Sidi Hammou, o mestre da poesia


Skoura

O Alto Atlas na região de Skoura

“Aquele que ignora a poesia não conhece a estrada da inteligência que conduz à sabedoria, pelos degraus da ciência e da arte.”

Canto do Souss (BOUANANI, 1966, obra citada)

A poesia Amazigh (1) vem sendo preservada ao longo dos tempos através de um processo de transmissão oral, levado a cabo por homens mais ou menos iletrados que, percorrendo as aldeias e áreas rurais, levam até aos seus habitantes mais simples os saberes e fundamentos da cultura popular.

São os “poetas da tribo”, que fortalecem os elos entre os seus membros, contribuindo para o reforço da sua identidade e ajudando a ultrapassar as dificuldades colectivas. Exaltam a coragem dos seus heróis, dão corpo aos rituais colectivos que celebram os acontecimentos do dia-a-dia e os ciclos da natureza. São os “poetas errantes”, que deambulam em pequenos grupos ou isolados, recitando ou cantando os seus poemas, versejando, acompanhados ou não por instrumentos musicais, aliando ao espectáculo e divertimento a mensagem instrutiva, os princípios da justiça, morais e religiosos, o saber, a própria intervenção de carácter político.

“O poeta está envolto em mitos. Pensamos que ele pode entrar em contacto com as forças da natureza, apaziguá-las ou virá-las contra alguém; fala a linguagem dos animais, das plantas e dos insectos. O mundo não tem segredos para ele. Mas a crença popular não ignora que o poeta deve aperfeiçoar a sua arte junto de outros poetas ilustres. Entra ao serviço de um deles, acompanha-o por todo o lado onde vai, aprende o que ele diz. Após um longo período de iniciação poética, ele próprio pode então exprimir-se, dar um timbre pessoal aos seus cantos.” (BOUANANI, 1966, obra citada)

02

Caravaneiros em direcção ao souk. foto Bernard Rouget

“Uns são jardineiros em Fez, e outros em Marraquexe.

Allah ya’nal ach-chitan’ al malloun!

(Que Deus domine Satã, o malévolo!)

Uns têm mulheres belas como a lua, e outros têm fontes melodiosas como as ribeiras dos jardins do Paraíso.

Allah ya’nal ach-chitan’ al malloun!

Uns vão admirar os seus campos, e outros vão vigiar a construção dos seus magníficos túmulos.

Allah ya’nal ach-chitan’ al malloun!

Nós, os homens das caravanas, só temos o céu e as areias!

Allah ya’nal ach-chitan’ al malloun!

Mas, após o calor do dia, há a frescura da noite. Porque nos haveríamos de queixar?

Allah ya’nal ach-chitan’ al malloun!”

(TOUSSAINT, 1942, obra citada)

03

Moulay Idriss. foto Bernard Rouget

Amarg é a palavra que na Língua Amazigh Chleuh (2) designa a poesia cantada. Significa também amor, desgosto e lamento.

“Foi o teu amor, minha amada, que me separou dos meus pais.”

(EL MOUNTASSIR, 2004, obra citada)

A melancolia é uma das características do amarg, como nesta relação directa entre amor e desgosto. A melancolia está inclusivamente presente na própria essência da poesia, num sentimento contraditório entre o prazer e a tristeza de ser poeta.

“Se eu soubesse que a poesia era assim

Nunca tinha tocado alaúde nem nunca teria sido poeta.”

(EL MOUNTASSIR, 2004, obra citada)

Ou

“Adeus poesia, nunca te perdoarei,

Não ter encontrado em ti o que esperei.”

(EL MOUNTASSIR, 2004, obra citada)

O amarg nasce de forma espontânea em celebrações no seio das tribos, como nos casamentos, cerimónias de circuncisão ou funerais, ou em encontros entre tribos, constituindo muitas vezes formas de competição entre si, verdadeiros torneios literários que tomam o nome de ahouach ou ahidous.

Paralelamente a estes amarg de improviso, existem os amarg que se vão transmitindo por tradição, e que espelham a identidade cultural das várias tribos. São os rituais ligados à agricultura, pedindo chuva ou celebrando as mudanças das estações do ano, as sementeiras e as plantações; são os cantos que acompanham o ritmo de trabalhos quotidianos, como a moagem do grão dos cereais; são os cantos de casamento e luto; são os cantos que acompanham os jogos infantis; são os cantos de guerra que incitam os guerreiros nas batalhas.

