E nos analfabetos, também?

Por outras palavras, gera-se desemprego, especialmente da população menos qualificada e mais jovem, que agora terão mais dificuldade em entrar no mercado de trabalho.

Comments


  1. Fico contente que sobre a discussão do SMN o seu único input seja corrigir a conjugação do verbo ter. Demonstra o que já há muito é sabido: o contributo dos marxistas para qualquer discussão séria roça a nulidade.

    • António Fernando Nabais says:

      É tão giro fazer generalizações e dizer coisas sobre os marxistas ou os comunistas ou os adeptos dos clubes adversários que são todos feios, porcos e maus. Era a mesma coisa que partir do princípio de que todos os membros da Igreja de Milton Friedmann ignoram as regras de concordância ou têm tanta falta de vocabulário que preferem “input” a “contributo”.


  2. Não é a conjugação do verbo ter, é a mais elementar concordância entre sujeito e predicado. Uma nulidade, sem dúvida.


    • Em boa verdade, tratou-se apenas da omissão do sujeito da oração, que era “jovens” e não “população”. O seu contributo é tão relevante para a matéria do SMN quanto a gravidade do erro em que incorri. Nenhum, portanto.


      • Ainda se quer enterrar mais?
        A oração está lá, completa, com sujeito e predicado, não é por ter metido no meio uma vírgula (outra barbaridade) que o sujeito deixa de ser sujeito e o predicado abandona a sua condição de predicado.
        Colocar uma vírgula entre sujeito e predicado, o mais crasso erro de pontuação, não altera as funções gramaticais, aumenta é a gravidade do erro.


        • Não diga disparates. Omiti o sujeito que pretendia usar, que era jovens e não população. Aqui está a versão corrigida. Mas, com efeito, a culpa é inteiramente minha: dar corda a gente que não produz qualquer coisa de útil, excepto o fascismo gramatical.

          “Por outras palavras, gera-se desemprego, especialmente da população menos qualificada e mais jovem, jovens que agora terão mais dificuldade em entrar no mercado de trabalho.”


          • Claro, o disparate é meu. E a concordância entre sujeito e predicado coisa de fascistas.
            Confere: está ao nível de quem encara o SMN como um factor de aumento do desemprego; para quem vive num mundo de fantasia a realidade é o que nos convém.


          • Você baseia-se em qualquer coisa que eu desconheço para ter uma opinião sobre o SMN: fé marxista, crenças, emoções, boas intenções, ou nada. Eu baseio-me na teoria económica e na evidência empírica, e é só sobre isso que o meu texto versa, e sobre isso você nada disse. Se o Governo queria aumentar o rendimento de quem aufere o SMN, teria sido muito menos disruptivo simplesmente baixar os impostos ou isentar quem recebe o SMN. Assim, corre o sério risco de aumentar o desemprego. Isto é a realidade que você e tantos outros se recusam a aceitar, mas nada de novo aqui: a realidade e o bom senso nunca foram apanágio dos socialistas, revolucionários ou não.


          • Chama teoria económica aos livros dos amigos do Pinochet? esteja à vontade. Evidência empírica é citar uns estudos e omitir outros? força.
            Eu não me baseio em nada de especial, excepto uma coisa prosaica chamada vida. Experimente viver uns meses com um salário mínimo (o português, o alemão não vale) e depois conversamos sobre fé, marxismo e de que teorias económicas falamos.


          • Quais amigos do Pinochet. A sua falta de honestidade intelectual não tem limites. Nenhuma das referências do meu artigo cita Friedman ou outro qualquer economista de Chicago, se bem que poderia. O efeito do SMN ou de qualquer intervenção governamental com o objectivo de fixar preços num mercado já é estudada desde Carl Menger e sistematizada desde Alfred Marshall. Apresento também um gráfico de um artigo de revisão da literatura empírica que apresenta as elasticidades da procura de trabalho por efeito no aumento do SMN, mostrando que existem muitos que “sustentam” a teoria.

            Já a sua argumentação é destituída de qualquer racionalidade, razão que, por obra de Francis Bacon, já há muito entrou no método científico e é base epistemológica de qualquer discussão séria. É apenas “o experimente viver com o SMN”, como se o facto de você ter experimentado fosse tirar os outros da miséria. Não tira, pelo contrário, este aumento do SMN pode é atirar muitos para a miséria. Os socialistas e as suas boas intenções e péssimos resultados. Agora sim, citei Friedman.


