O culto da imbecilização no ensino num suposto exame da 4ª classe

Tem feito furor por aí um suposto exame da 4ª classe de 1968, que circula nas redes. Acabo de descobrir que a coisa partiu de um jornal, o Dinheiro Vivo, e circula agora por várias páginas comerciais, daquelas que publicam tudo o que dê cliques. Como qualquer não-idiota pode constatar, isto não é um exame, são páginas de um caderno de exercícios:

cadernos exerfcicios primária

Nem é preciso ter a 4ª classe, ou o 4º ano para lá chegar. Não me daria ao trabalho de escrever aqui uma linha sobre o assunto, não fosse a circulação disto grave pela ideologia, e estupidez, que está a espalhar. Vamos lá ver:

Primeiro: não sendo um exame, propositadamente só meteram a parte mais “neutra”, esqueceram-se da idiotice das estações e apeadeiros da Linha do Norte ao Ramal da Lousã, passando pela Linha do Caminho de Ferro de Benguela, dos afluentes todos dos rios todos, e restante memorização completamente parva que nos ocupava metade do tempo de estudo.

Segundo: faltaria sempre o mais difícil, a prova oral, onde me perguntaram qual a capital de Angola e Moçambique, e depois de engolir em seco lá tive de responder Lisboa.

Terceiro: desafio não é resolver estes exercícios, é experimentar um dos actuais. Já fiz a experiência, e tive uma nota bem inferior à que obtive no meu tempo.

Há formas menos subtis de espalhar o culto da 4ª classe de antigamente, um ensino completamente cretino, virado para a memorização, com um livro único apelando ao deus, pátria e família, mais o venerando Salazar e seu caniche Américo Tomás.

Pois há, mas esta, porque apela ao revivalismo, à memória da infância, à senilidade de “os putos agora não aprendem nada”, esse clássico da História da Educação (costumo dizer que boa parte das conversas de sala de professores sobre a geração actual repetem o que a anterior geração de professores disse da nossa, e assim sucessivamente até à Antiguidade), esta é perigosa. A estupidez humana, quando se mistura com mentiras e sentimentalismo, não tem limites.

Comments

  1. Marquês Barão says:

    Saia este teste para muitos universitários de hoje. As “idiotices” das estações e apeadeiros para além do conhecimento serviam para exercitar o cérebro. Como a tabuada. Não é por acaso que muitos doutores atuais não passam de analfabetos funcionais, incapazes de preencher um formulário ou passar á escrita um simples pensamento ou uma elementar observação.


    • Muitos universitários? A minha filha está no 2º ano actual, antiga 2ª classe. Responderia sem problemas e de forma correcta a 60/70% deste teste. A ver:
      – A primeira pergunta é matéria do 1º ano actual.
      – A segunda divide-se na multiplicação com dezenas que está a aprender agora, e enumerar as dezenas, matéria de 1º ano.
      – As percentagens da terceira pergunta não sei em que ano são dadas. Mas no 2º aprendem as frações. Se a pergunta fosse sobre 1/5 do valor total já responderia.
      – Geometria é dada também no 2º ano. Algumas das questões obviamente que não (calcular a área do triângulo), mas os nomes das figuras, o nº de vértices e os tipos de linhas são também matéria do 2º ano actual.

      Antigamente é que era? A tabuada? A meio do 2º ano actual os alunos sabem de cor a tabuada dos 8. Acho que quem comenta aqui não está muito a par do que se aprende nas escolas hoje.

      • Marquês Barão says:

        Esse sucesso escolar não é espelhado em concursos televisivos ou outros fóruns de cultura geral onde aparecem professores que não sabem onde corre o rio Douro ou onde fica a cidade da Guarda. Parece contudo que não é denegrindo sem medida o ensino á antiga que se valoriza e defende o atual.


        • Depois das tolices que aqui debitou vem agora queixar-se de concursos televisivos? Não se enxerga? compre um espelho.

