Valsa lenta

Felizes os que morrem devagar, e nesse devagar vão revendo tudo quanto foi, e quanto é, e o que ficará. Morrem como quem chega à estação de destino, o comboio abranda e nesse abrandamento vêem com detalhe a paisagem que até aí era mero esboço fugidio, recolhem a bagagem, lançam um último olhar ao lugar que ocuparam, e saem, devem sair.

Se te dizem que é melhor morrer de repente, que a morte te apanhe desprevenido, não acredites. É melhor morrer devagar, com tempo para saborear os pêssegos deste Verão, sabendo que não haverá outro Verão, e deixar que o mundo inteiro se concentre por instantes no prazer deste pêssego maduro, e que ele valha por si mesmo, sem pressas, não porque é o último mas porque é perfeito. Continuar a ler “Valsa lenta”

Histórias para embalar ovelhas

(Passos Coelho efectivamente avisou ao que vinha senhor deputado. O vídeo do Ricardo Santos Pinto é a prova viva disso mesmo…)

Duarte Marques, qual cruzado passista, continua a usar do seu espaço gentilmente cedido pelo Expresso para simpáticas lições de propaganda social-democrata, conhecimentos quiçá adquiridos na universidade de Verão lá da jota, ora louvando Passos Coelho, ora veiculando falsidades, o que no fundo também se enquadra no acto de louvar o primeiro-ministro, esse exímio contador de mentiras.

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