Falta o banco

Mas não é para a prova. É mesmo para as aulas.

Novo Banco brinca às avaliações

A avaliação do trabalho seja de quem for deve basear-se em critérios bem definidos aplicáveis a cada indivíduo. A partir do momento em que uma avaliação esteja dependente de quotas, deixa de ser avaliação e passa a ser um processo de afunilamento de subidas de carreiras. Uma frase como “as avaliações têm de ser baixas” só faz sentido num mundo em que o sentido deixou de existir. Imagino o que (me) aconteceria, se dissesse aos meus alunos “Ó meus ricos meninos, 80% das notas têm de ser baixas!”

Podemos, até, aceitar que uma instituição, por variadíssimas razões, não queira permitir que a maioria dos trabalhadores tenha direito a aumentos salariais. Nesse caso, um mínimo de honestidade obriga a que se declare que, na realidade, não há avaliação. Não é difícil.

Quando o inaceitável se torna normal e ninguém se escandaliza, temos a prova de que a sociedade está doente e, de caminho, confirma-se que um dos grandes objectivos dos poderosos continua a ser o mesmo se sempre: desvalorizar o preço do trabalho, sempre em direcção à escravatura. [Read more…]

O Diário do Prof. Arnaldo – Testes mais fáceis

Olha, lembrou-se! Para a Coordenadora de Departamento, a culpa das más notas do 1.º Período é minha. Porque a percentagem de negativas é superior às das outras disciplinas. Porque as notas estão muito abaixo das metas cratas. E porque sim.
Ainda pensei em mandá-la à merda, mas quando me pediu estratégias para reverter a situação, respondi com um sorrisinho irónico: «Testes mais fáceis».
Não gostou (do sorrisinho). Que estava a fazer-me de vítima, que não era nada contra mim, que só tinha traçado um panorama geral da situação.
Depois de mandá-la à merda, o passo seguinte seria mandá-la à bardamerda. Mas como não dei o primeiro passo, não pude dar o segundo. E por isso voltei a responder (agora sem sorrisinho): «Testes mais fáceis».
E não é que ela achou muito bem?
A partir de agora, fica prometido, [Read more…]

Provas de aferição 2016

A 6 e 8 de junho de 2016.

Avaliação dos alunos

Tiago Brandão Rodrigues acaba de fazer chegar às escolas um documento – modelointegradoavaliacao – que é verdadeiramente espantoso. E, escrevo, pela positiva, pois claro.

Há de facto um tempo diferente, há alguém que é verdadeiramente Ministro da EDUCAÇÃO e não apenas um secretário do Ministro das Finanças e com uma visão salazarenta da escola. A Avaliação serve para melhorar as aprendizagens e não para encostar a um canto (cursos vocacionais) alguns alunos. Feliz por este sinal.

Provas de aferição e ou Exames?

O novo governo está a criar uma enorme expectativa junto da população, farta que estava de levar pancada da direita radical que nos governou nos últimos anos. Nas escolas e na educação há também um novo olhar sobre as politicas educativas, que se esperam, poderem ajudar a melhorar o sistema educativo, no seu sentido mais amplo.

Será, por isso, natural que comecem a ser conhecidas algumas novidades, como é o caso do fim dos exames do quarto ano e a sua substituição, segundo o Jornal de Notícias, pelas provas de aferição.

Ainda sem informação oficial, a notícia do JN parece responder à crítica da direita que projecta no fim dos exames uma ideia de escola facilitista.

E, sobre esta questão, importa deixar algumas notas: [Read more…]

Notas inflacionadas

nas classificações internas do secundário? claro que há, no privado.

É urgente uma avaliação aos professores

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Alguns moluscos, que hoje vigiaram a ignomínia, precisam de demonstrar a sua existência humana.

Foram Novamente Enganados

Já aqui escrevi quase tudo sobre a prova.b&w1 (2)

Na altura certa coloquei algumas reservas ao domínio laranja sobre a FNE. Sim, do PSD. Porque se a FENPROF é acusada de ser um braço do PCP, creio que as práticas sindicais da FNE não deixam muitas dúvidas sob o farol que a guia.

Entre os Professores, um pouco por todo o país, crescia a indignação contra a Prova. Sentia-se, em cada escola, um conjunto de sentimentos muito semelhantes aos que apareceram no tempo da Ministra Maria de Lurdes.

Parece-me que a palavra recuar estava escrita nas estrelas porque a Maioria (que nos rouba diariamente) não está em condições de aguentar uma guerra longa com a única classe que verdadeiramente luta contra os diferentes poderes.

