O suposto fracasso do Tratado Transatlântico (TTIP): à atenção do Público


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Imagem ZDF

Embora não valha a pena dar-lhes grande credibilidade, as declarações de Sigmar Gabriel sobre o fracasso do TTIP conseguiram em Portugal (onde os previstos acordos continuam a ser desconhecidos pela grande maioria) entristecer gente que anda a acenar as bandeiras ameaçadoras do costume, com o papão chinês e afins. É desta ala que se faz porta-voz o jornal Público, dedicando o seu editorial de hoje ao grave risco de mudança “do principal eixo gravitacional do Mundo para outras latitudes“. Este dilecto argumento neoliberal faz lembrar o dos anúncios de naufrágio de Portugal às mãos da geringonça portuguesa.

Já a ingenuidade final deste editorial é comovente, diz assim: “Se o tratado é, pelo que se consegue saber no seu secretismo, uma ameaça a um modelo social europeu que os seus cidadãos defendem, seria bom que fosse reajustado com novas negociações“. O suposto fracasso dever-se-ia então à falta de persistência dos negociadores ??? Relembro apenas dois conceitos-chave: princípio da precaução e ISDS. Há incompatibilidades que não são solucionáveis, a menos que uma das partes se submeta. E a isso os cidadãos disseram não.

Ainda no jornal Público, de ontem, a notícia sobre este assunto incluía a seguinte frase, referindo-se ao The independent:

“O mesmo jornal refere ainda que Sigmar Gabriel criticou o facto de o acordo que está a ser negociado entre a Europa e o Canadá (o Acordo Económico e Comercial Global – ou CETA, na sigla em inglês) apresentar condições mais favoráveis para ambas as partes do que o TTIP”.

Ora vejamos, o que quer isto dizer-nos? Isto faz algum sentido? Alguém que perceba do assunto e saiba que Gabriel está a tentar à viva força impor o CETA pode escrever que Gabriel tenha criticado que o CETA seja mais favorável do que o TTIP?

O que Gabriel disse, na entrevista que bem ouvi, foi o seguinte: o debate tornou-se muito difícil porque o acordo com o Canadá foi metido no mesmo saco que o acordo com os USA e isso é errado, na opinião de Gabriel.

E já agora, valia a pena terem mencionado no artigo que o CETA pode estar em vias de ser aplicado “provisoriamente”.

Se precisarem de mais informação, é só dizerem.

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