        • José almeida says:

          É absolutamente idiota medir os conhecimentos de um povo pelos concursos de TV. Ainda acerca dos conhecimentos de antigamente, não se esqueça que nessa altura mais de 30% da população nunca frequentou a escola. Não gosto de dizer a palavra analfabeto. Essa guardo mais para pessoas como o Marques Barão.,

          • Marquês Barão says:

            Conheci mais analfabetos com razoável cultura geral de que muitos doutores de aviário. Não se desfaça da parte de analfabeto que seja património seu.

      • João Almeida says:

        Anda a ver muitos filmes!!!
        Os moços da escola de hoje em dia são uma desgraça total.
        Não sei se são eles que são burros ou se são os professores mal preparados para ensinar!

      • João Lopes says:

        Tem a certeza que sabem? Deve viver num (ou “em um”) meio com malta de antigamente então 🙂 É uma desgraça o pessoal saber a tabuada e quando mete ao barulho multiplicações com números com mais de um algarismo é quando o caldo se entorna de vez. Experimente pedir a maioria para fazer 23* 12 por ex.,… Eu, embora relativamente novo (nasci em1980) tive a sorte de os meus pais me treinarem para SABER RACIOCINAR e assim simplificar o processo. Saber que, indo por números redondos é mais simples: 23*12 = 20*12 + 3*12 ou então 23*10 + 23*2. No fim dá o mesmo mas peça à malta nova e veja quanto tempo demora (caso consiga, claro…) Saudações. João Lopes.

      • herc says:

        eu estou a par e não é assim! mas valeu pelo esforço! lol

      • José larama says:

        Esqueceram de uma coisa. Também tive Deus pátria e família. E cantar o hino nacional na escola. E rezar o pai nosso nas aulas.
        Havia orgulho nos alunos em sermos portugueses
        Tirar os crucifixos das escolas, mostrou onde pode chegar o ódio humano. Respeitando Deus, respeitamos os outros
        Com toda a estupidez da reguada, respeitava-se os professores e colegas. Todos se respetavam na sala
        O meu primeiro amor de criança foi a minha professora
        Ia para casa fazer os trabalhos de casa. Hoje aprender é no Facebook, rei da burrice

      • jocoli says:

        a sua filha só sabe isso no segundo ano da faculdade ?
        tal filha tal pai.

    • Pedro says:

      Marquês, com todo o respeito, o que você diz são generalidades. Vamos ao que interessa mesmo? Tem filhos? Eu tenho um filho de 12 anos e muito me surpreenderia se no quarto ano do primeiro ciclo (antiga 4ª classe), lhe tivessem apresentado um teste com perguntas tão básicas como essa; a grande maioria faria sorrir qualquer miúdo atual de 10 anos.
      Você, e meço bem o que digo, não faz qualquer ideia do que são os atuais programas do ensino básico e da sua extensão e dificuldades. Fez a sua educação com base em testes com essas perguntas e o resto dos programas de altura no ensino primário? Pois bem, suponho que acha que ficou muito mais bem preparado do que qualquer aluno universitário atual (estou farto de ler de pessoas que fizeram a quarta classe antiga que sabem mais do que um licenciado agora). Pois fica um desafio. faça um atual exame do quarto ano do primeiro ciclo e coloque aqui o resultado.

      • Marquês Barão says:

        Pedro, com todo o respeito limito-me a transmitir a percepção do que vou vendo, ouvindo e lendo, e não me atreveria a dizer “qualquer aluno universitário” como comparativo com a minha própria capacidade. Fui aluno medíocre naqueles velhos tempos em que os melhores ainda hoje se destacam em qualquer área de actividade.

        • Pedro says:

          Muito bem, é então uma questão de “perceção”. Suponho que seja também a tal percepção que o leva a insinuar que são os mais velhos que se destacaram na altura como alunos que agora dão cartas na investigação e tudo o mais, para vergonha, suponho, dos mais novos. Ora bem, é precisamente esse conceito de “percepção”, o que se vai lendo, ouvindo, etc, que constitui uma grande pecha nacional. Eu trabalho numa faculdade de ciências e tecnologia, como técnico superior, não professor, há mais de trinta anos, tenho formação científica, lido diariamente com instrumentação e metrologia, e por isso mesmo tenho esta mania de ser picuinhas. Ora, garanto-lhe que temos atualmente jovens cientificamente mais bem preparados, motivados e curiosos, do que alguma vez tivemos. Acredita se quiser, isto é, se a sua “percepção” o permitir.