“Montei-me num cavalo, montei-me numa mula

Vejam como os tempos mudam

O destino atirou-me para cima dum burro

E o burro atirou-me para o chão.”

(SOUAG, 2005, obra citada)

04

Vale Ammeln, Tafraout. foto Bernard Rouget

“Desde séculos encalhado no banco de areia,

Um barco feito novo atravessava o oceano.

Tudo o que existe neste mundo tem cura,

Só a morte e o amor não têm.”

(EL MOUNTASSIR, 2004, obra citada)

O amor e morte estão sempre presentes no amarg, como as duas inevitabilidades e fatalidades da vida.

“A nuvem negra anuncia a chuva;

A chegada do vespeiro, o verão;

O fumo dos terraços, o fogo das nogueiras…

Mas nada avisa da morte.”

(BOUANANI, 1966, obra citada)

“Um conto é a forma como é contado. Como é oral, não é prisioneiro de nenhuma linguagem; só os temas que são desenvolvidos são imutáveis. Cada contador tem um estilo próprio, uma maneira de fazer viver o seu conto na halka (3). Usa artimanhas para interessar, cativar o auditório. O improviso é fundamental para atingir os seus fins. O contador muda por vezes o nome de uma ou de várias personagens, suprime no momento algumas acções, acrescenta outras por sua iniciativa, segundo as circunstâncias. Já que contar não á apenas relatar o conto tal como foi concebido pelos antigos, é sobretudo enriquecê-lo com novos elementos. É por isso que o contador é também um poeta. Um estudo da literatura oral tradicional não deve de forma alguma negligenciar o papel criativo do contador.” (BOUANANI, 1966, obra citada)

05

Mulher do País Zaiane. foto Bernard Rouget

“Aicha foi de manhã buscar água à grande daia. (4)

Encontrou o seu amigo e as suas faces empurpuraram-se.

A sua mãe disse-lhe:

– Ó minha filha, a luz do amanhecer tingiu as tuas faces.

Nunca te vi com tão boas cores…

– Ó minha mãe, o ar está vivo de manhã, a ânfora é pesada.

O caminho corou as minhas faces.

Aicha foi, ao meio dia, buscar água à grande daia.

Encontrou o seu amigo e apertou-lhe as mãos.

A sua mãe disse-lhe:

– Ó minha filha, como as tuas mãos estão vermelhas!…

Nunca o henna (5) as tingiu assim.

– Ó minha mãe, colhi rosas ao longo das sebes.

Os espinhos picaram-me e o sangue corou os meus dedos.

Aicha foi ao entardecer buscar água à grande daia.

Encontrou o seu bem-amado.

Voltou com os lábios vermelhos dos seus beijos.

A sua mãe disse-lhe:

– Ó minha filha, os teus lábios parecem os corais do Rif.

Nunca te vi os lábios assim vermelhos.

– Ó minha mãe, comi bagas, e elas coraram os meus lábios.

Aicha foi à noite buscar água à grande daia.

Voltou com as faces brancas e os cabelos desfeitos.

A sua mãe disse-lhe:

– Ó minha filha, a tua face está tão branca.

Nunca te vi com a face tão pálida.

– Ó minha mãe, prepara a minha mortalha e manda abrir o meu túmulo, porque o meu amigo abandonou-me.”

(DUQUAIRE, 1947, obra citada)

Souss

A região do Souss

“Não paro de cantar

Sei que um dia as ervas

Crescerão sobre a minha pobre cabeça.”

(EL MOUNTASSIR, 2004, obra citada)

A região do Souss, situada em torno do vale do rio com o mesmo nome, é riquíssima ao nível da poesia popular Amazigh. É habitada por berberes da grande nação Chleuh, que falam maioritariamente um Tamazight (6) chamado Tachelhit.

“Só o apaixonado e o doente ficam acordados durante as noites…

Quanto àquele que dorme tranquilamente, o que lhe falta?”

(EL MOUNTASSIR, 2004, obra citada)

Grande parte das poesias do Souss são atribuídas a Sidi Hammou Taleb, que ficou conhecido por “bab n umarg”, que em Tachelhit significa “mestre da poesia”. Sidi Hammou nasceu em Aoulouz, no século XVI, e viveu percorrendo as aldeias da região recitando os seus poemas ou versejando. Para ser compreendido exprimia-se num Tachelhit médio, já que a língua chleuh tem muitas variantes.

