de Portugal, o povo Madeirense cada vez mais se sente afastado da capital do País.

Poderemos questionar o forma como o faz, poderemos não concordar com algumas das suas atitudes, mas não poderemos em algum momento dizer, que não defende com unhas e dentes as suas gentes, que o nível de vida da Madeira é dos melhores, se não mesmo o melhor, do País, ou que sem ele a Região nunca teria o desenvolvimento que tem hoje.

Há quem diga que é à custa dos continentais, que é à custa do nosso dinheiro, mas tal não é verdade. Se às restantes regiões do País não fossem ciclicamente sonegadas verbas, que o estado central, desvia para a região da capital do que já foi um império, o desenvolvimento de cada uma delas, poderia equiparar-se ao da Madeira.

Mas porque é que não temos por cá, mais meia dúzia de Albertos Joões, a defender, um a um, cada uma das regiões do nosso País,em vez dos «Yess Man» que por aqui temos, todos com medo de perder o tacho que conseguiram à custa da política.

Portugal estaria bem melhor do que está.

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