          • Friedman? o Hayek também serve. E adoro esse “não citei”, quando não me vê citar Marx mas começa logo por me atirar com o marxismo.
            Cite quem quiser, esteja à vontade, eu compreendo os homens de fé, sobretudo quando se escapam de uma evidência: salários abaixo dos mínimos necessários para a sobrevivência são mero regresso à escravatura. Não acredita, como a Jonet? experimente.
            Claro que se trata de uma fé dogmática, a sua, que esquece outros estudos ( http://www.esquerda.net/artigo/estudos-comprovam-que-aumentar-o-sal%C3%A1rio-m%C3%ADnimo-melhora-o-emprego-e-o-consumo/30792 ) e sobretudo um detalhe: o patrão que paga salários mínimos também reduz os seus lucros ao mesmo?


          • Vou repetir, a ver se desta compreende: um dos artigos que refiro é uma revisão da literatura a centenas de artigos sobre o salário mínimo, mostrando a correlação (positiva ou negativa) entre o efeito descrito na literatura: sobem os preços (salário), baixa a quantidade procurada (trabalho). Nesse artigo mostra muitos papers empíricos que encontram efeito negativo, neutro ou efeito positivo no emprego. Ao contrário do seu link para os pouquíssimo enviesados do Esquerda.net, que apenas apresenta um estudo. Se quiser ir por aí, é demasiado fácil. Por cada estudo que mostre efeitos positivos, arranjo-lhe dois que apontam efeitos negativos no emprego de um aumento do SMN.


          • Os estudos que não têm em conta o impacto do SMN na procura é que não são enviesados? estamos entendidos. O artigo foi traduzido pelo esquerda.net é suspeito? e os traduzidos pelos mises.org, são insuspeitos?
            De qualquer forma, insisto, a minha questão sobre o assunto parte de premissas bem diferentes: os patrões que querem pagar abaixo de um mínimo não poderiam reduzir os seus lucros ao mesmo mínimo? as empresas deixam de ser viáveis porque não podem pagar salários de sobrevivência ou porque não prescindem os patrões das mais-valias muito acima do SMN? é aceitável que alguém trabalhe recebendo abaixo dos mínimos necessários à sobrevivência? a escravatura (receber abaixo do necessário para comer, vestir e ter onde dormir) é aceitável no séc. XXI?
            Eu sei que isto não é bem um teoria económica, é uma prática de vida, mas quem experimente trabalhar no duro e viver com o SMN, uns meses que seja, de certeza que me entende.


          • Você não consegue sair da dialética da luta de classes. Os patrões são maus, podiam era reduzir às suas obscenas margens de lucro, etc. Ora, isso não é “prática de vida”, isso é fantasia e disparate marxista do séc XVIII transposto para os dias de hoje.

            Uma das formas do aumento do SMN causar desemprego é simplesmente os patrões, esses mauzões, solicitarem horas extra aos seus funcionários, evitando assim contratar mais uma pessoa. É que uma coisa é pagar mais 240€/ano, + 23.75% de SS. Outra é pagar esse valor a multiplicar por 10 ou por 100.

            Aliás, se o SMN não gerasse desemprego, porque não aumentá-lo de uma vez para 5000€/ano? A despesa não gera rendimento? Enfim.


          • Por fim, o facto de 505€ ser um salário baixíssimo para viver não implica que devamos estragar a vida a terceiros, neste caso, quem agora terá 0€/mês para viver. Ou o RSI, claro, para tapar o buraco que acabaram de abrir.


          • Agora, quem escreve “que os verdadeiros pobres não são os que estão empregados” certamente que não conseguirá perceber a diferença entre ter fome sem trabalho ou trabalhar esfomeado. A realidade é uma chatice para quem vive no mágico mundo da mão invisível, essa deusa.

