Coisas de banqueiros

Compreendo perfeitamente que a concorrência se esmifre por herdar os clientes do BES. Se neste momento só um tolinho lá guarda o seu, consumado o assalto pelo PSD, com o banco entregue àquele amigo de Cavaco Silva, o Oliveira Costa, perdão, o Vítor Bento, só um grande tolo ali deixará depósitos (e alguns tolinhos precoces parece que já arranjaram chatices na Suiça, o que me dá um gozo tão grande como me deu o da canalha que andou nos idos de 70 a delapidar o património português e ficou sem ele, entregue a algum terrorista menos benemérito para passar a fronteira).

Mas chegados a este ponto:

Fico com o José Simões:

Um castanheiro [?] um carvalho [?] que dá laranjas [?] pêssegos [?], uma família que contra as mais elementares regras de segurança, ensinadas às crianças logo nos primeiros anos de ensino, face a uma colossal tempestade se abriga debaixo de uma árvore. O logro, a mentira, a irresponsabilidade do sistema financeiro que colocou os Estados debaixo da maior crise dos últimos 90 anos e aos cidadãos sacrifícios e privações de que já não havia memória, e que voltará a colocar, porque a árvore, passada a tormenta, torna a dar frutos, tudo explicado em 01:05 minutos num spot publicitário do BPI [Banco Português de Investimento]. Muito obrigado senhor Ulrich pela sessão de esclarecimento.

Diálogos reais

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O Simulador

simulador-narciso-mirandaAcordo e logo descubro que vale a pena acreditar no futuro de Portugal!

O Cavaco e o Carmo

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Os portugueses do presidente da república andam numa azáfama: que um prémio agora atribuído a Carlos do Carmo não vale nada, é irrelevante, não merecendo portanto cavaco presidencial.

Tenho uma falência, de pequenino, com o cantor Carlos do Carmo. Irrita, até me coço na testa com o fado canção onde se afirmou, não há anti-histamínico que me sossegue quando entra pelos ouvidos e por razões socais não posso mudar o disco. Sou insuspeito mesmo sendo de esquerda, portanto.

Mas fosse a Kátia Guerreiro a ganhar um Grammy, pequenito e latino que seja sempre é um prémio votado pela indústria, portanto o mercado, era uma festa em Belém e poupavam uma trabalheira a desvalorizar a homenagem ao artista que tem tudo de pop latina (esse pequeno nicho do castelhano, português e portunhol, coisa pouca, o segundo do planeta), não era?

Sede uns senhores, carago!

jose-gomes-ferreira
É extraordinário o ódio que despertam entre os escrevinhadores e comentadores oficiais homens que pensam, falam e agem coerentemente com as convicções que (se) constroem. A adoração pelas alforrecas morais e os invertebrados cívicos e políticos continua a ser uma toxina incurável herdada dos 48 anos malditos de infecção das consciências. E não faltam arautos bem pagos e apaparicados para manter tal doença crónica. Como eles gostavam de ter um bastonário da Ordem dos Médicos ( e de outras ordens profissionais) de cerviz caída, fazendo vénias ao poder e frequentando o clube do croquete. Como lhes era grato ter um dirigente da Fenprof calado, obediente e beijando a mão ao governo. Mas não têm nada disso. Os senhores doutores em geral e de todos os graus – veja-se bem! – portam-se mal. Parece não se importarem que os considerem “trabalhadores” (bbrrrrr…), prescindindo das fidalguias com que os tentam seduzir. E, para cúmulo, não só defendem os seus interesses como parecem preocupados com os de todos nós! Abusadores! Assumi o vosso ilustre estatuto e portai-vos como os senhores que deveríeis ser. Afinal tendes – todos! – mais habilitações académicas que os membros do governo. Se continuardes a fazer ondas, sereis execrados por todas as pessoas finas da elite – desde o Relvas à Lili Caneças! E, assim, é bem feito que continueis merecer os exorcismos comentatórios dos senhores José Manuel Fernandes, José Gomes Ferreira, Marques Mendes e outros répteis

postais da xávega, torreira (5)

http://ahcravo.wordpress.com/2014/07/06/cronicas-da-xavega-torreira-18/

http://ahcravo.wordpress.com/2014/07/06/cronicas-da-xavega-torreira-18/

Por um Jornalismo com Pessoas Lá Dentro

despedimentos_controlinvesteA concentração é hoje, Segunda-feira, pelas 18h30.

Elogio fúnebre

Salgado recebe doutoramento Honoris Causa

É isto

Tudo está a venda, tudo é comerciável e negociável, e tudo se pode regatear, desde que seja público.

Alínea a) Com excepção da dívida pública

Alínea b) Com excepção dos contratos PPP

Alínea c) Com excepção das rendas ao sector energético

Alínea d) Com excepção do financiamento aos colégios privados com contrato de associação que, ao contrário do que previa o memorando de entendimento com a troika, viram a verba do Orçamento do Estado aumentada.
(…)
[no Der Terrorist]