As reuniões com o Conselho de Arbitragem resultam? Ah pois resultam resultam

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Esta é a prova cabal de que todos os clubes devem ter direito à Indignação!

O regresso de uma campeã

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O anúncio do regresso de Vanessa Fernandes ao triato depois de 8 anos de paragem é uma excelente notícia para o projecto olímpico Tóquio 2020 e para o desporto nacional. Aos 31 anos, compreendo as razões que levaram a Vanessa a desistir da modalidade e do desporto de certa forma em 2009 assim como compreendo o seu regresso: por mais que se tenha ganho no passado, e a Vanessa ganhou naquela modalidade praticamente tudo o que havia para ganhar em 5 anos, os seres “competitivos” nunca se contentam com o que conquistaram e querem sempre a mais. A Vanessa quer portanto conquistar em 2020 o que lhe falta: aquele ouro olímpico que lhe escapou em Tóquio.

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Quando um truque matou “Os Truques da Imprensa Portuguesa”

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Já uma vez escrevi no Aventar sobre a página “Os truques da imprensa portuguesa” e o serviço que a mesma estava (e ainda está) a prestar ao jornalismo português. Agora, por culpa de uma entrevista que os seus autores deram ao Expresso e que levou à violação do sigilo profissional por parte do Ricardo Costa, a página vai acabar por fechar. Será uma questão de tempo. Aqui fica o post que os autores da página escreveram sobre a questão da entrevista:

Dizer que a culpa é do pessoal dos Truques porque ao aceitarem a entrevista estavam mesmo a pedi-las é o mesmo que dizer que a culpa das violações é das adolescentes porque ao usarem mini-saias muito curtas e estão mesmo a pedi-las. Nós confiámos no jornalismo porque achamos que não há democracia sem confiança no jornalismo.
A nossa decisão não foi precipitada. Foi tomada em consciência, após uma longa discussão que pesou vários argumentos, e foi alvo de uma grande reflexão.
Se as nossas identidades caírem pela mão de terceiros, que caiam à custa de um truque. E que esse truque fique tão visível para todos, que ninguém possa ter dúvidas sobre como as coisas funcionam.

Entretanto, a página do Expresso no facebook já está a ser alvo da fúria dos seus seguidores, uma repetição do que aconteceu à do Turismo de Portugal. O Ricardo Costa não deu apenas um tiro no pé. Deu um tiro de bazuca no jornalismo português.

Nem de propósito

Madeira Rodrigues promete o primeiro produto de Monchi Rodriguez, ontem citado aqui no Aventar. Exceptuando a sua passagem pelo Sevilla, Juande Ramos ganhou Bola!

O CETA em suspense

Greenpeace STOP CETA - Strasbourg France. Justice sinkng in front of the European Parliament building. © Eric de Mildt/Greenpeace All rights reserved

Greenpeace STOP CETA – Strasbourg France.
© Eric de Mildt/Greenpeace All rights reserved

Obtido que foi o aval da maioria dos deputados que, no Parlamento Europeu, acharam por bem usar o seu voto para soltar mais ainda a rédea às multinacionais para esmifrarem os cidadãos, o CETA (acordo de comércio livre entre a UE e o Canadá) vai entrar provisoriamente em vigor lá para Abril ou Maio, consumando assim factos de difícil ou impossível reversão.

E porquê provisoriamente? Por mor da pressão do movimento cidadão em alguns países europeus, os respectivos governos compeliram a comissão a abdicar do “EU only” que tentou defender com garras e dentes. Significa isto que, para entrar em vigor na totalidade, o CETA terá de obter também a benção de 28 parlamentos nacionais e de mais uns 10 regionais, o que poderá demorar uns anitos. Mas entretanto, os lucros precisam de rolar e portanto avança-se com o provisório. No nosso jardim à beira mar plantado, a questão que agora se coloca é: [Read more…]

Viva a liberdade!

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Dizem por aí que a imprensa foi tomada pelo PREC estalinista que se apoderou desta nossa pátria à beira-mar plantada. E não parecem restar grandes dúvidas. Felizes de nós que ainda temos jornais como o I para contrariar a tendência, com certeza vítimas de duras perseguições e execuções sumárias. Isto sim é jornalismo credível, rigoroso e imparcial.

