Apenas um dia?

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Helena Ferro de Gouveia

Correm as horas. Vorazes. Dizemos que não temos tempo, quando nunca fomos tão livres para escolher o que fazer com ele. Vivemos num palco de extraordinárias expectativas, inatingíveis. Quantas vidas vivemos por procuração? Ou quanto medo temos de ser sentimentais, num mundo asséptico de sentimentos?

Mas há, na era do individualismo e da indiferença quem nos devolva candura, quem nos encha o firmamento de pontos de luz, quem se recusa a ver no sofrimento uma abstracção e age.

Estes anjos, e felizmente ainda há tantos, não precisam do meu agradecimento, mas faço-o “em nome dos que dormem ao relento/Numa cama de chuva com lençóis de vento/O sono da miséria, terrível e profundo”. O Natal? São eles. O eu pelo outro.

Hoje é dia mundial do Trabalhador Humanitário.

Bom dia

Comments

  1. isabel lopes says:

    estupendo vou copiar

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