          • António Fernando Nabais says:

            Mário Amorim Lopes deu demasiadas voltas (turns, pronto) para fingir que tinha razão e não soube aproveitar o momento (timing, percebe?) certo para admitir que cometeu um erro: o conceito de “omissão do sujeito” nem sequer se aplica no caso presente, por muito que estrebuche.
            Chamar “fascista gramatical” a quem nos emenda fica sempre mal. De qualquer modo, prefiro ser um fascista desses.
            De resto, a melhor maneira de acabar com o desemprego é, evidentemente, deixar de pagar salários. Por outro lado, não sei se é marxismo acreditar que todos os homens devem viver com um mínimo de dignidade (o que é dificilmente compatível mesmo com o ordenado mínimo aumentado). Já lhe ouvi chamar muitas outras coisas, incluindo cristianismo, humanidade, respeito, palavras vazias para quem acredita nas virtudes absolutas do Deus Mercado e das fórmulas de Excel.


          • Se para se viver com um mínimo de dignidade só bastasse querer, crer e ter boas intenções, não existiria pobreza no mundo. É preciso produzir riqueza para isso, e medidas como o SMN prejudicam essa criação de riqueza. Quanto mais rápido aceitar isso, mais rápido mitigaremos a pobreza. Até lá, não dando para mais, pode ocupar-se com o fascismo gramatical.


          • Desculpem interromper: apenas por mera curiosidade, exactamente o que é que o Mário Amorim Lopes produz de tão útil para atacar um professor como sendo um tipo inútil?

            Lamento se perturbei a vossa discussão. Please proceed!


          • Sou professor também. Serve-lhe? E inútil não é o JJC, inútil é a contribuição dele para a discussão do SMN.


          • É irónico ver um professor chamar inútil a outro professor. De qualquer forma, o professor Mário Amorim Lopes não se explicou lá muito bem. É que quando escreve:

            “Mas, com efeito, a culpa é inteiramente minha: dar corda a gente que não produz qualquer coisa de útil, excepto o fascismo gramatical.”

            dá a entender que o professor JJC é um inútil. Eu, se me permite a opinião, acho que os professores são, de uma forma geral, bastante úteis. Claro que, como em todo o lado, há professores que não valem um tostão furado mas isso são outros 500. Obrigado pelo seu tempo professor Amorim Lopes!


  3. Do séc XVIII será o Adão Silva, pai da mão invisível e outras orações, e devidamente arrasado no séc. XIX pelo Carlos Marques.
    É um erro de palmatória porque Marx nunca poderia ter escrito a sua obra um século antes, a começar pelo facto de precisar do Adam Smith para criticar e do capitalismo para lhe fazer o mesmo, sendo que no séc. anterior nem na Inglaterra estava firmado, quanto mais na Alemanha, que nem existia.
    Português à Jesus, História abaixo do nível exigido no 9o ano, são realmente predicados que impedem discutir com um sujeito.


    • A sua presunção é proporcional à sua inabilidade. A referência ao século XVIII não é a data de publicação dos Das Kapital, mas sim o período de história em que se centra a crítica de Marx, o início da revolução industrial. Para se saber de história não basta saber-se de história, é preciso ponderação e bom senso. E, já agora, perceber os conceitos, algo que, como demonstrado até à exaustão, não percebe.


  4. Ó homem, dedique-se à comédia. Desde que não seja histórica tem sucesso garantido.
    E aprenda que numa discussão, quando somos apanhados em flagrante delito de ignorância, a humildade é uma saída airosa. A arrogância só aumenta o ridículo.


    • Explicado para crianças: a luta de classes de Marx foca-se essencialmente na RI, período de enormes migrações do interior de Inglaterra para os centros industriais como Londres ou Manchester. Essa afluência de mão de obra levou a um período anormal de enorme excesso de mão de obra, pressionando os salários e as condições de trabalho a baixar. Isto, que decorreu no séc. XVIII e XIX, não pode ser transposto para os dias de hoje. Aliás, as coisas tendem a inverter-se com a especialização: headhunters buscam os melhores, estando o empregador em vantagem, que acaba por ter de pagar pequenas exorbitâncias em alguns casos. É esta a fantasia e o disparate marxista do séc XVIII transposto para os dias de hoje. Mas fica a lição: o debate consigo, histórico ou não, tem de ser mantido num nível muito, muito rudimentar. Lá está, o erro ortográfico.