O tema são as offshores e o texto de Sebastião Bugalho é um corajoso exercício de reposição da verdade. O estoicismo de Paulo Núncio, que mal soube que se sabia correu a renunciar a tudo o que era cargo no CDS-PP e a assumir a responsabilidade política por algo que aconteceu entre 2011 e 2015. O elogio de Assunção Cristas ao homem a quem o país e o amigo do ex-ministro Macedo devem muito. A determinação do PSD em acabar com a pouca-vergonha. O Costa a ser trucidado pela Dra. Ferreira Leite. Haja quem diga a verdade, carago! [Read more…]

Algum país deverá muito a Núncio

A tese da Cristas perante um Núncio de calças na mão.

E o país que deve muito ao SEAF Núncio.

(A notícia é de 2012)

Núncio é aquele que ajudava os clientes a fazerem engenharia financeira antes de estar no governo (sociedade de advogados ibérica Garrigues), foi para secretário de estado ilibar manobras de engenharia financeira (RERT III) e, findo o mandato no governo, voltou à ajuda dos seus clientes necessitados de engenharia financeira (sociedade de advogados Morais Leitão, Galvão Teles, Soares da Silva & Associados).

Sem dúvida, Cristas, haverá no país quem muito deverá a Núncio.

Com este regime, em 2005, houve uma receita de 43,4 milhões de euros e regularizou 820 milhões de capitais. O RERT II deu uma receita de 82,8 milhões de euros e regularizou 1660 milhões. Já o RERT III que funcionou até Julho passado, arrecadou – como noticiou o Expresso de sábado passado – a receita de 258,4 milhões de euros e protegeu 3,4 mil milhões de capitais fraudulentamente saídos do país.

Pânico na redacção

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via Dentons Creative

O mundo gira hoje à velocidade das redes sociais. Podemos perder horas com os mais variados argumentos, da abolição consentida da privacidade ao perigo da propagação de factos alternativos, mas centremo-nos naquilo que é absolutamente factual: o poder das redes sociais é gigantesco e tende claramente a aumentar. As empresas precisam delas, os serviços públicos precisam delas, o desporto precisa delas, a comunicação política precisa delas e o entretenimento vive delas. E a procissão, parece-me, ainda vai no adro.

As estruturas tradicionais de poder, como em qualquer revolução, demoram a perceber o que se passa. Ou pelo menos a dar-lhe a devida importância. E quando acordam, não estão preparadas. E isso verifica-se com casos como os de vários jornalistas com nome na praça, que entraram em choque com a página d’Os truques da imprensa portuguesa e acabaram por “levar uma coça”. Ainda que em alguns casos auto-infligida. [Read more…]

Situações que irritam qualquer treinador

Minuto 4:32 – Zlatan Ibrahimovic entra na área pelas costas do jogador que lhe estava a fazer oposição. O médio ala norte-irlandês (nº8) vê a entrada na área do sueco e comunica à defesa (de costas para o sueco) que Zlatan entrou na área. Não marca o sueco (nem é de sua competência) mas também não é rápido a sair na pressão a Ander Herrera assim que Anthony Martial varia o jogo para a direita. O sueco passeia-se pela área sem ninguém lhe prestar atenção.

Dá-se o desconto pelo facto da situação ter acontecido aos 86″ quando o cansaço físico e psicológico dos jogadores do Southampton já era por demais visível. Mas, ignorar o perigo que representa Zlatan, ainda para mais nos últimos minutos de uma final, momento em que as equipas têm que possuir 200% de cautela?

Marco Verrati, o cérebro do cavalão de Unay Emery

O meu destaque do fim-de-semana futebolístico vai para a goleada do Paris Saint Germain em Marselha no grande clássico do futebol francês. A vitória por 5-1 dos parisienses frente aos marselheses de Rudy Garcia, uma equipa e um treinador que ainda procuram construir um elenco minimamente competitivo (mesmo apesar de terem conseguido resgatar o seu maior ícone Dimitry Payet; falta-lhes claramente uma defesa mais coesa) confirma a excepcional subida de forma de forma da turma comandada pelo espanhol Unay Emery depois de uma primeira metade de temporada mais complicada do que aquilo que era previsto no início da temporada.