A UGT e a FNE, como sempre, estavam ali à mão de semear e uma reunião entre militantes na São Caetano permitiu encontrar uma saída. A prova já não é para todos – é só para alguns, para os que não têm 5 anos de serviço. Confesso que não fiquei surpreendido porque não tenho qualquer tipo de expectativas sobre as práticas sindicais da área da UGT.

Não há meias lutas, nem tão pouco meias vitórias.  Na luta contra a prova só há uma vitória, que até pode chegar pela decisão de um tribunal. Com o acordo de hoje, entre os sociais democratas, até parece que o MEC sai bem na fotografia, que a FNE salva o seu governo, mas, caramba, quem se lixa são sempre os mesmos…

Agora a questão é simples: a prova era um erro ontem e é um erro hoje, seja para quem tem pouco tempo de serviço, ou para quem leva anos disto.

Logo, só nos resta continuar.

Como?

Indo a Lisboa, ao Parlamento, na próxima 5ª feira.

Nota: confesso que me apetecia escrever mais qualquer coisa, por exemplo, questionando o que estiveram a fazer nas ruas do Porto no sábado de manhã, quando à hora de almoço já se sabia que ia acontecer isto, mas…

Dignidade

editorial

“O modelo de prova demonstra que os docentes tinham toda a razão em rejeitá-la. Quanto mais não seja, por uma questão de dignidade” (Editorial do Público).

A prova para ser professor

é um exemplo de governação em cima do joelho.

Guia anti-prova

A FENPROF acaba de divulgar um Guia Anti-prova e o SPN sugere que enviem um mail aos deputados da comissão e que, na segunda-feira, apareçam, na Vigília pela Escola Pública.

Parece-me que este é, a par da via jurídica, um dos caminhos necessários para impedir a sua realização.

Claro que será importante perceber de que forma os sindicatos se voltarão a entender numa Plataforma de acção comum, sendo que me parece haver da parte da FNE um problema – a agenda laranja de tomar o poder na UGT poderá complicar a unidade na acção com a FENPROF. Mas, se for essa a moeda de troca para conseguir que os sindicatos não levem a estocada final, força TSD’s. [Read more…]

O exame não resolve, complica

Parece-me que o país começa a perceber o que está a acontecer à Escola Pública. Nas revistas de sábado alguém (tenho que voltar a procurar) escrevia sobre o desespero da e na Escola Pública. É um tema que merece uma atenção muito especial, porque a coisa complicou mesmo! Mas, por agora, vamos ao exame.

A questão do exame está longe, MUITO longe de ser uma questão central. É uma questão importante (MUITO!) para os professores, mas é uma medida completamente acessória. Ou, antes pelo contrário, é uma medida que só vem complicar.

Com Nuno Crato a sua (dele!) Escola passou a ter professores a mais: [Read more…]

A prova para ser professor

Ao que isto chegou – Nuno Crato pretende roubar dinheiro aos contratados e / ou desempregados para pagar aos carrascos que aceitem tal vergonha: 3 euritos por questão!

Confesso que não irei ficar surpreendido com o que vai acontecer, mas saberei tirar daí as devidas consequências, mas antes que tal aconteça, permita-me que insulte todos os PROFESSORES CHULOS que aceitam tal coisa!

A nossa dignidade não está à venda! A minha, pelo menos, não está!

Vão brincar com o …!

Acho que vou dar melhores notas

Se as notas de matemática são assim tão importantes, caramba, vamos a isso, pela felicidade nacional!

Nota: um excelente vídeo para mostrar a todos os estudantes e, já agora, a todos os pais.

Ou tens, ou não tens

As medidas de Nuno Crato, esse mesmo que recebeu os aplausos de tantos professores eleitores distraídos, não são viana9apenas uma questão de contabilidade. Claro que há uma dimensão esmagadora das Finanças, mas Nuno Crato não é só um colaborador do MEC – é também autor!

É a Escola Pública que está em causa e, se mais ninguém se levanta para a defender, que os Professores se levantem e lutem! Não há outro caminho.

As organizações sindicais acabam de apresentar de forma muito clara o calendário da GUERRA com Nuno Crato, com Passos Coelho e com Paulo Portas. Um Governo de maioria absoluta caiu aos nossos pés, que diabo!