          • Marquês Barão says:

            Que a realidade se encarregue.

          • Pedro says:

            Então, diga qual é a realidade. Não sabe, porque para além de ter sido um aluno medíocre, coisa que nem precisa de esclarecer, continua medíocre. E qual é a realidade que desconhece, por ser medíocre? Que qualquer aluno do actual quarto ano faz testes mais difíceis e complexos do que qualquer teste que tenha feito uma criança da antiga quarta classe. Não espero de si, obviamente, que consiga fazer um teste que o meu filho com 12 anos faz. Acredito piamente, no entanto, que ainda consiga recitar de cabeça todas as linhas regionais da CP e respectivas estações e apeadeiros. E também ainda sabe a música?

        • Nascimento says:

          Ó Marquês, com todo o respeito, vai á merda. Nojo.

      • Vera says:

        O Pedro tem a certeza daquilo que está a dizer? Eu tenho filhos, alunos de 5 (um na terceira classe e outro no quinto ano) e tenho a perceção de que não responderiam a grande parte do teste. Aliás penso que até muitos dos professores não responderiam a algumas das perguntas:) Mas isto é só a minha opinião, vale o que vale.

        Uma das coisas que talvez os meus filhos já saibam, melhor do que determinados adultos, é a respeitar a opinião alheia sem recorrer ao insulto. Mas isso é matéria que se ensina em casa e reforçada na escola.

        Vera Livramento

      • jocoli says:

        a discussão descambou para a tristeza…os mais velhos são radicais, os de 40 e tais que têm os filhos adolescentes e eles proprios provavelmente licenciados , sentem-se incomodados e vão aos arames dizendo até muita coisa da formação actual que realmente não corresponde à verdade…todos sabemos que o ensino da antiga quarta classe está ultrapassado, no entanto também tinha algo de benéfico que se poderia introduzir no ensino actual,pelo menos a responsabilização do aluno e se preciso incutir-lhe capacidade para não fazer figuras ridiculas ao ponto de não saber a tabuada ou até que o mês de agosto ( por exemplo) é o oitavo mês do calendario (GR) e outras coisas do genero…

        tambem todos conhecemos aquela do velho marinheiro que dizia para o jovem grumete:

        –no meu tempo de aluno é que o mar era mar…

    • Eduardo Capelo says:

      A iliteracia não é só dos actuais doutores.
      Conheço alguns da década de 70 que são autênticos asnos em conhecimentos.
      Basta passar por alguns perfis do Facebook


  2. Analfabeto funcional é você, com essa da memorização exercitar o cérebro. Vá lá fazer os actuais exames do 4º ano,
    e depois a gente conversa.

    • albanocoelho says:

      nem mais…

      • Marquês Barão says:

        Para aprender o elementar ando na escola básica noturna para adultos. Eu sou mais estrutural mas a minha candeia a pitroil até pode dar luz como uma alampada das novas, que chamam analfa aos outros antes que lhe caia e se apague a ferrugenta resistência..

    • Marquês Barão says:

      • Meter aqui um noticia brasileira pode não ser analfabetismo funcional, mas anda lá perto.

        • Marquês Barão says:

          Ainda estamos assim tão isolados?


          • Está a tentar demonstrar que temos em comum com os burros o sermos mamíferos e entende que tal chega ao cérebro?
            Deve ser, porque só um completo idiota pode comparar o ensino brasileiro, que ainda tem o analfabetismo deixado pelo ensino fascista, com o nosso, que deu um salto fantástico em todas as comparações internacionais.
            Só comparável ao SNS, onde é mais fácil de constatar porque a saúde tem indicadores mesuráveis.

          • Marquês Barão says:

            Burro e idiota, excelentes argumentos. A caridade bem exercida começa em nós próprios com demonstrações..


