O triunfo dos porcos


All the way from Washington
Her bread-winner begs off the bathroom floor
We live for just these twenty years
Do we have to die for the fifty more?

1 ano e 10 dias sem Bowie. Dia 1 do triunfo dos porcos. Dia 1 de um novo mundo. Esperemos que não. Esperemos que a besta seja controlada, seja de que maneira for. Não é que os conselheiros de estado, as múltiplas agências, os múltiplos lobbies que planam pelo Congresso e pelo Senado sejam gente melhor do que o pai do Barron porque não o são, mas pelo menos, mal ou bem, destes temos sempre uma previsibilidade (mais para o mal do que para o bem) que não nos surpreende.

53% dos americanos votaram. Votaram num mal pior que o mal menor. A classe média, operária, xenófoba, nacionalista, excessivamente chauvinista à boa maneira americana, mal formada e mal educada, consumista, carneira, embriagada do poderoso sacro-marketing, desejosa de um paladino que lhe devolva a possibilidade de ter os múltiplos cartões de crédito para comprar sonhos que nos deixam a todos mais pobres, de espírito, incapaz de conviver com um mercado de trabalho aberto à imigração, intolerante e fanática, encaminhou o perigo para a Casa Branca a troco de promessas vãs de um maniqueísta feito de matéria essencialmente do pior que o estádio mais selvagem do capitalismo tem para oferecer ao mundo.

53% que não é uma larga falange dos eleitores americanos é responsável por votar ao mundo um louco, um daqueles loucos explosivos que é capaz de, caso não seja altamente contrariado, votar as nossas condições, nós, que não votamos nele, que não o apoiamos, que não defendemos um único palmo de terreno do que vai por aquela cabeça, a uma condição de vida pior que a que temos actualmente.

A visão do mundo deste louco é muito diferente do comum do que estamos habituados a ver nos últimos 50\60\70 anos. A visão Americana decadente de Trump e os valores que defende são incomuns ao paradigma a que o mundo assistiu no pós 2ª Guerra Mundial. O intervencionismo económico e o proteccionismo que vai tentar executar é uma enorme e perigosa regressão ao passado. O país das oportunidades vai acabar. É precisamente isso que o torna perigoso. É precisamente isto que pode incentivar a extrema-direita europeia a torná-lo escola num futuro próximo.

Portanto resta-nos esperar que o povo americano lute, lute muito para provocar rapidamente uma destituição. O Mundo vai rodar novamente a 180º. Até lá, God Bless You!

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