      • Marx nasceu em 1918. Já tive aqui um artista que decidiu datar o Manifesto como escrito após a sua morte, e pela mulher. Faltava-me um informático a ensinar-me História, da qual se eu percebesse tanto de computadores como ele da minha profissão nem um pc saberia ligar à tomada. Mas insiste, insiste, com a mesma garra com que já tentou outras vezes, nomeadamente naquela em que se espalhou metendo uma fotografia de comunistas coreanos assassinados como se fossem vítimas da esquerda.
        Num certo sentido isto é positivo, confirma a minha tese de que a esmagadora maioria dos ditos liberais são tão absolutistas como uma seita fundamentalista qualquer; espalham-se, e continuam a imaginar terem razão. Ainda acabam a fundar um califado.


        • Não tendo argumentos, responde com ad hominem. Nada que não fosse de esperar. O único Marx interessante nasceu em 1890. Para encerrar a conversa, só me ocorre dizer que tenho muita pena dos seus alunos. A sua pessoa é um excelente argumento a favor do cheque-ensino.


          • Começar com o reductio ad Marx (vá lá, desta vez ainda não chegou o Estaline) e acabar aos gritinhos: ad hominem! ad hominem! ad hominem!
            Confesso que durante muito tempo estranhei encontrar sempre a mesma forma de, por assim dizer, discutir. Até que um belo dia encontrei a cartilha, num mises.org qualquer. Um destes dias dedico-lhe um texto, para que ninguém se espante quando ouve o mp3 em loop.


  5. Errata: “o empregador fica em desvantagem” e não “o empregado fica em vantagem”.


  6. Nem era para entrar na discussão, mas porque não vejo a questão correctamente colocada, permitam-me:

    1 – Existe uma relação entre salário mínimo e desemprego. Como é óbvio o preço de qualquer bem ou serviço, tem implicação no número de interessados em adquiri-lo. Eventualmente algumas empresas poderão decidir não contratar trabalhadores, caindo neste risco os menos qualificados que habitualmente fazem trabalho menos necessário, logo mais prescindível. Porque a empresa por norma define um valor X para massa salarial, ou pelo menos tenta faze-lo. Nem sempre é possível. Quem tem ou já teve um budget para gerir, sabe o que falo. Não existem poços sem fundo e recorrer sistematicamente ao crédito não é sustentável, nem pode ser considerado investimento quando falamos neste tipo de trabalho. Sem qualquer desconsideração para o trabalhador, como é óbvio. Pois todo o trabalho honesto merece respeito.
    2 – Em países onde a mão de obra é barata, mas o absentismo e falta de qualificação são um problema, algumas empresas optam por mantendo a massa salarial, aumentar o número de trabalhadores. O salário mínimo limita esta prática, tanto mais quanto maior for o seu valor. Resultado, por vezes seria recomendável ter X trabalhadores, mas posso ter X + Y se o salário mínimo não for uma limitação, resultando assim num maior número de pessoas empregadas.
    3 – Sabendo à partida que o salário mínimo limita a contratação, a questão passa a ser política e ideológica. Preferem que determinados empregos não sejam criados, mantendo essas pessoas no desemprego? Porque é isto que está em causa. Ninguém aponta obviamente uma arma à cabeça do empregador, mas este faz contas e decide contratar ou não contratar. O resultado é um desempregado a mais ou a menos…
    4 – Nem vou comentar o que acredito, porque sobre política económica e fiscal portuguesa e europeia, há muito que deixei de acreditar. Vou apenas levantar 2 palavrões, flat tax e imposto negativo se querem fazer justiça social e tratar todos os cidadãos com equidade… Embora isso seja insuficiente, porque também não existe livre concorrência e falar em mercado quando andam a brincar aos impostos verdes, políticas e directivas cartelizadas em Bruxelas, tem que se lhe diga…
    5 – Não vou entrar na discussão de saber se 485 é que era, 505 é pouco ou muito, deviam ser 600 ou mais qualquer coisa. A minha resposta não tem que ver com valores. O princípio existe para qualquer valor. E para finalizar, mesmo que não existisse salário mínimo, existirá sempre um valor a partir do qual não se consegue contratar. Dou como exemplo os profissionais independentes especializados que existem em Portugal, na verdade existem em qualquer país. Experimentem tentar contratar um canalizador ou electricista por pouco dinheiro e vão ver o que conseguem…


    • Claro, António, o problema são os impostos. A salvação acabar com eles. Há uns países que vão conseguindo isso, têm é aquele detalhe de serem ditaduras e/ou viverem do petróleo.