          • Confundir argumentos com uma constatação de facto, a sua ignorância e a partir dela a incapacidade em defender um sistema de ensino vergonhoso, o pior da Europa no seu tempo, leva-me à mesma conclusão: é de asno.

          • Marquês Barão says:

            Eu também sei entrar na brutalidade. Se na falta de melhores argumentos entra no insulto pessoal eu respondo-lhe á letra: Se é essa a sua escola bem pode limpar as patas de cavalgadura á parede.


          • Mete o freio nos dentes, que isto é assim: aqui só me insulta quem eu deixo. Porque estou em minha casa, um, e porque tenho nome, dois.. Anónimos, ou seja, gajos que nem tomates têm para se identificarem, piam baixinho ou vão para o filtro de spam.

    • António says:

      A memorização exercita a memória, para além do que certas coisas (como a tabuada) devem mesmo ser memorizadas para servirem de ferramentas para outras actividades intelectuais mais elevadas. Acho que há uma relação “simbiótica” entre raciocínio e memória, e ambos são necessários. Se é certo que o chavão “antigamente é que era” não tem qualquer utilidade enquanto chavão, também não devemos adoptar outro chavão “agora é que é bom”. E a tv foi uma das minhas educadoras (largos anos após o 25 de Abril), e a programação *parece-me* que era bem mais rica e didática nesse tempo. Claro que a internet abriu novos horizontes, mas seja na tv ou no computador, parece-me que programação (em contraste e a par com “on demand”) é algo muito útil para crianças e jovens. Já agora, os meus filhos também estão no 2º ano e ainda não estudaram fracções nem a tabuada do 8.. se calhar há “filhos e enteados”.. depois ainda há quem queira dar mais autonomia programática, escolas Waldorf, mais aquela parvoíce na Finlândia..


      • Eu também acho que há uma relação “simbiótica” e que a memorização exercita a memória.
        A próxima vez que tiver de levar o seu filho ao médico, não se esqueça de lhe dizer que não quer mais autonomia programática, escolas Waldorf, mais aquela parvoíce na Finlândia.
        Ele que passe a receita, uma tabuada do 8 logo de manhã em jejum, e uma fracção antes de cada refeição 3 vezes ao dia, o António é que sabe, passe lá isso que quero aviar ainda hoje na farmácia.

        • António says:

          Não, não sou eu que sei, tenho opiniões que valem o que valem e não são estáticas, umas mais bem fundamentadas outras menos, Se com estruturas demasiado rígidas não há criatividade, imaginação, inovação, com estruturas demasiado flexíveis não há conhecimento, nem pensamento há.


          • Nem pensamentos há, concordo inteiramente.

          • António says:

            não sei se entendi.. tal como não entendo o porquÊ de tanto sarcasmo e linguagem críptica (?) [por curiosidade, parece que “cripticismo” não existe no dicionário] nestes comentários. Eu sou um gajo um bocado burro para certas coisas, e para nós burros seria muito bom que os comentários fossem mais claros (se calhar estou a ser sarcásico, mas não estou a ser irónico, sou mesmo burro e não sou o único).


      • António says:

        Ah e eu na escola primária, década de 80, ainda decorei nomes e cognomes de reis, por ordem, dinastias, rios, linhas de comboio, etc.. se é certo que algum desse conhecimento seria perfeitamente dispensável, algum é bastante útil ou desejável, e agora sou eu que tenho que ensinar aos meus filhos os distritos porque o ensino não deve ser memorização? Ainda sobre a TV, acho que comecei a aprender geografia europeia a ver os “Jogos sem fronteiras” e jogos de futebol das competições europeias.. sinceramente, e infelizmente, acho que vou ter que desencantar programas antigos da rtp (e da tve) para ajudar a transmitir conhecimentos e gosto pelo conhecimento aos meus filhos. Não é que eu não tenha todo o gosto em ensiná-los, mas nem sempre é fácil cativá-los e não sei se eu e a mãe somos bons “professores”. Gostava que a educação e o conhecimento fossem coisas cada vez mais universalizadas e não o contrário. O que me parece é que a aprendizagem é hoje em dia *mais* dependente da capacidade, da disponibilidade, da cultura e dos conhecimentos dos pais, para não falar da capacidade financeira… Na minha altura passava menos tempo na escola mas parece que aprendia melhor, e não precisava de ajuda dos meus pais para fazer os tpc…

