Concurso de Professores

Confesso que o meu estado de alma não me permite contribuir com algum tipo de trabalho útil para a comunidade docente que frequenta esta coisa da blogosfera – há muita gente que dedica e bem, o seu tempo a fazer contas – como diz um amigo, se alguém faz melhor que tu, …

Sinceramente, apetece-me apenas subscrever o que diz Mário Nogueira:

“Este é o desfecho natural do trabalho do ministro [da Educação] Nuno Crato e do secretário de Estado. Este concurso é mais um passo no sentido do que o Ministério da Educação quer: destruir a escola pública”, é “uma fraude e uma pouca vergonha”, afirmou Mário Nogueira, gracejando que aqueles governantes “vão ser agraciados pela ‘troika’ com uma medalha”.

E tentar explicar aos não professores o que se passou hoje: [Read more…]

Lista de vagas para o concurso extraordinário dos Contratados

Ora digam lá se não anda tudo maluco.

Ouviram ou não ouviram como eu, ou antes, leram ou não leram, que o Governo, a TROIKA ou seja lá quem for quer despedir professores?

Pois então, hoje foi publicada em Diário da República uma portaria que fixa as vagas para o concurso extraordinário de professores, isto é, as vagas a que os professores contratados poderão concorrer para tentarem entrar nos quadros (ficarem efectivos).

Se a referência do MEC para a definição destas vagas foram as necessidades das escolas de docentes contratados, então este trabalho deve ter sido feito pelo Espanhol do FMI.

Será que esta portaria vai fazer com que mais gente acorde?

A efemeridade dominante

POR SANTANA CASTILHO*

No passado dia 12, as vagas manifestadas para entrar num curso público de ensino superior foram o tema das notícias e dos debates nos órgãos de comunicação social.
Meia dúzia de notícias e opiniões esgotaram o assunto. É assim a efemeridade dominante, que aborda as coisas pela rama. É assim desde que o bem-estar na Europa começou a ser alicerçado sobre o saber científico e os países cujos modelos invejamos ensaiaram os primeiros passos na senda do desenvolvimento a que virámos costas porque pedia esforço e organização. Fracassado o comércio fácil com a Índia e o Brasil, fracassadas as colónias e fracassada agora a mendicidade comunitária, tudo expedientes para enriquecermos sem trabalho, é mais que tempo
de nos voltarmos para nós próprios e de nos ocuparmos com a recuperação do tempo perdido.
Por altura do recente debate sobre o estado da Nação, o estado da educação foi omisso. Falámos compreensivelmente da crise, sob o espectro das múltiplas rupturas que o astronómico número da divida (dizem que se aproxima dos 500 mil milhões de euros, somada a pública à privada) justifica. Mas não dedicámos um minuto, e era bom que o tivéssemos feito, à história recente das políticas educativas, caracterizadas pela
incapacidade de delinear um percurso sólido e autónomo (e sublinho o autónomo), socialmente aceite para não ser posto em causa a cada curva do destino. Outrossim, temos vivido em sucessivas ondas de diferentes fogachos iluministas que, antes de serem substituídos, são mantidos, é bom que o reconheçamos, porque muitos portugueses, políticos, professores, pais e alunos deles procuram colher benefícios
imediatos, com desprezo por perspectivas de futuro, mais ainda de futuro colectivo. [Read more…]

Professores – desde que cheguem todos ao topo…

…aceitamos tudo e toda e qualquer avaliação porque depois na prática, a teoria é outra ( como dizia alguem ). Não aceitar que haja um número limitado de vagas nos níveis superiores é abrir a porta a que todos cheguem lá acima. E, estando aberta essa porta, como se impede, ou como se explica que a seguir não se encontrem as soluções para que todos tenham excelente e muito bom?

Mário “alucinado” está convencido que a sua lógica é muito elaborada e que poucos a percebem. Dá dois passos à rectaguarda para obter o que verdadeiramente está em jogo. E o que está em jogo é que o PCP tenha a influência junto dos professores que sucessivas eleições lhe negam.

Negociar pressupõe boa fé, encontrar uma solução boa que sirva a todos. Ora a posição dos sindicatos é de quem não se move um milímetro,  ainda por cima, numa pretenção que é injusta para os professores que merecem chegar ao topo. E mais, para os professores que merecem o reconhecimento da nação e dos seus pares, por serem melhores, por terem mérito!

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