João Ubaldo Ribeiro (1941-2014)

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«Sempre que morre um escritor» há pelo menos um outro escritor que o inveja. Lido aqui.

Comments


  1. SIM! “quando morre um escritor a literatura chora”!
    E, chora-se fundamentalmente a sua perda…todavia, ficam os seus brilhantes “testemunhos” para a prosperidade.
    Agora, “sentir uma inveja perversa e masoquista”?
    Para quê?…Não é a Vida um BEM precioso? Então, há que VIVÊ-LA intensamente!…E, se escrever, é uma paixão, um prazer sublime, então não há que VIVER-SE como “tortura”, enquanto escritor.
    Os meus sinceros pêsames à família, e…João Ubaldo Ribeiro, descanse em paz!

    • Sarah Adamopoulos says:

      Paula, escrever (escrever a sério) é raramente um prazer para os escritores, justamente porque vivem a vida intensamente… há alguns textos muito belos sobre isto, textos de escritores sobre o que é escrever (ou *não escrever*). Marguerite Duras, por exemplo, deixou um livro chamado «Escrever».


  2. Sarah, muito obrigada por ter respondido ao meu comentário.
    Terei em atenção a sua recomendação, no que concerne à leitura de “escrever”, de Marguerite Duras.
    Agora, permita-me que lhe expresse a minha humilde opinião, como profissional de saúde, profissão que “abraço” de alma e coração, de há 25 anos a esta parte, dedicando a minha Vida a “Cuidar do Outro”, e a lidar diariamente com o seu sofrimento, ao qual obviamente, é impossível ser-se indiferente, principalmente quando se vive intensamente “CUIDAR”…E, Enfermagem, é isso mesmo!
    Para mim, é e será sempre um prazer, assim como escrever, ainda que, e até recentemente…”em silêncio”.
    E, saber-se “gerir” o sofrimento do Outro, ou mesmo o nosso, também é uma arte!
    Como tal, queira desculpar-me, mas…não consigo compreender como é que “escrever a sério, é raramente um prazer para os escritores, justamente porque vivem a vida intensamente…”(?)
    Não terá a ver com as características da personalidade do próprio escritor?
    Realmente, conheço alguns escritores em que é extraordinariamente difícil conseguirmos, como que, “arrancar-lhes” um simples sorriso, mas também conheço outros, que emanam uma “alegria” contagiante, dado o seu positivismo perante a própria Vida. Todavia, todos eles, excelentes escritores!!!
    E tudo isto, nada tem a ver com o falecimento de João Ubaldo Ribeiro, que é sem dúvida a questão pertinente deste seu artigo, uma “perda” inestimável para a literatura, sem dúvida…paz à sua alma!

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