Ó Ticas, vá à méda qrida

É por estas e por outras que gostaria de assistir ao extermínio dos pobres. Os ricos desapareceriam naturalmente: ao deixarem de ter a caridadezinha para se entreterem e exibirem aposto que se desvaneceriam no ar.

Ou como escreveu o Calimero que nos brindou com estas imagens:

 “Ajudar uma família ajudar os pobrezinhos, cantar-lhes fado e publicar as fotografias no Facebook.”

(e não me venham com a tanga de que aquelas pessoas precisam; eu sei que precisam, todos sabemos que precisam, mas quem exibe a sua “generosidade” desta forma também precisa de ter vergonha na cara)

via Paulo Guinote

Comments


  1. Um dos muitos aspectos da caridadezinha! Simplesmente abominável!

    Estas “coisinhas” com nomes snob, se não tivessem bosta em lugar de cérebro, o que é que andariam a fazer?

  2. MAGRIÇO says:

    É, de facto, de muito mau gosto. As ajudas sinceras e solidárias não precisam – nem gostam! – de publicidade. Resquícios do Movimento Nacional Feminino?

  3. Isabel G says:

    Exactamente, caro Magriço, nem precisam nem gostam!

    Eu diria que este tipo de comportamentos é a consequência directa de vidas ocas, cérebros de galinha, muita futilidade, muito ócio e dinheiro a mais…

  4. MAGRIÇO says:

    Ás vezes, Isabel, o dinheiro até nem é assim tanto: é mais ostentação oca do que não se tem, quer material quer espiritualmente. Não posso evitar algum sentimento de comiseração por quem vive de aparências e se dá ares de grande importância.

  5. carla r says:

    é como naquela mítica crónica do ALA: “na minha família os animais de estimação eram os pobrezinhos”


  6. Com essa sua análise tão sensata, Magriço, só posso realmente concordar. Realmente, por vezes é mais o barulho que as nozes…


  7. Desconcertam-me um bocado estas histórias de solidariedade- trampa, pois haverá pessoas “do comum” que, de incógnito (sem facebook, etc.) podem levar abundante boa intenção e escassa madurez analítica à hora de colaborar e dar até do que não tem ou não lhe sobra. Por outro lado reconheço o drama das famílias, mas a pobreza abrange maior noção que o campo familiar, nos altares da pobreza também há “desfamiliarizados” de toda classe. Mas enfim, tomo nota do post e dos comentários, que falta me fazem, ha ha.

  8. Ainda penso says:

    Deixo o grande poeta popular António Aleixo responder por mim.

    Quando algum bem tu fizeres,
    não o digas a ninguém,
    repara, que se o disseres,
    fazes mais mal do que bem.

    Que o mundo está mal, dizemos,
    e vai de mal a pior;
    e, afinal, nada fazemos
    p’ra que ele seja melhor.

    António Aleixo

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