Se Maria de Lurdes e Sócrates caíram  Crato e Coelho terão capacidade para se aguentarem? Não me parece – aliás, há dias Durão Barroso e Cavaco impediram Passos Coelho de se demitir, logo, só nos resta continuar, insistir, sair à rua e vamos conseguir! De certeza.

Vejamos: [Read more…]

A realidade é uma chatice

Como é que reage um defensor acérrimo da privatização do ensino quando a avaliação das escolas públicas é francamente positiva? ironizando.

Ora a ironia está noutro lado: 231 estabelecimentos de ensino público foram avaliados pela Inspecção Geral do Ensino, juntamente com peritos externos, mas tal não envolveu nenhuma das escolas privadas sustentadas com os nossos impostos. Safa, inspectores por aqueles lados podem encontrar problemas, bastaria uma análise cuidada dos horários (a qualidade do ensino ministrado por um professor que lecciona 28 tempos lectivos e recebe como se o seu horário fosse metade deve ser fantástica).

Veja-se que na última bacorada ministerial, realizar os exames do 4º ano nas escolas sede dos agrupamento, com todas as impossibilidades praticas (vão a pé?) e encerramento das actividades lectivas que isso acarreta, teve logo um, e apenas um, recuo: [Read more…]

Outra vez a avaliação de Professores

Confesso que até eu estou fartinho  do tema!

No entanto, não resisto a escrever sobre mais uma trapalhada Cratiana. O Ministro, quando entrou, empurrou o processo para um dia destes e, está visto, esse dia chegou. E com ele, a confusão – ninguém se entende: uns a salivar por um excelente, por se mostrarem a quem manda, por aparecerem e por sorrirem: os palhaços do costume!

Outros a tentarem fugir a sete pés do processo – alguns até fogem para a reforma.

Para surpresa do mundo – talvez mesmo do Universo – o Conselho de Escolas (órgão composto pelos Directores de Escola) solicitou a suspensão da aplicação da avaliação – uma confusão que Maria de Lurdes começou e que Isabel Alçada empatou. Nuno Crato, o seguidor, aprofundou!

A FENPROF  juntou-se a este pedido e  até divulgou um conjunto de esclarecimentos sobre o processo. Sem margem para dúvidas, neste momento, o segredo  – mandem a avaliação para aquele sítio porque ninguém vai progredir!

Para quem não está nas escolas até parece mais um daqueles episódios para dizer: [Read more…]

O devir histórico (5)

Continuando.

Ao longo da nossa história, a preocupação da posse e exibição de um título, de um sinal distintivo em relação aos demais, ou pelo menos à maioria, tornou-se um culto. Uma obsessão. Começou pelos títulos nobiliárquicos e desaguou-se nos académicos. De Terratenente, a Conde, até Doutor ou Engenheiro. Um fio condutor ao longo de séculos: destaque social. E se após a Revolução de Abril, a disseminação de licenciaturas fez perder o valor social dos títulos académicos, tal não foi o suficiente para não se fazer de tudo para se ter o “almejado” canudo: fosse a obter licenciaturas ao domingo ou por equivalências. Porque tal título continua a investir o portador numa espécie de distinção social. Aliás, somos, em bom rigor, o único país da Europa onde se trata as pessoas pelo título académico. Não importa o mérito das pessoas, a sua acção ou papel social. Aliás, nem o nome. Pois que é corrente tratar-se alguém por “senhor doutor” que nos foi apresentado como sendo o “senhor doutor”, e nem se chegar a saber qual o nome da pessoa em causa. Tal lusa excentricidade, só tem paralelo essa outra lusa tradição parola de se tratar pelo primeiro nome precedido do título: “o doutor Carlos”, o “engenheiro Manuel” ou o “arquitecto Francisco”. Também, infeliz caso único na Europa. Neste país o nome de família não vale nada. Vale, sim, o primeiro nome. Principalmente se precedido de um título académico. Mesmo que falso, pois trata-se por “doutor” quem é apenas licenciado. Saltando-se, até, por cima do mestrado, aliás banalizado com o Processo de Bolonha. Como banalizado está o ensino em geral, onde se perde mais tempo com a avaliação dos professores do que com a avaliação dos alunos. Onde o mérito parece extinto. E é neste país, obcecado com títulos académicos, que, agora, se aponta a fronteira, como caminho a quem gastou recursos ao Estado e à família para se formar. Corolário da falência mental a que se chegou, que é a razão primeira da nossa crise.

Matemática – o exame do 9º ano (código 92)

Hoje foi a vez do exame de matemática do 9º ano (código 92). Também já estão disponíveis os critérios de correção.