  3. albanocoelho says:

    Muito bem dito. E, caso alguém duvide da Antiguidade destas parvadas, o sociólogo estadounidense Michael (http://en.wikipedia.org/wiki/Mike_A._Males) refere numa das obras (Scapegoat Generation, se não me falha a memória) um documento Egípcio datado em uns 2000 anos antes da era comum, criticando a nova geração, que poderia ter sido escrito HOJE numa dessas salas de professores que conheces muito melhor que eu…
    E textos da época deste livreco de exercícios são exatamente do mesmo teor mas referindo-se à geração que hoje faz a propaganda mentirosa e sentimentalista.

    E, sim, 100% de acordo em que o difícil é resolver os atuais.

  4. Rui Correia says:

    ” … qual a capital de Angola e Moçambique, e depois de engolir em seco lá tive de responder Lisboa.”
    Permita-me dizer-lhe que tinha uma consciência política fantástica para uma criança de 9 anos. E já agora, digo-lhe que o facto de aprender os rios e montanhas, bem assim como as estações dos caminhos de ferro, deu-me uma visão do mundo mais alargada e não espartilhada nos limites do território que habitava. No caso cresci em Angola e não me pesou nada, saber onde corria o Mandovi, que cidades servia o caminho de ferro de benguela e que a Serra da Estrela era o ponto mais elevado de Portugal Continental Europeu.


    • Não tinha 9, mas quase 11, como era normal na época. E sim, sabia da ilegitimidade do colonialismo, vantagens de uma educação com uma visão do mundo bem alargada, a que recebi em casa.

      • Dezperado says:

        E quando lhe perguntavam qual a capital de Portugal voce respondia Lisboa, mas só depois de engolir em seco, porque queria responder Moscovo.

        ó Rui, o Joao com 11 anos ja estava na frente das manifestações em Lisboa, aos 12 estava a combater o fascismo, aos 13 era o braço direito do alvaro quando estavam a tentar tomar conta de Portugal.


        • Por acaso aos 14 anos passei uma tarde na PIDE. Possivelmente fui interrogado por um seu familiar.

          • Dezperado says:

            Uiiiiiiii…ate lhe chamavam o Messi dos comunas.


          • Que não tenhas argumentos, e mesmo que tivesses faltava-te capacidade para os esgrimir, é uma coisa. Que daí passes para o comuna isto, comuna aquilo, já é outra. E que estejas a ultrapassar a linha do insulto, é a última: vai bardamerda, e mais uma dessas, vais parar ao spam, que em minha casa, e eu estou em minha casa, insulta-me quem eu quero, e não tens nível para tal.
            Acho que te esqueceste de ler as regras da casa: http://aventar.eu/sobre/

          • Marquês Barão says:

            Se calhar foi visitar um tio policia.

          • Nascimento says:

            Nã, este cobarde nem a sua familia sabe que ele existe… Vive na sombra, no anonimato.Tem um amendoim na cabeça e adora o CM/ 24….


          • Ó montinho de merda, o meu tio realmente passou pela PIDE, mas como vítima. Mete-te tu ao nível dos carrascos, nas minhas caixas de comentários não voltas a cuspir. Feito.

          • Dezperado says:

            Uiiiiiiiiii…que medo, vai me enviar para o Spam….sempre é melhor que me enviar para um Gullak.

            Quando lhe mostraram a internet, esqueceram-se de mostrar-lhe o que queria dizer www.

            Esta é a sua casa, mas sabe que a sua casa é publica.

            Nas regras da casa nao li nada onde fala que o autor do post pode chamar tudo o que lhe vem à cabeça, e os comentatores nao podem.

            Por isso, eu venho aqui as vezes que eu quiser, seu comuna de merda!


