Estado de negação


Numa análise que pecará por superficial, parece evidente que os seguidores de algumas ideologias políticas estão, desde há uns anos, completamente à nora para continuarem a sustentar premissas e valores completamente vetustos e, principalmente, desadequados.

Os tempos mudam, e as mudanças não lhes foram generosas. O que outrora parecia, alegadamente, a justiça e a harmonia feitas ideal político, hoje mais não é que um aglomerado de protestos e críticas que se fundamentam já não numa tese única e estrutural que lhes dava consistência e mérito, mas antes num desesperado desejo de sobrevivência política. Já não trazem nada de novo, válido ou exequível. Desistiram de participar. Aceitaram, cobardemente, o império da crítica sem alternativa séria, a supremacia da reprovação populista abrigada na impunidade de quem, voluntariamente, prescinde da responsabilidade de governar ou de, algum dia, vir a governar o País.

Neste estertor, ainda, não compreendido e, muito menos, assumido, torna-se óbvia a forma dogmática, intolerante e fundamentalista como é percebido o “1º de Maio”. Impressionantes, os gritinhos escandalizados sobre uma acção de um supermercado. Emocionante, o “ai Jesus” que violaram o sagrado e santo “dia do Trabalhador”.

Aliás, e com alguma crueldade, a actividade quer do PC quer do BE, deliberadamente improfícua, afasta-os da normal caracterização dos partidos políticos e aproxima-os (definitivamente?) do formato das seitas religiosas.

Comments

  1. nightwishpt says:

    Quero ver o senhor Osório a defender que a saída do euro e taxas de desemprego de 20% são culpa do BE e do PCP…

  2. patriotaeliberal says:

    O que é que se pode entender por uma “alternativa séria”?

    Tenho lido e ouvido muitas alternativas, mas dizem-me alguns que não são “sérias”.

  3. João Paulo says:

    Esta dialéctica… Quando se está na oposição está tudo mal. Quando se está no poder, está tudo bem. Creio que este artigo coloca as coisas como elas podem ser vistas, sem levar em considerações as cores do poder: http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=554769

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