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Louçã no Banco de Portugal

Também conhecido pelo tele-evangelista vai para o BP. Ah! Deve ser para ajudar a vender o Novo Banco!

É o nosso filho da puta…

Para metade do país, é irrelevante saber se Mário Centeno mentiu na questão dos SMS trocados com António Domingues. A lógica é simples, a permanência do ministro é importante para António Costa, por isso os indefectíveis nem que tenham barricar a Praça do Comércio, dali Mário Centeno não sai, porque mais importante que a estatura moral de quem nos governa, é derrotar a direita e Passos Coelho. Vamos mas é falar de offshores e da “fuga” dos 10 mil milhões, estabelecendo à partida que aquilo é tudo ilegal, uma tramóia, misturando-se alguma ignorância com a total demagogia por parte de quem sabe perfeitamente que o dinheiro não pertence ao Estado. [Read more…]

La la foste

O vídeo da falsa vitória, a mostrar que a Geringonça chegou a Hollywood.

100 anos sobre a barbárie vermelha…

No dia 27 de Fevereiro de 1917 chegava ao fim a desgastada e ineficiente monarquia russa, na prática o Czar Nicolau II apenas abdicaria em favor do irmão alguns dias depois, mas a recusa do Grão-duque abriu caminho ao que poderia ter sido a instauração de valores democráticos. Infelizmente para os russos, povos vizinhos e grande parte da humanidade, os dias revolucionários de esperança num futuro melhor, culminariam num golpe em Outubro na tomada do poder pela minoritária facção bolchevique, que derrotando forças que lutavam entre si, levaram Lenine ao poder após uma sangrenta guerra cívil. O resultado foi a instauração da ditadura, restringindo as liberdades civil, económica e política. Mais tarde até dissidências ou simples falta de entusiasmo levariam às purgas e ajustes de contas, nomeadamente nos anos em que o execrável regime foi liderado pelo facínora J. Stalin, um dos 3 piores sanguinários, a par de Mao e A. Hitler, que alguma vez governaram… [Read more…]

Casos Centeno/SMS e Núncio/Offshores – ponto de situação

No último sábado, dois cronistas do PÚBLICO, São José Almeida e Pacheco Pereira, colocam os pontos nos ii quanto aos dois casos do momento – Centeno/SMS e Núncio/Offshores. Duas leituras interessantes, para reflectir sobre a proporção das coisas,  a impunidade e o tomar os cidadãos por parvos. E, veja-se só, o epicentro em ambos os casos é…. o vil metal. What else?

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É este o traste que quer ser presidente do Sporting?

Fiquei incrédulo. O meu clube não é assim nem nunca foi constituído por gente assim.

Que falta a Madeira Rodrigues um pouco de ética e um pouco de noção de respeito já todos ficámos a saber na quinta-feira. A “sova” não foi mais do que um conjunto de insinuações reles, do mais baixo possível, sobre a família, sobre as empresas falidas, sobre o José Maria Ricciardi, sobre os rendimentos passados e presentes do presidente. Que lhe faltam ideias para além do Delfim (pergunta-se: que experiência tem o Delfim para as funções que lhe vão ser confiadas?), do Boloni e da bancada (construída em 2 meses, vejam lá só) também já todos tínhamos ficado a saber. Aposta na formação? Desde quando é que o Sporting deixou de apostar na formação? Que lhe falta um bocado de noção da realidade financeira (Madeira Rodrigues vende a uma data de personalidades a realidade do clube que não existe porque desconhece profundamente os números) também já todos sabíamos.

Desconhecíamos porém esta postura arrogante, egocêntrica, sobranceira, soberba, completamente desrespeitadora perante o sócio que lhe queria falar e até, arrisco-me a dizer, de uma pessoa completamente desequilibrada.
Não, o Sporting é uma instituição demasiado importante para uma pessoa deste calibre.