Um olhar rápido pela prova permite-me pensar que se tratou de um exame complicado. Uma escola com alunos de elite teve uma parte muito significativa dos alunos a sair da sala apenas ao fim dos 120 minutos, isto é, além dos 90 do “jogo” precisaram de usar os 30 do “prolongamento”.

Se a catástrofe dos testes intermédios e da prova de aferição do 4º ano se repetirem, então parece-me que vamos ter surpresas desagradáveis nos resultados.

Provas de aferição de matemática e de língua portuguesa – aumento das “negativas”

Foram hoje conhecidos os resultados das Provas de aferição de matemática e de língua portuguesa do 4º ano do ensino básico (antiga 4ª classe).

Como o próprio MEC reconhece, os resultados baixaram, principalmente a matemática onde a média desceu 14%.

(de 68,3% do ano passado, para 53,9% este ano).

Mas, há um dado esmagador – em 2011 houve 19% de alunos com “negativa” (nota D e E), enquanto este ano foram 43%, ou seja, na prova de aferição de matemática do 4º ano quase metade dos alunos tirou negativa.

A língua portuguesa, o insucesso aumentou 8%.

Perante esta catástrofe, Nuno Crato, o matemático, tem muito para analisar – sugiro que possa começar pelos dados que o MEC divulgou – e só para abrir as hostilidades, um número que surpreende, pelo menos com o olhar de Professor de matemática: houve 59% de “negativas” no capítulo da organização e tratamento de dados (estatística).

Isto não faz qualquer sentido! Ou será que faz, considerando a prova que foi feita?

Ah! Pois é. Se calhar chegou até aqui à procura dos resultados das provas de aferição do seu “filho” ou dos seus alunos. Lamento, mas esses dados são divulgados apenas ao nível de escola, logo sugiro que aproveite para ir até lá.

Avaliação de Professores: Nuno Crato, afinal é amigo

Este ano não são avaliados. Quem é amigo? Quem é?

A exigência da direita conservadora ao serviço da qualidade da Escola Pública.

Viva Nuno Crato! Viva!

(Agora já se podem rir!)

Avaliação de Professores, concursos e congelamento da carreira

O Ministro Nuno Crato entrou na cousa educativa com um problema – a avaliação dos professores. Por um lado, a direita liberal exige que tal coisa seja uma realidade, mas por outro, a direita dos votos que o levou ao poder tinha-se comprometido com  o fim de tal monstruosidade.

Vai daí, o decreto que regula a avaliação dos professores, recentemente publicado, é uma espécie de golo que não entra, é mas não é. Duas citações para provar tal argumento:

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Bill Gates escreve sobre a Avaliação de Professores

O MEC acaba de publicar o novo diploma que regula a avaliação dos professores – um texto legal que continua a não mexer no fundamental e a manter o que de errado havia no modelo.

Curiosamente, acabou de me cair no perfil do FACE um texto do Bill Gates, esse mesmo, sobre esta temática. Na sua versão original, mas de leitura obrigatória:

Shame is not the solution

” Annual reviews are a diagnostic tool to help employees reflect on their performance, get honest feedback and create a plan for improvement.”

A força para ter razão e uma razão para ter esperança

Por SANTANA CASTILHO

Numa rara confluência política, PSD, PCP, PEV e Bloco de Esquerda apresentaram, na Assembleia da República, um texto de substituição das iniciativas autónomas do PCP e do PSD sobre a suspensão do modelo de avaliação do desempenho dos docentes. Esse texto, que foi aprovado tendo apenas votos contra do PS e de Pacheco Pereira, fez, enfim, prevalecer a força da razão sobre a razão da força.
Não me surpreende a polémica que se seguiu. Outrossim, sabia que era inevitável. Alguém pensou que os que beneficiaram de tanta trapaça e injustiça não iriam reagir? Alguém antecipava que os pequenos ditadores, que a impuseram, ficariam serenos? Alguém desconhece que há uma classe de “tudólogos”, que fala e escreve sobre tudo, mesmo sobre o que desconhece? Só quem seja incompetente quanto aos aspectos técnicos, quem desconheça simplesmente, ou quem aja por má fé, pode defender o modelo agora enviado para o crematório.

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Esta avaliação dos Professores acabou. E agora?

“Mais do que celebrar o fim, temos de ousar um início. Antes que seja tarde demais.”

Com estas palavras, Matias Alves termina um artigo no Correio da Educação.