          • A liberdade de expressão dos autores não precisa de estar nas Regras da Casa, que como o nome indica são para os de fora.
            E agora, ó facholas, já foste.

      • António says:

        Ele só gosta de quem lhe lambe os pés… nada de gente discordante… nada de aqueles a quem ele chamou de burro, lhe chamarem asno…
        Aqui, pelo que entendo, é um clube fechado… tentam-se apoiar uns aos outros… nada de criticas!


  5. Reblogged this on O Retiro do Sossego.

  6. ausente says:

    a conclusao a que chego e’ que hoje e’ tudo gente que sabe do que fala, do que escreve e do que comenta.
    Sabem os golos que o CR7 meteu ate ao minuto.
    Sabem os nomes dos politicos.
    Sabem comentar sobre tudo e sobre nada, etc.
    No meu tempo sabiamos o hino Nacional e pouco mais.
    Que perda de tempo a aprender esta cantiga……..

  7. Luis F says:

    Nem tudo era mau no ensino dos anos 60 em Portugal. Deviam postar aqui o meu exame do 7º ano (antigo) de Electrotecnia da Escola Industrial Marquês de Pombal para os alunos actuais do secundário fazerem e sem régua de calculo 🙂

    • Marquês Barão says:

      Os iluminados conseguiram encerrar as Escolas Industriais de onde saíram excelentes técnicos para a CUF, CP, Siderurgia, Construção Naval e por aí fora. Permita-me destacar também a Escola Industrial e Comercial Alfredo da Silva (EICAS) do Barreiro.


    • O 7º ano antigo corresponde ao 11º actual. Também lhe arranjo uns exames do 12º, ou se quiser, as competências que se exigem a um aluno de um Curso Profissional com oficinas de electricidade, e depois vamos ver como se desenrasca.

      • Marquês Barão says:

        E você desenrasca-se como electricista ou como calceteiro marítimo?


      • Pois por acaso, o 12º ano actual, na discuplina de matemática, é muito mais simples que o dos anos 80, em que se fazia muito mais que o que se faz hoje em dia e sem recorrer a calculadores, graficas ou não.

  8. AntónioF says:

    Caro JJ Cardoso,
    esse exame que apresenta, é prova que, como disse recentemente um ilustre ex-maoista, o ensino do Estado Novo era excelente!
    Leitura complementar: http://www.publico.pt/portugal/noticia/a-escola-de-durao-barroso-1633140

  9. MJoão says:

    Excelente debate! Pois eu, como achava que os meus pais nunca teriam dinheiro para levar a viajar , nunca decorei esses caminhos de ferro e, rios e tal 🙂 🙂 🙂

  10. José says:

    O Barão pode até nem ter razão mas tem um nível espectacular, foi rir do principio ao fim.

    • Vera says:

      Tendo ou não razão, mostrou mais nível que os restantes que argumentaram essencialente recorrecdo ao insulto. Acho que respeito também é coisa do passado na cabeça destes senhores 🙂


      • Respeita-se quem faz por merecê-lo.
        O resto é conversa para disfarçar as suas percepções. Eu tenho outra: experimente fazer os exames actuais, e se os seus filhos são incapazes de resolver exercícios destes, estão muito mal.


  11. Com o post concordo . Não bate certo é a posição para onde foram relegadas as escolas publicas “nossas” que servem de exemplo não teorico do falhanço dos arautos que na sua catedra de grande superioridade zurzem contra quem se atreva a sugerir outra forma de elevar os resultados miseraveis que ano após ano a escola publica “nossa” proporciona. A miserabilidade que a ausencia de avaliação em todas as sociedades e organizações que enveredaram por tais caminhos já devia ter levado a maior prudencia aos grandes teoricos da escola igualitaria publica nossa.
    No meu tempo o primeiro colegio privado (de Tomar) entrava no 16º e o segundo no 35º. para quem goste de factos basta consultar o actual.