  7. Os impostos são obviamente um problema. Os salários são outro problema. Pagamentos a fornecedores também o serão. Dito isto ninguém defende o não pagamento de impostos, ficar a dever a trabalhadores ou fornecedores. Resumindo, para que uma empresa seja viável tudo se resume a quanto custa vs. quanto vendo. A não ser que estejamos a falar de empresas públicas e aqui vamos seguramente divergir. Essas podem receber subsídios ou têm quem pague a factura do prejuízo. E antes que habilidosamente coloque algum exemplo extremo, será para custear um serviço prestado que deveriam servir os impostos. Mas não vi qualquer resposta ao que escrevi sobre salário mínimo, penso que o post começou por aí, numa resposta ao post do Mário Amorim Lopes, com o qual tenho apenas uma divergência, o salário mínimo não implica a meu ver uma dificuldade acrescida aos jovens, mas apenas aos menos qualificados, jovens ou não. A partir daí tudo se resume a escolhas políticas. O salário mínimo é uma escolha política. Como o seriam a flat tax (e não escrevi sobre o valor percentual da taxa, seguramente 10 é diferente de 40 por cento), não conheço esquema mais justo e equitativo no esforço. E se quiser, mais uma ideia perigosamente liberal, poderemos falar de flat tax + imposto negativo, por oposição ao salário mínimo…
    Mas infelizmente a maioria dos países europeus, com consequências no cartel eurocrata de Bruxelas, atiram para o ar algumas atoardas sobre liberalismo e concorrência, ao mesmo tempo que suas práticas, regulamentos e directivas mais não fazem que impor aos cidadãos uma das piores práticas do socialismo, a burocracia. E burocracia é sempre sinónimo de ineficiência e não raras vezes de corrupção ou no mínimo de clientelismo…


    • António, porque será que nessas contas nunca entra a outra variável, o lucro?


      • Caro João José
        O lucro está presente desde a fase embrionária de qualquer investimento. Que razões leva alguém a investir? A possibilidade de retorno do investimento a que vulgarmente chamamos lucro. Ou mais-valias se preferir. É aliás legítimo que assim seja. Desde os primórdios da civilização que de alguma forma a ambição move o ser humano. É aliás um dos maiores erros do sistema socialista, pensar que colocamos as nossas capacidades, ao serviço do colectivo sem atender às compensações do nosso esforço individual. Chamem-lhe egoísmo se quiserem, eu diria que é apenas uma característica do ser humano.
        O problema é que alguns por puro preconceito ideológico consideram o lucro imoral, mas não é. O lucro é apenas um retorno pelo risco. Deve ser tributado como qualquer outro rendimento. Mas não deve ser penalizado. O problema é que muitos falam do lucro com desdém, como se fosse algo que envergonhasse, o que está errado. Empreendedores decidem arriscar, investem e se a coisa correr bem podem e devem obter retorno. O que fazem ou não fazem com as mais valias, apenas a eles diz respeito. Porque também ninguém os irá ressarcir de eventuais prejuízos quando a coisa corre mal…
        E agora também para si caro Adelino, até que enfim que entra em debate sem adjectivos, por isso merece resposta com seriedade, obviamente que as considerações sobre lucro que escrevi em resposta ao autor do post, não se aplicam quando falamos de sistema financeiro (erradamente a meu ver). E porquê? Imagine que entramos num jogo de sorte ou azar, obviamente que ponderamos o risco na hora de apostar, pois a consequência será perdermos tudo o que possuímos. Mas quando um banqueiro sabe à partida que existe o conceito “to big to fail” e que desde o Lehman bros. não existe governo disposto a arriscar deixar falir um Banco, a tentação é grande para qualquer gestor. Tipo se eu arriscar e correr bem, sou um génio, o céu será o limite, Se perder paciência, o governo, cobre. Chama a isso mercado livre ou capitalismo? Eu não!!! E claro, são estas aberrações que provocam distorções e causam prejuízos aos governos e em último lugar aos cidadãos contribuintes…