E são palavras que o Miguel subscreve (diz ele, erradamente, com menos competência).

Com ou sem publicação no Diário da República, com ou sem as frases sem sentido do PS, ESTA avaliação está morta! E está, com ela, morta a atitude ditatorial de Maria de Lurdes (por onde andas?) e de José Sócrates e dos seus boys. Perder a avaliação dos professores é para este gente uma derrota enorme. Triste sina esta de ser governado por quem é teimoso e incompetente para ao fim de seis anos de (des)governação conseguir implementar algo de significativo na educação. Recordo três coisas:

– gestão das escolas, divisão da carreira (titulares) e avaliação. De três, fica uma, talvez a mais importante, mas aquela a que os professores deram, de facto, menor atenção. Sócrates perdeu. Ponto final. Vamos mudar de página.

A Escola Pública exige uma avaliação. Sem dúvida. E tem que existir.

Ao olhar para os Censos ficamos com dúvidas no preenchimento – qual é o produto da minha actividade? O futuro!

E em nome desse futuro há coisas dos mercados e dos gestores que não fazem sentido aplicados a pessoas, nomeadamente a crianças.

O que devemos todos exigir é uma Escola avaliada e exigente. E, dentro dessa Escola, internamente é feita uma avaliação com consequências, claro, mas feita por quem conhece a realidade – ou será possível ter um modelo nacional, em que se avalia de igual modo um Professor numa escola de bairro ou numa aldeia do interior?

Vamos ao debate? Pela Escola Pública!

São os tribunais que governam?

Devo dizer, antes de tudo, que esta intromissão dos tribunais no assunto da avaliação dos professores é a melhor notícia para o Governo. Perante um círculo vicioso, o governo tem agora uma saída que sempre lhe será dada pelos tribunais. O governo, fosse qual fosse a decisão, iria sempre arrostar com a fúria de parte da classe dos professores.

Há um mês, o jornal “SOL” perante uma decisão de um tribunal favorável a uma providência cautelar, decidiu não acatar a decisão e distribuir a edição. Durante várias semanas afrontou a decisão do Tribunal, com evidente júbilo de nós todos! Editoriais a roçar o rídiculo do próprio director do jornal, acompanhavam a festa por termos acesso às escutas.

Agora temos uma ministra que decidiu não acatar uma decisão de um tribunal do mesmo nível e já tem uma acção de desobediência às costas, com evidente júbilo de nós todos. Há por aqui coerência?

Os tribunais não se podem substituir a quem foi eleito para governar o país, isso levaria os governos à inacção, qualquer um de nós, em qualquer actividade poderia amarrar de pés e mãos o governo. Eu, por exemplo, metia uma providência cautelar para as obras públicas, apresentando um rol de testemunhas deveras credível a que nenhum tribunal se atreveria a dizer não. Um Presidente da República,  o próprio ministro das finanças do governo, o governador do Banco de Portugal e ex-ministros de todas as áreas ideológicas. Mas posso apresentar queixa se a teimosia do primeiro ministro levar o país para a bancarrota ! Veja-se como Toni Blair foi acusado por um magistrado por causa, não da guerra do Iraque,(decisão política) mas porque mentiu ao seu povo(crime) para poder assinar as leis que levaram os soldados ingleses à guerra!

No caso dos professores, os que se limitaram a obedecer a uma ordem da sua tutela(decisão política) não discutindo as condições em que foram avaliados, são os únicos que não podem em caso algum serem prejudicados, ninguem pode ver goradas as suas legítimas expectativas por ter cumprido a lei ou porque outros incorreram em desigualdades.(crime)

Bela prenda que ofereceram  à Ministra. Não sei se ela será merecedora de tamanho carinho!

PS: aí está outra providência cautelar, a das SCUT do Vale do Sousa.

Santana Castilho: E se isto nunca mudar?

A partir de hoje, o Aventar tem o prazer de publicar as crónicas de Santana Castilho, que saem à estampa originalmente no Público. Os nossos agradecimentos a um professor que tanto tem feito pela Educação em Portugal.

O Conselho de Ministros aprovou novas versões do estatuto de carreira e do sistema de classificação do desempenho dos professores. Fê-lo no último dia de um concurso trapalhão, que pôs fim a uma paz podre, erigida em cima de interesses menores, parlamentares, sindicalistas e carreiristas. Ao “acordo”, que abandonou sem moral nem ética os professores que mais se expuseram para defenderem o que todos reclamavam, seguiram-se quatro meses de conversa fiada, apenas útil para os protagonistas aparecerem nas televisões e nos jornais. Nada do que seria importante se resolveu, continuando adiada, sem horizontes de solução, a refundação da escola pública, destruída por Maria de Lurdes Rodrigues.