  12. Pedro says:

    Penso que você teve um ensino primário muito traumatizam-te , lamento pelo facto , mas a verdade é que , embora fosse um ensino de memorização , permitia-nos utilizar em situações “novas”, ao contrário do de agora que pouco ou nada vai servir para a sua utilização dos saberes .

    • albanocoelho says:

      Seria interessante se desenvolvesse, isto é, fundamentasse, ambas asserções.
      Digo, mais que nada, porque independentemente do ensino que tenham tido, os indivíduos com suficiente discernimento são sempre capazes de adaptar quaisquer conhecimentos que tenham a situações “novas”, ainda que muitas vezes tenham que compensar alguma lacuna com um esforço autodidata e – pior – por vezes mesmo ter que fazer tabula rasa e aprender de novo.
      A segunda asserção também pede, pelo menos, exemplos. Se se trata também de uma “percepção”, isto é, uma mera opinião “tirada do cu” como se diz nos EUA, então deveria explicitá-lo. Tem todo o direito a ter opiniões como os demais mas quando faz uma afirmação positiva (e extraordinária) cabe-lhe a si o ônus da prova (igualmente extraordinária), tal como aos demais.

  13. José Sampaio says:

    Choca-me ler alguns comentários porque demonstram que a educação que deveria acompanhar o ensino – cada qual transmitido no seu lugar adequado – afinal não existe!
    Não fui tão precoce como um dos comentadores para aos 11 anos no exame da quarta classe ter aquele engolir em seco tão político como ele afirma.
    Se calhar porque fiz o exame da 4ª classe aos 10 anos, uns anos largos antes deste exercício apresentado. Por acaso, nunca tive de engolir em seco apesar do meu pai, por ser comunista e ler o Avante, ter estado preso na Pide.
    Tive, porque sempre gostei de ler, a oportunidade de ler alguns textos muito interessantes.
    Mas não considero que tivesse consciência política aos 10 anos. Não fui tão precoce.

    Mas pronto, há gente que evolui mais rápidamente na politica!

    O que sei e disso dou testemunho é do seguinte:
    1º. Considero que o ensino no meu tempo, era mais massivo e concentrado por força, julgo eu, de ser só obrigatório até à 4ª classe e por isso havia exame.
    Não vejo razão para adjectivação tão negativa, que por aqui li, ao facto de termos de saber os rios as estações e essa treta toda que pode hoje parecer descabida mas, à época, provavelmente faria todo o sentido para os mentores do sistema educativo que, como hoje tem sempre um forte cariz político e de regime.
    Aprendi a recitar aquela lenga lenga toda mas isso municiou de algum modo a minha cultura geral e não me ocupou demasiado espaço na cabeça, que embora pequena tem muita arrumação….
    Se me perguntarem, hoje, não tenho memória dos rios, afluentes e estações de caminho de ferro, mas ainda tenho uma noção.
    2º Por acaso e contradizendo o que alguns pais por aqui disseram, não acho o ensino actual mais dificil, antes pelo contrário. O meu neto é um bom aluno do 7º ano e sei que não responderia a algumas daquelas perguntas!!

    Quem afirma que:
    ” A primeira pergunta é matéria do 1º ano actual.
    – A segunda divide-se na multiplicação com dezenas que está a aprender agora, e enumerar as dezenas, matéria de 1º ano.”
    para não citar outras afirmações, ou vive noutro país ou tem os filhos em colégios especiais…
    Sou eu que acompanho o ensino dos netos, que andam na escola pública, claro!

    Aliás, podemos ter uma imagem geral do nosso ensino, por exemplo da língua portuguesa, dando-nos ao trabalho de verificar quantos erros ortográficos e de sintaxe encontramos nos comentários ao texto inicial! É um exercício interessante que conjugado com o que lemos nas redes sociais dá uma péssima imagem do nosso ensino nesse campo.
    Do actual e do passado!

    E, para mim, o conhecimento e interpretação da lingua é factor principal para a percepção de tudo que nos ensinam.A tal iliteracia ……

    O ensino antigamente era melhor que o actual?
    Não penso que se possa classificar o ensino de tempos tão díspares.
    São épocas com realidades e exigências completamente diferentes!