Páginas do barroco (2) – Carlos Seixas

O conimbricense  Carlos Seixas (1704-1742 ) é a escolha para a segunda edição de Páginas do Barroco. Aos 14 anos foi organista da Sé de Coimbra e ao 16 anos partiu para Lisboa, onde foi nomeado organista da Sé Patriarcal e da Capela Real. Crê-se que tenha escrito cerca de 700 Sonatas, apenas tendo chegado até nós cerca de uma centena. As restantes ter-se-ão, possivelmente, perdido no terramoto de 1755. O Concerto em Lá M para cravo e orquestra de cordas, aqui apresentado, constitui um dos primeiros exemplos deste género em toda a Europa. Esta obra já foi apresentada como ilustrativa do “génio criador de Seixas”, dado que, provavelmente, o autor não terá conhecido os concertos para cravo dos seus contemporâneos. É um tema pleno de harmonia, bem ilustrativo do Horror Vacui que caracteriza o barroco. Carlos Seixas, sem dúvida um dos maiores vultos da música portuguesa. Mais informação: Carlos Seixas (1704-1742) – organista, cravista e compositor.

Quantas mais vezes terá que vencer Rui Costa para ser destaque na imprensa portuguesa?

É português, é um dos desportistas mais consagrados do desporto português da actual geração, já foi campeão do mundo de estrada (foi o único português a conseguir o feito), já venceu por 3 vezes a geral da prova que serve de antecâmara ao Tour de France, a Volta à Suiça, já venceu etapas no Tour entre outras vitórias em etapas em várias provas, e anda sempre a lutar pelas vitórias nas clássicas da primavera, em especial, na Flèche Wallone, na Liège-Bastone-Liège e na Amstel Gold Race. É chefe-de-fila absoluto das equipas por onde passa há 4 anos.

Ontem, Rui Costa voltou a vencer, desta feita na Volta à Abu Dhabi, prova categorizada como World Tour (a categoria máxima do ciclismo mundial) na média montanha, derrotando a nata dos trepadores da actualidade, ou seja, Contador, Aru, Quintana, Dumoulin, Zakarin, Samuel Sanchez, Bauke Mollema, entre outros, arrebatando a liderança da prova. O que é que o ciclista português terá que fazer para ser primeira página de um jornal português?
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Os Conselhos do Chico

Há vários anos que é assim. Quando a inquietação me assalta de rompante e não consigo encontrar uma explicação lógica para compreender ou tentar explicar esse acontecimento, ou até mesmo quando não encontro uma explicação lógica para explicar algo que se está a passar no mundo, pego nos meus discos do Chico para ali encontrar a explicação. É impossível não conseguir achar a resposta nos Conselhos do Chico. A obra do Chico é tão vasta, tão genial, tão sublime, tão humana ao ponto de crer que o Chico não é do século passado, não é deste século e não é dos próximos – é um ser transcendente a todos nós que vive noutra era, muito mais avançada – é outra forma, é outra matéria. É um ser que foi enviado para nos ensinar a saber como lutar. Nós é que somos ao lado dele gente tola na lufa-lufa que são os nossos dias, metidos quase sempre nas nossas vidas mundanas, na nossa eterna insatisfação, no nosso esforço abnegado para querer mais deste mundo quando o mundo não nos quer dar mais nada.

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Madeira, a ilha dos gerentes

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Ontem à noite, a ilha da Madeira teve honras especiais no programa Heute Show, um imperdível programa satírico de elevado nível, da ZDF, o segundo canal de televisão pública alemã.

A Madeira veio à baila a propósito da “lei da transparência”, aprovada esta semana no Bundestag e destinada a “pôr fim à evasão fiscal”. Os proprietários de “empresas caixa-de-correio” em paraísos fiscais ficam agora obrigados à declaração das mesmas para a criação de um registo electrónico central. Registo central que, em vez de ser público, será apenas acessível a autoridades fiscais, bancos, jornalistas especializados na matéria, em casos específicos a organizações não governamentais e quando existir “interesse fundamentado”. [Read more…]

A exactidão e o estendal II

Pegou no estendal, uma armação leve, duas patas para apoiar no chão, dois braços que se abrem e fecham, pegou nele com a roupa ainda estendida, empurrou-o para fora de casa, arrastou-o a ranger pela tijoleira do chão, pelo empedrado da rua, e foi sentar-se com ele no largo ali ao pé.

