Mas estava tudo a correr tão bem!

MEC cedeu a protesto dos professores e prorrogou prazo para candidatos à Bolsa de Contratação

Polícias passarão a perseguir criminosos com foguetes

163107_153367804715542_100001269708830_297412_5212164_nConfesso a minha ignorância e respectiva perplexidade: se bem percebi, ser polícia, segundo a lei, não corresponde a desempenhar uma profissão de risco e de desgaste rápido. Tal situação levou a que a Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) tenha lançado um debate e uma petição. [Read more…]

O Mundo Acabou?

facebook_offlineO Facebook está offline. Como vamos viver??

Ucrânia: a arma da Língua

Des figurines de soldats séparatistes prorusses en vente dans un atelier de Moscou, le 29 août. (Photo Sergei Karpukhin. Reuters)
Soldadinhos separatistas pró-russos à venda numa loja de Moscovo
(Photo Sergei Karpukhin/Reuters)

Quando estalou aquilo a que a que nos telejornais chamaram com simplismo a “revolução ucraniana”, conversei com uma jovem nascida na Crimeia soviética, numa pequena cidade a cerca de 150 quilómetros de Simferopol cuja construção, de raiz, se iniciou em 1976 para acolher as famílias dos operários e do pessoal especializado de uma central nuclear que veio depois a ser abandonada, na sequência da catástrofe de Tchernobyl. A rapariga falou-me da crescente “ucranianização” da sua terra, que considera russa: «Nós somos russos, a Crimeia é russa. Nós já sabíamos que isto ia acontecer, que mais tarde ou mais cedo ia haver problemas, porque apesar de aos dezasseis anos ter recebido um passaporte ucraniano, eu sei que não sou ucraniana. O meu pai é russo, e eu também. A Crimeia ucraniana não existe, é uma realidade artificial. Vão estudar a História.»

E no entanto, apesar do posicionamento pró-russo (entenda-se pró-reintegração da Crimeia na Rússia, realizada enquanto o diabo esfregava um olho em Março passado), a rapariga não é anti-europeísta, e aliás vive na Europa.«Nós não somos anti-Europa, mas trata-se da nossa História, dos nossos próprios problemas, que temos de ser nós a resolver. A política e os negócios são uma coisa, mas a História é do povo, respeitem-na. Vamos ter de arranjar uma maneira, uma federação pode ser a melhor solução para a actual Ucrânia. Somos como irmãos zangados uns com os outros, mas vamos ter de nos entender.»

O entendimento está destinado a ser falado em Língua russa, apesar [Read more…]

Que nome se dá a um gesto decente?

Alteração da ordem pública, claro (artigo em castelhano).

há que dizê-lo abertamente

temos um povo (respeitador) do caralho!

Guerra à guerra na Ucrânia

ucrania trincheirasPara comemorar o centenário da I Guerra Mundial, no essencial um conflito entre impérios pelo domínio de outros povos, resolveram os herdeiros russos e alemães (agora aliados a ingleses e franceses) brincar às recriações históricas na Ucrânia.

O objectivo germânico, que patrocinou a oposição ao governo que por ali oligarcava, é claro: retirar um país ficcional de proximidades com a Rússia, esquecendo que a zona leste, mais rica, é russófila e os impérios detestam concorrência à porta. Obviamente Putin não se ficou, e temos de convir que perante uma horda anti-russa tinha obrigação de proteger os seus.

Temos instalada uma guerra, onde para o revivalismo ser perfeito nem faltam nacional-canalhas de um lado e outro.

O assunto entre nós tem sido tratado aproveitando para brincar também à guerra fria: uns batem na Rússia como se esta fosse a URSS, outros defendem-na como se ainda o fosse. [Read more…]

O mar-mãe

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Um seminário itinerante vai percorrer o País pensando o Espaço e a Paisagem no cinema português, território em que desde logo cabe o mar, sendo-lhe dedicada a primeira sessão já no próximo dia 17 de Setembro no Museu Marítimo de Ílhavo, um dos mais belos e importantes lugares de memória de Portugal. [Read more…]

Turistificados

No tempo em que os animais já tinham renunciado à fala mas ainda ninguém tinha inventado a palavra “turistificação”, só havia camones e esses nunca se atreviam a passar aqui na rua. Alguns dos seus ex-pertences, sim, acabavam por ali, vendidos por baixo do balcão de certas lojas, alguma câmara afanada enquanto o camone subia a peúga caída para dentro da sandália, uma bolsa deixada pela senhora de Birmingham que, de tão enternecida com o hábito popular de deixar os guarda-chuvas molhados à porta dos cafés, pensava que também podia deixar a mala enquanto ia ao quarto de banho.

O Zé Isqueiro, que ganhou a alcunha por ser pequenino e de pavio curto, diz que não, que ceguinha seja a falecida mãe mais a irmãzinha que foi para o céu com o sarampo, se alguma vez ele afanou alguma coisa a alguém, que se alembra bem desse tempo, e de quem andava na gatunagem, mas ele não, ele teve sempre medo de ir de cana, e os tempos eram bravos, pois eram, mas ele foi aprendiz de marceneiro, depois foi servir às mesas, fazia serviços de casamento e banquetes, e safou-se, que remédio, mas sempre longe da bófia, que essa quando te deita a mão nunca mais te deslarga. [Read more…]