    Mas acho que posso afirmar que os professores antigamente estavam mais bem preparados para o ensino.

  14. Filipe Lopes says:

    Tanto bla bla. E uns exames de biomatemática?

  15. sara says:

    Pena tanta falta de respeito

    • António says:

      Principalmente por quem se devia dar mais ao respeito… que é “supostamente” o “dono desta casa”.
      Desejo-lhe muita sorte para manter os seus visitantes e comentadores, porque com a sua educação, vai precisar de muita sorte mesmo!

  16. ALBERTO says:

    SE A MAÍORIA DOS ADULTOS FIZER UM EXAME DO 4.º ANO ACTUAL ERRA METADE DAS PERGUNTAS.


  17. Consultem, resolvam, entreguem aos filhos para resolver, somente depois escrevam!
    http://www.examesnacionais.com.pt/exames-nacionais/4ano/2014-1fase/4ano_Matematica.pdf

  18. Eduardo Capelo says:

    O que está em causa não é a dificuldade mas sim a diferença nos conteúdos da aprendizagem.
    E sem meios auxiliares!

  19. José Pedro Caroço dos Reis Borges says:

    Ex.mo Senhor João Cardoso

    Compreendo o seu problema: afina pelo diapasão daquela senhora gorda que faz bonecos com materiais vulgares – garrafas, sapatos ou candeeiros – e não conseguiria sobreviver sem as máquinas que lhe permitiriam resolver problemas que requeressem conhecimentos “imbecis”, como saber quais são as estrelas que se observam no céu, como fazer contas de multiplicar com dois termos de três algarismos, conhecer as árvores pelo formato das folhas, saber quantos quilómetros distam de Évora a Arraiolos…..

    Conhecerá, V. Ex.ª, alguns dos cognomes dos Reis de Portugal; e saberá o que presidiu a essa designação? E outras minudências quejandas?

    Por vezes, tais “imbecilidades” revelam-se úteis, por exemplo, quando um visitante estrangeiro, na nossa cidade, pretende conhecer a razão por que aquele rei, a cavalo, olhando o rio, teve direito a estátua. Concedo; a maioria desses estudantes que se libertaram da “imbecilidade” do ensino ministrado noutras épocas nem sequer saberiam que aquela estátua representa um rei, e fingiriam que não entenderiam a língua do visitante para não desnudarem toda a sua ignorância enciclopédica.

    Tenho dito, como os mais respeitosos cumprimentos.

  20. José larama says:

    Ainda perdi o meu tempo julgando que iria aprender alguma coisa. Orgulho tenho eu de só ter visto uma Telenovela: A escrava Isaura. . A cultura portuguesa actual vale uma casca de caracol. As telenovelas portugueses ainda menos. Pelo menos pagamos milhões pelo heroi nacional Cristiano Ronaldo


  21. fui experimentar os actuais , fui mesmo. e são de caracaca , dificuldade :0 . nem percebo como acha aquilo difícil. vi os de 2015.

  22. José larama says:

    A história estuda o passado. Quer queiram ou nao queiram também houve reis portugueses. Agora estuda-,se Facebook e telenovelas em Portugal. Viva a ignorância de que criticou o exame da 4 classe

  23. jocoli says:

    a discussão descambou para a tristeza…os mais velhos são radicais, os de 40 e tais que têm os filhos adolescentes e eles proprios provavelmente licenciados , sentem-se incomodados e vão aos arames dizendo até muita coisa da formação actual que realmente não corresponde à verdade…todos sabemos que o ensino da antiga quarta classe está ultrapassado, no entanto também tinha algo de benéfico que se poderia introduzir no ensino actual,pelo menos a responsabilização do aluno e se preciso incutir-lhe capacidade para não fazer figuras ridiculas ao ponto de não saber a tabuada ou até que o mês de agosto ( por exemplo) é o oitavo mês do calendario (GR) e outras coisas do genero…

    tambem todos conhecemos aquela do velho marinheiro que dizia para o jovem grumete:

    –no meu tempo de aluno é que o mar era mar…

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