No momento em que, tudo indica, se consumará mais uma enorme injustiça legalmente coberta, há coisas que é mister recordar e outras que importa perguntar.

Em artigo intitulado “E agora, professores?”, aqui publicado em 30/9/09, após conhecidos os resultados eleitorais, escrevi: “… com este resultado, a visão estalinista que orientou a Educação nacional não vai mudar. Vai apenas adoçar-se com protagonistas presumivelmente mais delicados… Com este resultado, os professores portugueses… ganharam, tendo perdido…  Vamos entrar em jogos complexos que se arrastarão no tempo. Ao desanuviamento antecipável não vão corresponder soluções céleres”.

Infelizmente, tive razão.

Em 28/10/09, sob a epígrafe “Uma Aventura” e referindo-me à actual ministra da Educação, acabada de nomear, também aqui escrevi: “… Numa palavra, fez o suficiente para que nenhum professor prudente acredite nela. Para início e em tão pouco tempo, pior seria difícil. Não espanta que Isabel Alçada seja ministra sem anteriormente ter sentido necessidade de dizer o que pensa do sistema educativo. Sócrates pensará por ela… [Read more…]

Professores – avaliação vale 400 a 500 lugares !

Durante um ano sindicatos e ministério da Educação travaram uma guerra pela avaliação. Os sindicatos não querem a avaliação , apoiaram o não cumprimento das directivas do Ministério quanto a essa matéria. O Ministério prometeu que a avaliação seria levada a sério, que quem cumprisse veria a avaliação ser factor de ponderação nos concursos e na graduação dos professores. Porque a verdade disse-a Mário Nogueira: a avaliação para quem teve “muito bom” ou “excelente” vale 400 a 500 lugares na lista para concurso! É este o problema!

Agora, perante esta situação , o ministério ou os sindicatos, um deles, vai perder a face!

Os sindicatos tentam embrulhar o problema de fundo em supostas questões técnicas informáticas, que o secretário de Estado já veio desmentir, dizendo o que é óbvio. As questões técnicas serão resolvidas. Mário Nogueira, tomado da alucinação habitual, já ameaça com guerra total, estava convencido que o ministério, informalmente, já tinha aceite a posição de não dar crédito à avaliação.

Mas como pode o ministério dar o dito por não dito prejudicando quem cumpriu? E os sindicatos vão dar razão a quem, entre os professores, os acusam de terem feito um mau acordo? Quem vai a partir de agora ter dúvidas  que  Mário  “alucinado” mais não faz que cavalgar as ondas de descontentamento entre a classe? Ou irá tudo começar de novo?

O principio do fim da co-governação, sindicatos/burocratas do Ministério e o ínico da escola autónoma entregue a quem a trabalha?

São os professores que têm a resposta!

Professores – avaliados em tribunal

Sejamos sérios! Os sindicatos estão contra os professores que cumpriram com as suas obrigações. Quem não entregou a avaliação sabia muito bem que seria prejudicado, não pode vir agora dizer que a haver alguem prejudicado, seja quem cumpriu.  Não pode, a não ser que não entregar a avaliação não seja um acto de consciência mas uma bravata! Tomar uma opção de fundo no que diz respeito a uma matéria que dividiu os professores e o país e, depois, querer que essa opção não tenha consequências, é uma herezia.                                                                                                                                                                                                          Uma cobardia que os professores que não entregaram a avaliação não merecem ! E, mais uma vez, são os sindicatos no afã de agradar à maioria que empurra os professores para uma posição pouco digna. Porque a posição dos professores que não entregaram a avaliação foi digna, não quiseram colaborar numa medida que consideravam injusta e sem condições para ser efectuada.

Os sindicatos , tomam uma posição que não tem a ver com a carreira dos professores nem com as condições em que trabalham, tem a ver com uma política que querem implementar no Ministério da Educação mas para a qual não foram mandatados em eleições democráticas. Mas pior, usam argumentos que em nada podem atribuir a quem cumpriu com a entrega da avaliação.

E se os professores assim prejudicados ( a concretizar-se a ameaça) movessem acções judiciais contra os sindicatos e o Ministério ? Porque eles sim, têm expectativas fundamentadas para verem cumpridas as promessas que os levaram a entregar a avaliação!

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