País futefoleiro, nada desportivo


anarentePortugal é em muitas coisas uma anedota e, não, não estou a pensar no Durão Barroso. De tempos a tempos, os tuguitas vão descobrindo que há desportistas por cá. Uma análise de elevado calibre científico feita pelo laboratório Crato & Medina Associados acaba de publicar que, depois de Atenas, os anos com um dia a mais – há quem se refira a tal fenómeno como bissexto – têm um acontecimento planetário que junta desportistas de todo o mundo. Ontem vi atletas que representavam Guam, território que, até então me era completamente desconhecido, gente da Europa, da Ásia, dos países mais desconhecidos até às potências desportivas do planeta: China e Estados Unidos.

Os Jogos Olímpicos, ainda por cima em Língua Portuguesa, têm que ser um acontecimento especial. Para mim são.

E, por isso, vejo com grande incómodo a forma estúpida como os futefoleiros se referem aos nossos atletas, alguns deles, ao nível dos melhores do mundo. Na nossa Equipa, PORTUGAL, temos o super mediático Nelson Évora e a Telma Monteiro, mas temos também os tenistas João Sousa e Gastão Elias. Ainda hoje entra em “campo” a Shao Jieni no Ténis de Mesa. Somos grandes candidatos na Canoagem ou no trampolim, mas há outras modalidades em que o desafio de cada um dos NOSSOS é superar hoje, o dia de ontem. Vão entrar na piscina ou na pista com o objectivo de melhorar as suas próprias marcas o que é, em si mesmo, um desafio fantástico. São gente que trabalha muito – a maioria, em quantidade e qualidade – todos os dias e quase sempre em complemente aos estudos ou a uma profissão. São desportistas de corpo inteiro que competem pelo prazer de competir. Procuram em cada treino superar a ignorância Lusa que mede o sucesso pelo número de medalhas que se conseguem. O sucesso dos nossos desportistas é muito maior que isso, é muito superior à ignorância dos nossos futefoleiros.

Comments

  1. anónimo says:

    Os Jogos Olímpicos, herança da civilização grega para a humanidade, são festas da Humanidade. Celebra-se o Homem, a Paz, a Solidariedade, a Democracia.

    O Hitler sabia e, para lavar o seu desumano desígnio, organizou os Jogos Olímpicos de 1936, na véspera da invasão e guerra que iniciou em 1939, e que causou 80 milhões de mortos em todo o mundo, 30 milhões na Rússia.
    As bestas fingem-se humanas para impunemente roubar e matar a humanidade.

    Portugal não devia participar nos Jogos Olímpicos do Brasil, em pleno golpe da extrema direita.
    Estando lá presente, Portugal tinha a obrigação de desmascarar o golpe da extrema direita.
    O Sr. Presidente devia ter cuidado com as palavras e os abraços que vai distribuindo a tudo e a todos.

    Do 4º poder português, dos media nacionais, não há que esperar qualquer palavra em defesa dos brasileiros e da humanidade; essa canalha, rastejante e ignorante, está às ordens dos golpistas e dos terroristas, portugueses e brasileiros.

    • maria cassilda says:

      Olhe anónimo, a Extrema Direita tem tanto direito a existir como a Extrema Esquerda.
      Portanto tenha lá um bocadinho de humildade democrática para aceitar os que pensam de maneira diferente da sua.
      E, já agora, deixe de chamar nomes aos outros, deixe de ser mal educado e aprenda que a liberdade de expressão é para toda a gente, assumindo cada um a responsabilidade do que diz.
      O pasquim do Hitler “A minha luta”, a luta dele claro, tem sido editada em vários países democráticos. Só lê quem quer.
      Já em relação a ações tenho que lhe dizer que não pode haver liberdade de ação porque há ações que impedem a liberdade de outros.
      Veja se entende o que escrevi que é uma coisa elementar para qualquer mente democrática.
      E veja se entende que todo o processo de destituição da Dilma Russef é constitucional. Dilma Russef que levou um país riquíssimo à degradação que é hoje. Correr com essa senhora e o seu padrinho Lula da Silva do poder no Brasil é uma obra de misericórdia para o povo brasileiro poder aspirar a uma vida melhor dando uma valente machadada na corrupção.

  2. anónimo says:

    Eis como o Dragão descreve e define os parasitas e a doença:

    Chamam-lhe o Quarto Poder. A sua influência, por via da dinâmica tecnológica dos tempos, chega a ser avassaladora. Refiro-me aos Mass media, naturalmente. A sua legitimidade baseia-se nessa inefabilidade do “direito à informação” da malta e do “dever de informação” dos jornalixeiros de plantão. O problema é que a maior parte do tempo, alguns a totalidade do tempo, desinformam, servem de correia de transmissão a interesses alógenos, cumprem agendas escusas, intoxicam, manipulam e falsificam a opinião pública. Pior: este Quarto Poder, na realidade, funciona como Quinta Coluna. Em nome da “liberdade de expressão”, exerce a “expressão por encomenda”, a liberdade de conspiração e a impunidade de contrafacção. A feudalização dos mass-media atingiu uma escala global. É como um cancro pervasivo, com especial incidência e agressividade, nos locais cujo impacto geo-estratégico o justifique. Antes do cripto-governo global (que algumas visões iluminadas preconizaram e múltiplos indícios incriminam), assiste-se a toda uma máquina global de embuste. De criação duma realidade paralela de conveniência. A chacina e a desterritorialização físicas são acompanhadas e precedidas do massacre mental e espiritual.
    Como qualquer pessoa de bem, o Estado soberano, ou com legítimas e determinantes aspirações a tal, deve preservar a sua dignidade, a sua autonomia e a sua saúde. Purgar-se e libertar-se de parasitas, envenenadores, traficantes e bacilos infecciosos nem sequer é um dever: é apenas um acto de higiene básica.

    Em Portugal, os cancros e os vermes do 4º Poder, são promovidos e são eleitos, para exercer os supremos poderes da Nação.
    Balsemão, Portas, Marcelo, Marques Mendes, Paulo Rangel, Octávio Teixeira, Ferreira Leite, Bagão Felix, etc.
    Quanto é que a televisão publica, ou seja Portugal, paga à infestação de comentadores terroristas?

  3. Nightwish says:

    Ora bem, o “desporto” nunca me disse nada, incluindo o futebol, porque acima de tudo é um negócio. Dizia-me o FCP, porque era toda uma identidade desta região, mas o meu respeito pelos comissionismo dominante não é muito grande. A selecção é treta dominada pelo mesmo tipo de interesses, não é por ter gostado que tenham comido a França que vou dizer que têm o meu apoio: e se fosse, o discurso provinciano de agradecer primeiro a uma entidade divina tinha-me logo feito mudar de ideias.
    Já quanto aos JO, são piores do que a FIFA. Ninguém ganha nada sem meter para a veia, e chegou-se ao cúmulo da Rússia e continua tudo na mesma. Realizam-se num local sem um mínimo de qualidade de água e a IOCC está mais preocupada em proibir as pessoas de usar o Twitter e de criar GIFs. Palavras para quê? Siga o circo, que já não há pães.

Deixar um comentário

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

WordPress.com Logo

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Log Out / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Log Out / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Log Out / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Log Out / Alterar )

Connecting to %s