        • Não estou a discutir a moralidade do lucro. Mas discuto a imoralidade de quem abre e fecha empresas, onde paga salários baixíssimos, arrecadando lucros altíssimos.
          Falo do capitalismo à chinesa, a ver se nos entendemos.
          De resto esta discussão do SMN nem faz sentido, hoje: a liberalização das leis do trabalho já permite ter trabalhadores que ganham muito abaixo dele, basta usar recibos verdes, e a nova moda, trabalhadores em suposto meio-tempo. Isto existe, conheço muitos casos concretos, e tende a generalizar-se.
          É esse capitalismo que temos em expansão neste momento, é esse o modelo de quem nos governa.


  8. …. e porque chegamos ao lucro, convém mostrar mais uma vez o que fazem com as mais valias, aqueles que condenam os povos à miséria. A noticia é “fresquinha”

    Tribunal francês confirma caução elevada

    UBS acusado de fraude

    A justiça francesa confirmou, na segunda-feira, 22, a pesada caução de 1,1 mil milhões de euros imposta ao banco suíço UBS, acusado de lavagem de dinheiro agravada e fraude fiscal.

    O banco tinha contestado a caução, mas o tribunal de recurso confirmou a decisão judicial, que determina o pagamento do montante antes de 30 de Setembro.

    Em comunicado, o banco anunciou a intenção de voltar a «contestar a acção judicial», admitindo recorrer junto do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem para reclamar «o direito a um processo equitativo».

    O UBS está sob investigação por incentivo à fraude fiscal junto de cidadãos franceses, que eram aliciados a abrir contas bancárias não declaradas na Suíça.

    Além desta prática ilegal, no final de Julho os juízes de instrução acusaram também o UBS de «lavagem de dinheiro agravada de fraude fiscal», por factos ocorridos entre 2004 e 2012. A caução que já pesava sobre a instituição bancária foi então elevada de 2,8 milhões para 1,1 mil milhões de euros.

    A Justiça afastou a possibilidade de uma confissão de culpa, que implicava uma multa e o reconhecimento de culpabilidade pelo banco.

    Em comunicado, o banco contesta «tanto as bases legais do montante», como o «método de cálculo». Para o director-geral do banco, Sergio Ermotti, a «caução está totalmente para lá do bom senso».

    Segundo a AFP, o montante em causa corresponde a 42,6 por cento do último lucro anual da UBS e a 2,8 por cento dos seus fundos próprios.

    O caso nasceu de uma denúncia feita por antigos empregados. Uma carta anónima denunciou a existência de uma contabilidade escondida, destinada a registar as aberturas de contas não declaradas na Suíça, obtidas por delegados comerciais em França.

    Estes delegados iam a França para procurar clientes ricos, designadamente empresários, vedetas e desportistas. Os contactos eram feitos por ocasião de eventos desportivos, como torneios de golfe ou de ténis, ou ainda em concertos.

    26set2014 (no sitio do costume)


  9. Mas afinal a quem é que interessa o SMN?!
    485,00 euros ou 505,00 para um indivíduo que não queira (ou não possa) viver com outro para partilhar as contas da mais elementar sobrevivência…
    Meus caros, para ter que viver com esse salário para ser auto-suficiente, prefiro fazer uma petição para em vez do SMN, o empregador fique com o encargo de pagar a renda de casa, a água, luz, alimentação, e qualquer coisita para vestir e calçar, e verão que acabarão em pouco tempo com a maioria dos sem-abrigo, dos insolventes e por consequência libertam os tribunais de alguns processos. E ainda terão trabalhadores (=escravos-veneradores-e-obrigados) durante uma vida! E aí sim, separar-se-á o trigo do joio, e finalmente ficarão desmascarados os cidadãos que não querem trabalhar (porque trabalho não falta, dizem); e os piegas que não querem sair da sua zona de conforto! Sim, porque mesmo sem ganhar há gente que se empenha em fazer coisas pela comunidade a troco de reembolsos de despesas. Por isso, a minha luta será, doravante: “Trabalhar a troco de reembolso das nossas despesas de sobrevivência!”

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