As consoantes e as vogais

portugês

Tendo Daniel Bessa como objetivo “falar sobre economia”, é natural que Carvalho da Silva seja um político *portugês. Dir-me-ão que *portugês, como *Portigal e *seretário-geral, é gralha.  Responder-vos-ei: efectivamente, tendes razão; de facto, *portugês é gralha (entretanto corrigida). Mas deverei acrescentar: objetivo também é gralha e, como *portugês, merece correcção. Sendo o ‘u’ necessário para que se leia [puɾtuˈɡeʃ] em vez de [puɾtuˈʒeʃ], é inaceitável este desprezo pelo ‘c’, importante para que, em vez de [obʒɨˈtivu], se leia [obʒɛˈtivu]. Esta discriminação das consoantes em relação às vogais é pura e simplesmente inadmissível. Corrijam, sff. Obrigado.

Hospitais da luz vermelha

imagesDaniel Bessa teve medo de assumir, frontalmente, as consequências das suas declarações. Na Universidade de Verão de um dos seus partidos, o ex-ministro da Economia explicou que há demasiadas semelhanças entre um hospital e um hotel para que o primeiro não possa ser, também, o segundo, porque, segundo Bessa, “na saúde, há muito de hotelaria.” E acrescentou: “O que é um hospital? São camas, como um hotel. Tem uma cozinha, como um hotel. Muito do que se passa num hospital é equivalente ao que se passa no turismo.”

Nunca tinha pensado nisso, mas, na realidade, não há nada mais parecido com um turista do que um paciente que passeia, com vagares ociosos, a sua garrafinha de soro, que, conforme as posses, poderá passar a ser gourmet. E haverá turista mais privilegiado do que alguém que, por exemplo, tenha ficado incapaz de comer pelas próprias mãos, podendo, agora, ser alimentado sem se cansar?

Mas Daniel Bessa deveria ter ido mais longe e não soube ver mais além. E se, em vez de “O que é um hospital? São camas, como um hotel!”, saltássemos para fora do quadrado e disséssemos “O que é um hospital? São camas, como um bordel.” [Read more…]

Contatos → Contactos

Os contatos passaram a contactos. No entanto, o algodão não engana.

 

O futuro governo PS desrespeitará a Constituição

António Vitorino antecipa que decisões do TC irão trazer “problemas” ao próximo Governo

Carta muito aberta à srª ministra da Justiça e militante do PPD agora PSD

ppd velharias

Isto quem nasce para o que é, não tem remédio, já dizia um tal de Calvino e a vida demonstra como é verdade. Por isso, srª ministra, estou consigo, pedófilos é base de dados pública com eles, enquanto não se pode meter um ferro em brasa na testa com um P bem visível, que aquilo não é gente, é gado.

Esta coisa do P de pedófilos avivou-me a memória, como o tempo muda e tanta novidade se alcança. Veja lá, srª ministra, que a palavra se existia no meu tempo não era usada. Mas agora acorda-me outras recordações.

Ao final da tarde, à saída das aulas, era limpinho, lá estava na sua  carrinha o Amadeu Paneleiro estacionado à porta do Liceu, ostentando a sua obesidade, como agora se diz, que naquele tempo era só gordo.

No circuito do currículo oculto, esta também só aprendi mais tarde, depressa e entre colegas nós os mais putos ficámos sabedores do negócio, tempo dos primeiros cigarros comprados avulso e estranheza por um dia aparecer um colega dos mais tesos com um maço cheio: [Read more…]

Maldito Estado Social!

Vítor Cunha descobriu por que razão há ocidentais atraídos por causas radicais, islâmicas ou outras. Segundo o ilustre estudioso, tudo começa no facto de ser uma gente que sofre do gravíssimo problema de ter as refeições garantidas. Logo, conclui a luminosa criatura, isto é tudo culpa do Estado Social, essa baba solidária que encharca a sociedade, contribuindo para que as pessoas fiquem demasiado desocupadas e descansadas. Não é por acaso que do ócio ao ódio vai uma pequena consoante.

Vítor Cunha tem, portanto, a solução: é pôr as pessoas a passar fominha e tornar a sua vida o mais insegura possível. Assim, é certo que nunca haverá revoltas nem extremismos.