Tal como irrevogável foi o adjectivo escolhido por Paulo Portas para caracterizar a sua demissão, é lógico que Nuno Crato use “pontual” para classificar cada um dos vários problemas que continuam a ocorrer neste princípio de ano lectivo.
O problema de Crato não é a incompetência. Sobre Educação e escolas nada sabe e nada quer saber, do mesmo modo, afinal, que um assassino contratado não pode sentir pena das vítimas, sob pena de não conseguir assassinar, quebrando, desse modo, os compromissos assumidos.
Não é bonito encher um texto com hiperligações, mas não é possível ignorar o caos lançado sobre as escolas por um ministro que é tão sério como pontuais são os inúmeros casos que afectam a vida de alunos, pais e escolas. Há para todos os gostos: falta de professores e de funcionários, alunos sem aulas, manuais surpreendentemente desactualizados, tudo razões suficientes para que um ministro sentisse vergonha ou fosse demitido.
Novos manuais de Matemática e de Português lançam caos nas escolas
Mais de mil alunos de Tavira sem aulas por falta de resposta da tutela
Maior escola básica de Palmela fechada por falta de pessoal auxiliar
Mais de 500 turmas do 1º ciclo ainda sem aulas
Escolas recorrem a plano de substituição para ocupar alunos
Escolas: “Faltam preencher 1991 horários”
Maioria das escolas sem professores está na região de Lisboa




[…] da exigência e da autonomia, quando, na realidade, todas as suas decisões contribuíam para o caos do sistema educativo, ao mesmo tempo que retirava poderes de decisão aos profissionais da educação, tendo, ainda, […]