“Quando a caravana se cansa, é preciso que se repouse.

Se o moinho trabalha devagar, junte-se água à ribeira.

Se a amizade se esfria, larga-a.”

(BOUANANI, 1966, obra citada)

Não deixou obra escrita, pelo que os poemas que lhe são atribuídos foram muito possivelmente modificados com o tempo e inclusivamente não existe a certeza de que muitos deles sejam da sua autoria. O tema dominante na poesia de Sidi Hammou é a amizade.

“Que o fuzil nunca esteja longe da bala,

E os olhos pintados do antimónio,

E o coração longe dos seus amigos

Até que eles entrem debaixo da terra.”

(BOUANANI, 1966, obra citada)

07

Pastor na região de Midelt. foto Bernard Rouget

Reza a historia que após uma longa permanência na região de Marraquexe, Sidi Hammou regressou à sua terra natal, onde procurou o conforto nos braços do seu primeiro amor, uma mulher de nome Fadma Tagurramt. Ao chegar verificou que um poeta rival do vale do Draa lhe fazia a corte e Sidi Hammou terá procurado inspiração junto de um santo de nome Sidi Brahim. Compôs então um poema.

Esse poema com o título de Fadma Tagurramt foi recolhido por Johnston no inicio do sec. XX. Sidi Hammou exprime-se nele com constantes parábolas. Eis algumas passagens:

“A nuvem funde-se nas trevas, a brisa perde-se no rio: que a água leve as folhas murchas!

Pesa as tuas palavras mais do que as tuas riquezas.

Será que eu peço ao camelo a nobreza do cavalo?

O oleandro dar-me-ia doçura?

Não se procura um lugar seco no oceano.

E eu, posso esperar uma resposta dum morto?”

No final do poema Sidi Hammou diz:

“Fadma, filha de Mohammed, pensas tu que, entre as drogas de Roma, existe um remédio para os que amam?

Seja qual for, dá-mo, mas depressa.”

(BOUANANI, 1966, obra citada)

Ao que parece, Fadma não resistiu aos argumentos de peso de Sidi Hammou e deixou-se levar pelo seu amor…

08

Tinghir. foto Bernard Rouget

 “Diz-me, o que é o paraíso neste mundo?

Será a poesia?

Será a mulher com quem partilhas a vida?

Será o potro que vive na tua companhia?

Serão as moedas que contemplas com desejo?

Ou é a manteiga e o mel, num prato reunidos?”

(EL MOUNTASSIR, 2004, obra citada)

Grande parte da obra de Sidi Hammou Taleb foi recolhida por um capitão do exército colonial francês de nome Léopold Justinard. Justinard chega a Marrocos no ano de 1911 e instala-se em Fez para dar treino militar a um batalhão das tropas do sultão Mulay Hafid. Com a instituição do protectorado da França em Marrocos no ano seguinte, Justinard inicia a organização dos regimentos de goums (7) do exército colonial francês.

Inicialmente Justinard é um adepto convicto da política colonial dos grandes qaids (8), que utilizava as tribos como principal arma de pacificação das populações locais. “Esta política de poupar forças francesas e usar forças indígenas chama-se política dos grandes qaids (…) porque a sua localização como porteiros do Atlas e o seu relacionamento com as tribos do Souss, tornavam estes grandes leaders perfeitos testas de ferro políticos e físicos. São eles que actuarão ao sul do atlas para curvar El Hiba”. (JUSTINARD, 2007, obra citada)

El Hiba, herói da resistência marroquina à colonização francesa, era originário de Smara, no Sahara. No ano de 1912, uma revolta no Sousse proclama-o sultão e nesse mesmo ano entra em Marraquexe com o seu exército de Touaregs (9), com o objectivo de destronar o sultão colaboracionista Mulay Hafid. Um exército francês derrota-o em Sidi Bou Othman e El Hiba regressa ao Souss, onde continuará a guerra contra o invasor francês até à sua morte em 1919.

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Cantoras de Tiznit. foto Flandrin

“Repete esta palavra: “lamentavelmente!”, pensa no tempo que foge,

É preciso que saibas que a vida é apenas uma passagem.”