— Carla Romualdo

Accuracy
Accuracy
Practice all day for accuracy

— Smith/ Tolhurst/Dempsey

quand vos copies seront terminées, cherchez dans le dictionnaire les mots de l’orthographe desquels vous ne serez pas sûr.

Stendhal

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Efectivamente, durante as tardes de sábado, convém ler o Aventar.

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Foi você que pediu um título feminino para o Sporting?

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Sim, para a mesa do canto se faz favor. À falta de melhores argumentos, de um certo brio e de um certo amor à camisola que se veste, quando por exemplo vemos um Rui Patrício fazer um frete na homenagem que lhe foi prestada na semana passada a propósito dos seus 400 jogos com a camisola do Sporting ou quando vemos no final de cada partida em Alvalade uma interacção nula entre os jogadores e os adeptos nos habituais cânticos finais que as claques fazem para elevar a moral dos jogadores, são as senhoras quem estão a colocar o Sporting sempre na frente.

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Pela Defesa da Descentralização

A nossa democracia teves três ciclos de implantação do poder autárquico: 1.º infraestruturação (redes de abastecimento, saneamento, viária, energia); 2.º equipamento (escolas, bibliotecas, equipamentos desportivos); 3.º qualidade de vida.

É neste último ciclo que a grande maioria das nossas autarquias locais se encontram estando a ação dos nossos autarcas muito vocacionada para um “Estado Social Local” no qual se pretende consolidar, e aprofundar, políticas de natalidade, de extensão de tempo para as famílias, de rigor urbanístico, de defesa da identidade cultural, desenvolvimento ambiental e económico sustentável e de um crescendo de mecanismos de democracia participativa.

Será neste novo tempo de “Estado Social Local” que se perspetiva a descentralização de competências na educação e formação, na saúde, na ação social, nos transportes, no património, na cultura, ou na proteção civil e num quadro político, inédito, em que o Partido Socialista tem a maioria das câmara municipais e está no governo com o apoio parlamentar dos partidos mais à esquerda do espectro partidário.

O futuro das autarquias locais, embora sujeito a condicionantes externas, tem um caminho muito próprio, no qual, cada vez mais, os projetos, decisões e diretivas devem ser desenhadas pelos nossos autarcas e pelas suas comunidades de forma autónoma e sem uma ligação ao Terreiro do Paço.

Rafael Amorim

A exactidão e o estendal

Como outros passeiam os cães de companhia, ela traz à rua o seu estendal.

— Carla Romualdo

Nun, was >Tatsache< hier meint, ist nicht die Tatsãchlichkeit der fremden Tatsachen, mit denen man fertig werden muß, indem man sie sich erklãren lernt.

Hans-Georg Gadamer

J’ai passionnément désiré être aimé d’une femme mélancolique, maigre et actrice.

— Stendhal, 30/3/1806

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Eis como alguém na RTP decidiu traduzir para português europeu o remate do «We’re just not going to sit back and let, you know, false narratives, false stories, inaccurate facts get out there» de Sean Spicer.

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Agora, aproveitando este intervalo dado quer à frase nuclear, na perspectiva de Grevisse e de Goosse, quer aos sintagmas nominais do Antoine de La Sale, regresso ao Krugman (que percebe imenso de factos) e ao meu espanto por ver o Searle (um velho conhecido do Aventar) mencionado por aquelas bandas.

Continuação de um óptimo fim-de-semana.

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Kebab, bombas e bifanas

A bela Bifana!

