Para “serviço público” já não basta a RTP?

Se o PÚBLICO não é financeiramente viável, caso o investidor decida fechar a torneira, o destino não poderá ser diferente de qualquer outra empresa. Mais elefantes brancos não, afinal quem beneficiaria com um jornal vivendo à custa do contribuinte? Ser financiado pelo O.E. teria esse significado. E se o Estado financiasse o PÚBLICO, porque não todos os outros? Com base em que critérios? Era o que mais faltava um jornal não ter que se preocupar em angariar leitores ou vender publicidade, porque como pelos vistos pretende a jornalista, encontraria à disposição e prontos para pagar os cada vez mais esbulhados, suspeitos do costume…

 

Comments

  1. Nightwish says:

    Sempre serve para mais do que meios de comunicação do número um de um partido político.
    Convinha é que fosse um modelo parecido com a BBC, por muito que a RTP vá mantendo alguma independência.


    • Quem dera que a RTP fosse comparável à BBC, apesar de preferir modelos economicamente não financiados, tipo USA. Mas comparar latinos com britânicos…
      Quanto à empresa do número 1 que fala, há muito que lhe interessa mais o dinheiro que política. E bem! Foi com a sua televisão no início dos 90’s que a múmia que habita perto da Antiga Fábrica dos pastéis de Belém começou a definhar. O irrevogável no Independente deu uma ajudinha, mas a SIC foi muito mais importante…
      Quanto à RTP sempre foi controlada, de Marcelo Caetano ao PREC, passando por Mário Soares. E se recuar à imprensa escrita fico-me por aqui, Saramago no DN e República no PREC…

      • Nightwish says:

        Prefere a caridadezinha que permite a PBS, não é?
        Definha, definha mas continua no poder e continua a fazer favores ao clube. Tem resultado muito bem para os cidadãos, sem dúvida.

        A RTP ainda apresenta mais factos e menos mentiras por segundo do que a concorrência, por muito que lhe custe.


  2. Em algum lugar do artigo citado é sugerido que o estado financie o Público?

    Por que não, no PÚBLICO, evoluir para um modelo misto, em parte financiado pelo que nele é mais valorizado pelos anunciantes, como o Ípsilon (e pelo mercado crescente do lazer, como a Fugas), e em parte suportado por mecenato, envolvendo outros parceiros?


    • “…Projectos como este jornal podem, devem, actualizar a publicidade para o digital, mas por mais cortes que façam, sacrificando trabalhadores, diversidade e profundidade, têm pouca hipótese de sobreviver com vendas e publicidade. A mudança histórica, então, seria deixarem de ser pensados como um negócio — propício ao prejuízo, a cada ano decepcionante para accionistas e desestabilizador para trabalhadores que vão perdendo condições — e serem tomados como responsabilidade social…”

      “…Tudo isto para dizer que, sim, seria óptimo não ter de dedicar vários dias a uma crónica falando de dinheiro: prejuízos, vendas, publicidade, doadores. Mas para o jornalismo ser viabilizado como um bem comum há que implicar o dinheiro nessa responsabilidade…”

      Subentende-se, caso os mecenas falhem, venham os contribuintes. Eu também lamento quando um comerciante fecha uma loja, alguém perde o emprego, mas não se pode travar o inevitável. Lembra-se da Kodak? Pois é, quase ninguém hoje revela fotos em papel. Lembra-se das máquinas de escrever? Se não souberam reconverter-se e fabricar teclados…
      P.S. – E trabalhavam pessoas nestas empresas, mas que fazer? Parar o progresso?


      • OK, poder-se-á subentender, suponho. Não foi essa a interpretação que eu fiz.

        Ficaria muito feliz se aparecesse um mecenas que pagasse um jornal com uma redacção plural e independente. O país bem precisa. Nem tudo necessita de ser uma empresa, nem sempre o modelo de gestão de empresas é o mais adequado.

        Serem os contribuintes a pagar não faz de facto sentido.


        • Um mecenas poderá existir por vaidade ou lucro. Pessoalmente não valorizo jornais de tendência, falta-lhes sempre credibilidade…

          • Aventanias says:

            António,

            Também considero que em lugar algum do artigo citado é sugerido que o estado financie o Público.

            Por exemplo: Eu sou um mecenas de 10 euros anuais para a wikipédia. Não o faço nem por vaidade nem por lucro. Faço-o por … responsabilidade social e gratidão.
            E assino o Público online mas leio mais o Aventar.

            Talvez muitos dos jornais tradicionais sejam vítimas da mesma coisa que fez sucumbir as antiguinhas cassetes.

          • Eu avento says:

            António,

            Também considero que em lugar algum do artigo citado é sugerido que o estado financie o Público.

            Por exemplo: Eu sou um mecenas de 10 euros anuais para a wikipédia. Não o faço nem por vaidade nem por lucro. Faço-o por … responsabilidade social e gratidão.
            E assino o Público online mas leio mais o Aventar.

            Talvez muitos dos jornais tradicionais sejam vítimas da mesma coisa que fez sucumbir as antiguinhas cassetes.

          • Nightwish says:

            Por isso é que aponta sempre ao Observador, né António? Coêrencia, meu caro.


          • Raramente deixo link para o Observador em artigos de opinião. Nem é dos meus preferidos, prefiro mais abrangentes como o Expresso… Por isso será coincidência…

      • Nightwish says:

        O problema é que sem jornais independentes, não há democracia. Se existirem para propagandear o capitalismo, só deviam servir para as castanhas.


        • Jornais abrangentes conheço, independentes é relativo pois pertencendo a privados ou estatizados… Prefiro os privados desde que não exista monopólio, isso sim, destrói a democracia…

  3. Nascimento says:

    O tipo não valoriza jornais de tendentes… tipo Observador. Topam? Ele é mais liberalismo esquecido. Vejam se ele rabisca sobre os jornalistas de extrema direita? são os que hoje mais aparecem nas rádios e televisões.Quanto à BBC, vá informar-se melhor…. anda muito desatualizado!!!


    • Não sou fã do Observador, mas leio alguns autores. E daí? Também costumo ler Isabel Moreira, Fernanda Câncio, Rui Tavares ou Mariana Mortágua. Ouço Marques Mendes ou Francisco Louçã, não vejo é relevância nisso…