(EL MOUNTASSIR, 2004, obra citada)

A partir de 1916 Justinard é colocado em Tiznit como oficial de informações e de coordenação da acção das tribos leais aos franceses. No entanto, a partir da sua chegada a Tiznit que Justinard começa a entrar em contradição com o seu papel ao serviço do exercito colonial, dividido entre a França e o seu amor à cultura chleuh, que cada vez se entranha mais na sua personalidade.

Justinard era conhecido no Souss como “qebtan chelh”, ou “capitão chleuh”. Desde a sua chegada a Marrocos que aprendera o tachelhit e o tarifit, tendo escrito em 1914 e 1926 dois manuais destas duas variantes da língua Tamazight.

Para além destes manuais levou a cabo inúmeras recolhas de poesia cantada e oral amarg, para além de ter publicado trabalhos sobre literatura, história, poesia e cultura tachelhit.

Após a sua reforma em 1937, Justinard permanece em Marrocos continuando o seu trabalho sobre a cultura chleuh, até à sua morte em 1959. O seu contributo para o conhecimento da literatura oral do Souss foi enorme.

“Aquele a quem a vida satisfez todos os desejos

Troça da morte que o espera. Para o diabo…vida!”

(EL MOUNTASSIR, 2004, obra citada)

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Músicos. foto Manoel Pénicaud

Um dos poemas recolhidos pelo capitão Justinard no seu livro “Manuel de Berbere Marocain (Dialecte Chleuh) 1914” é o Poema a Sidi Hammou. Nesse poema, atribuído ao próprio Sidi Hammou, o mestre da poesia é evocado e colocado no papel de cantor:

“Que Deus guarde Sidi Hammou. Dizia o pobre cantor:

As mulheres, o vento, o leão, os negros e o rio,

Aí vai procurar infelicidade quem aí quer encontrar o bem.

Mais mortos que vivos, nada a não ser veneno.

Para trás, crianças do pecado, que o mal não aumente.”

“Que Deus guarde Sidi Hammou. Dizia o pobre cantor:

Não há nada mais cruel que o chumbo da emboscada.

Não há nada mais cruel que as lágrimas dum amigo.

O oleandro é amargo. Quem, alguma vez, ao comê-lo,

Achou que ele era doce?

Comi-o pelo meu amigo. Não o achei amargo.”

(DUQUAIRE, 1947, obra citada)

11

Seguia, Marraquexe. foto Bernard Rouget

“Que Deus guarde Sidi Hammou. Dizia o pobre cantor:

Quando as pessoas fizeram as suas orações, a meio da tarde,

Não é verdade que o dia acabou?

Terminada a venda do talho, não é o fim do mercado?

Aquele cuja barba se esbranquiçou, não é um homem acabado?

Recolhe os teus carneiros, pastor. É tempo. O dia já passou.

Eles tiveram o mundo em flor, a gente de outros tempos,

Mas os de agora estão no seu outono.

Que ele não diga nunca que passou a sua vida sem ter um amigo,

Porque a vida, são os amigos que a fazem passar.”

(DUQUAIRE, 1947, obra citada)

12

Um jovem de Tiznit. foto Bernard Rouget

“O papel do poeta na antiga sociedade marroquina é considerável. Ele é antes de mais o cronista, o “historiador” da sua tribo. Ele não canta só os seus amores e os seus contratempos pessoais, mas também e sobretudo os acontecimentos vividos pela sua tribo ou no seio da sua tribo. No decurso de uma disputa entre clans rivais, é a ele que é feito o apelo para tomar a defesa dos seus. Respeitado e venerado como um santo, a sua palavra é ouvida, já que ele possui a sabedoria e o segredo das palavras que vão direitas ao coração.” (BOUANANI, 1966, obra citada)

Nos dias que correm o papel dos poetas já não é o mesmo, nem nunca mais será. Na sociedade moderna, com as suas instituições e os novos meios de comunicação já não há lugar para eles. Em número cada vez mais reduzido, apenas subsistem nas pequenas aldeias e mercados do interior do país, nesses lugares onde o tempo teima em não passar.

“O caminho de Deus e o caminho da poesia dialogam,

O primeiro diz ao segundo: “eu não coloco questões,

Como eu sirvo a Deus,

Na minha morte, ele fará de mim o que quiser.”