Turismo ou terrorismo. Enquanto em Lisboa metade da população está preocupada com atentados turísticos à identidade nacional, o vice-primeiro-ministro turco foi na quarta-feira passada a Berlim pedir medidas de apoio ao turismo turco e apelar ao investimento alemão. A Turquia entrou em recessão depois da tentativa de golpe contra o presidente Erdogan, a subsequente asfixia autocrática do regime de Ankara e uma longa série de outros atentados terroristas por todo o país.

Em Istambul os hotéis estão agora às moscas como cabeças de carneiro penduradas num talho de rua num mercado da Anatólia. Entre outras formas de ajudas económicas, Mehmet Simsek pediu a  Wolfgang Schäuble para se accionarem meios de incentivar directamente os turistas alemães a voltarem à Turquia. São muitas centenas de milhares de viajantes e veraneantes alemães que trocaram o kebab em Istambul e Antalya por bifanas em Lisboa ou sardinhas no Algarve. [Read more…]

As transferências para as offshores e o spin

Há dias escrevia que este caso dos milhões transferidos para os offshores  deveria ser uma notícia plantada para fazer frente à investida da direita sobre Centeno. David Dinis explica que não foi spin.

Os 10 mil milhões não são impostos que ficaram por pagar. Mas é dinheiro que não sabemos se pagou impostos. É aí que está o busílis da questão. A grande pergunta é porque é que as estatísticas das transferências deixaram de ser publicadas pelo anterior governo. O ex-secretário de estado dos assuntos fiscais, Paulo Núncio, está com a cabeça no cepo por duas razões: porque nunca explicou a razão dessas estatísticas se terem deixado de publicar e porque o ex-director da Autoridade Tributária diz, preto no branco, que a responsabilidade da publicação era do Núncio. E a situação ainda se adensa mais.

Passos Coelho também tem responsabilidade no assunto, primeiro por inerência hierarquia, que é a responsabilidade menos forte, mas sobretudo devido a inacção quando houve repetidas notícias sobre essas transferências terem deixado de se publicar e nada ter feito.

Há spin a ser construído, sim, mas a crer no que diz David Dinis (citação abaixo), do qual se conhecem as tendências editoriais, esse spin está a vir da direita, da Cristas em primeiro lugar, que pretende que se trata de uma notícia plantada.

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Excepção à regra…

Haja quem fale verdade sobre o tempo em que o 44 foi primeiro-ministro…

Pedido de reunião do SLB ao CA já produziu resultado…


Será que o após o jogo com o Chaves, os dirigentes do Benfica continuam indignados?

Paraísos fiscais, bancos centrais e políticos…

Ao contrário do que muitos julgam, fruto da confusão instalada no decurso da luta política, a existência de paraísos fiscais não é benéfica para a economia, porque prejudica a livre concorrência, ao não colocar em pé de igualdade as pequenas e grandes empresas. Por isso os governos, EUA e UK à cabeça as mantêm e controlam com mão de ferro. Nas ditaduras é óbvio, mas também nas democracias os governos gostam de se imiscuir na actividade económica, seja através de políticas expansionistas com o fim de iludir eleitores e conquistar votos, seja em negócios mais ou menos promíscuos, que acabam sempre favorecendo corporações ou grandes empresas instaladas, o que naturalmente procuram esconder. [Read more…]

Ein Volk, ein Reich, ein Führer!

Republican presidential candidate, businessman Donald Trump speaks during the Fox Business Network Republican presidential debate at the North Charleston Coliseum, Thursday, Jan. 14, 2016, in North Charleston, S.C. (AP Photo/Chuck Burton)

E o impensável expectável aconteceu: na conferência de imprensa de ontem na Casa Branca, alguns órgãos de comunicação social, entre eles a CNN, a BBC ou o The New York Times, foram impedidos de assistir ao briefing diário do porta-voz da Casa Branca. Claro Sean Spicer não ficou a falar para o boneco, e a imprensa amiga, como a Fox ou o site de extrema-direita Breitbart News (ia linkar o site mas não consegui, é nojento demais), onde fez carreira Steve Bannon, o Goebbels do admirável regime novo de Donald Trump, foram devidamente autorizados a assistir à dose diária de factos alternativos produzidos pelo Ministério da Verdade norte-americano. [Read more…]