Futurologia

Daqui a muitos anos, um concidadão meu lá do futuro (há palavra para tal?) há-de desencantar, de algum arquivo, as actas da reunião de ontem da Assembleia Municipal do Porto, e descobrir, porventura com um esgarzinho irónico do canto do lábio, que no ano de 2013 havia, nesta nossa comum cidade, um autarca de nome Rui Rio (quem?) que, na despedida, informou a cidade, o país, quiçá a galáxia, ser “possível pôr as contas em ordem e ao mesmo tempo fazer obra”.

Mas se este meu concidadão for um amante da cidade e conhecedor da sua história, há-de soltar uma risada e comentar, só para consigo, com esse distanciamento que só se pode ter com as coisas do passado:  “Olha que pena não teres feito nem uma coisa nem outra”.

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