O caminho da poesia responde então: “eu coloco questões,

Como agrado ao meu coração com a companhia de fadas,

Na minha morte, Deus fará de mim o que quiser,

O inferno como o paraíso, aceitarei.”

(EL MOUNTASSIR, 2004, obra citada)

Morabito

Morabito no Alto Atlas

Todos os poemas foram traduzidos do francês pelo autor deste artigo

Notas:

(1)  Amazigh (pl. Imazighen), ou Berbere, é o nome do povo que habitava o Norte de Africa à data da sua arabização. Significa “homem livre” na Língua Tamazight

(2)  Chleuh é o nome de uma das três grandes Nações ou grupos étnicos Amazigh que habitam em Marrocos. Os Chleuh vivem no Alto Atlas, Anti-Atlas e na região do Souss

(3)  Halka é o círculo de pessoas que se juntam em torno de um músico ou de um contador de histórias

(4)  Daia significa lago natural

(5)  Henna é o corante retirado da planta “lawsonia inermis” que é usado no Norte de Africa e na India para colorir o cabelo e tatuar o corpo e as mãos

(6)  Tamazight é o nome dado ao conjunto das línguas dos Amazigh. Em Marrocos existem três línguas Tamazight _ o Tachelhit falado pelos Chleuh, o Tamazight do Médio Atlas e o Tarifit falado no Rif. O Tamazight escreve-se com um alfabeto chamado Tifinagh, que tem origem no alfabeto Púnico, variante da escrita cuneiforme Fenícia

(7)  Goums, Goumiers ou Harkas são os nomes dados aos soldados marroquinos integrados no exército colonial francês, comandados por oficiais franceses

(8)  Qaids são chefes tribais berberes

(9)  Os Touareg são um povo nómada berbere que habita o Sahara central e o Sahel. Touareg significa abandonado ou errante. O seu verdadeiro nome é Imuhar, cujo significado é homens livres

Bibliografia:

BOUANANI, Ahmed. “Introduction à la poésie populaire marocaine”. Souffles Nº3, 3º trimester, Rabat 1966

DUQUAIRE, Henri. “Anthologie de la Littérature marocaine, arabe et berbere”. Librairie Plon. Paris, 1947

EL MOUNTASSIR, Abdallah. “Amarg. Chants et Poésie Amazighs (Sud-Ouest du Maroc)”. L’Harmattan, 2004

HOISINGTON, William. “Lyautey and the French Conquest of Morocco”. Palgrave Macmillan, 1995

JUSTINARD, Léopold. “Léopold Justinard, missionaire de la tachelhit, 1914-1954, quarente ans d’études berberes”. Editions bouchene, 2007

MERCANTON, Jacques, ROUGET, Bernard. “Maroc Terre et Ciel”. La Guilde du Livre, Lausanne, 1954

SOUAG, Mohamed. “Je suis monté à cheval…”. in Introduction a la Poésie Amazigh. 2005

TOUSSAINT, Franz. “Chants d’Amour et de Guerre de l’Islam”. Robert Laffont, Marseille, 1942

Comments

  1. maria celeste ramos says:

    Ontem vi pela 2ª vez, programa na SIC com 2 malucos – um abandonou a vida que tinha e todo o mundo e resolveu passar o resto da vida sozinho e solitário dormindo em velho carro à beira de uma estrada – sem grande higiene e com longas barbas, encontrou-se consigo e com o mundo e a religião e não precisa de ninguém – eis militar e sem saber música, acabou por aprender sozinho e toca sons encontrados no instrumento – um 2º fez o mesmo e é afinador de instrumentos musicais de sopro até de músicos famosos que o descobriram, e dizia ele ontem que é importante encontar a alma do instrumento e o som que nem o músico profissional conhece, e por isso maltrata o instrumento – tem uma oficina e também toca até encontar a alma do som do instrumento – muito interessante – não sei se vi há um ano e ontem – lindo – sim dizia ela o instrumento também tem alma – concordo

  2. Mais um grande poste; Frederico, trabalho de joalheiro os teus postes.

  3. ahmed says:

    grande ..

  4. Adorei este ler isto! Tanta informação interessante que não conhecia! Uma maravilha.
    Parabéns , Frederico!

Trackbacks

  1. […] Lenda de Islit e Tislit vem na tradição da poesia popular Tamazight, expressada sobretudo nos Ahidous, em que é cantada e […]

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