Mais um Passo(s) para delapidar o PSD

joao-miguel-tavares

Há 4 anos atrás era a favor. Há um mês atrás era a favor, de acordo com que o foi referido por um dos seus vices. Até a obsoleta Rádio Renascença deu com a marosca.
Hoje é contra, curiosamente, contra.

A questão é antiga mas ao mesmo tempo reveladora da desorientação geral em que vive nestes dias a liderança do PSD. Sem rumo político, quer no plano nacional quer na preparação das ansiadas autárquicas (nas quais, o PSD como histórico leader nacional e máquina caciquista que é pode estar à beira de um total e redondo colapso, colapso que certamente modificará muita coisa dentro do partido) com uma liderança de navegação à vista nos últimos meses, cheia das habituais posições modificadas, de ideias que oscilam entre o barato da feira da ladra e o horrível surreal e de uma choradeira sem fim (“porque fomos nós que ganhámos as eleições, pá”) aliada a uma desorientação colectiva no que diz respeito à preparação do acto eleitoral que se avizinha, denota-se a largas vistas que Coelho deu mais um Passos para a desgraça na questão do descida da TSU para as empresas caso a esquerda leve  a medida lavrada na concertação social a votação na AR.

[Read more…]

La trahison des images

Michel Foucault dispensant un cours au Collège de France. Paris, 1971. © Michèle Bancilhon / AFP (http://bit.ly/2it5mGd)

***

Trotz dieser intellektuellen Tortur setzt sich die »lächende Lüge« positiv von der »überzeugten« oder »höhnischen« Lüge ab,  womit eine starke Identifizierung von Einstein mit Seghers ausgedrückt sein könnte, nennt er dessen Radierungen doch — gewiß auch selbstbezüglich — »des monologues d’une agonie sénile«.

— Klaus H. Kiefer (1994/2011)

Os jogadores estão num estado calamitoso.

— Rodolfo Reis, 15/1/2017

Séparation entre signes linguistiques et éléments plastiques ; équivalence de la ressemblance et de l’affirmation. Ces deux principes constituaient la tension de la peinture classique :  car le second introduisait le discours (il  n’y a d’affirmation que là où on parle) dans une peinture d’où l’élément linguistique était soigneusement exclu.

—  Michel Foucault (1973/2010)

***

dre1612017a

P.S.: Bruno, obrigado pelo mote.

Palavra dada, palavra honrada

“3. Não constará do Programa de Governo qualquer redução da Taxa Social Única das entidades empregadoras.”

Tirado daqui

Manuais escolares – Se for verdade, é crime!

Do muito que há para dizer sobre o vergonhoso negócio dos manuais escolares (a grande reportagem da TVI é imperdível), houve uma denúncia, feita por uma professora, que me chocou particularmente.
Diz essa professora, na reportagem, que em determinada escola os professores de um grupo disciplinar reuniam para adoptar o manual que iria ser utilizado nos 6 anos seguintes. E nesse momento exacto, irrompeu pela sala um representante de uma editora que, apresentado pela presidente da reunião, tentou convencer os professores presentes a adoptarem o seu manual.
Não sei se o manual dessa editora foi adoptado. Independentemente de ter sido ou não, estamos em presença de um crime. Não é apenas algo de imoral, de eticamente reprovável – é um crime, cometido pela editora e por aqueles que permitiram a entrada do sujeito na escola e, de forma agravada, naquela reunião.
E se é um crime, alguém tem de investigar.

A direita também tem Mestres em saneamentos

“Força força companheiro Dinis, nós seremos a muralha de aço”

O dia seguinte, sub-óptimo

Voltei do 4º Congresso dos Jornalistas Portugueses de coração cheio, peito aberto, e dores nas costas. Já não tenho 25 anos como naqueles dias de Fevereiro e Março de 1998, quando acontecera o último fui pela última vez a um congresso,  já não sou uma privilegiada-dos quadros-de uma empresa de comunicação social, mas – sabe-se lá porquê – continuo a ser jornalista. Ainda me entusiasmo com as histórias dos outros, ainda insisto, ainda resisto. E por isso lá fui três dias para Lisboa, à guarida da Sandra. Levava na mala uma comunicação escrita a 10 mãos, algures entre Leiria e Coimbra, para ler na sexta-feira de manhã, num painel que poderia servir para nomear todo o Congresso: O Estado do Jornalismo. Pelo teor do escrito, também poderia caber naquele outro painel que se chamava”As condições de trabalho dos jornalistas”, já que fala sobretudo do fim das Redacções fora de Lisboa, do abandono do país por parte dos Media, da solidão dos jornalistas-freelancers-precários. Li aquilo de rajada e fui-me sentar outra vez, a ouvir os outros. Chorei muito mais do que ri, durante aqueles dias. [Read more…]

Litoral Alentejano

De certeza que Heloísa Apolónia, proeminente peça da Geringonça, irá intervir. Afinal, é uma Deputada dos Verdes. Ecologista. Defensora da Natureza. Contra o betão. Força, Heloísa, estamos contigo. Luta pelo Litoral Alentejano como lutaste pelo Vale do Tua.

Impunidade

m

A Moody’s pronunciou-se sobre o rating da República. Meses após a última avaliação, o rating da dívida portuguesa mantém-se no nível Ba1. Lixo, portanto. Significa isto que continuamos a não ser dignos da confiança da notável agência de notação. E tudo isto é dramático, não tanto pela decisão, mas antes pela dependência umbilical em que nos encontramos face a este poder privado e não escrutinado que continua a decidir por nós. [Read more…]

Guantánamo, a promessa de Obama

Retrato oficial do Presidente Barack Obama na Sala Oval da Casa Branca, 6 de Dezembro de 2012, por Pete Souza

Os anos passam depressa e a memória do homem é curta, convém por isso lembrar que na base naval americana de Guantánamo, em Cuba, existe há 15 anos uma infame prisão onde são enterrados vivos os suspeitos da guerra ao terrorismo. Trata-se de uma prisão onde os prisioneiros não têm direito a julgamento, onde se usam técnicas de controlo meticulosamente estudadas para destruir a vontade, para esvaziar de personalidade os encarcerados.

[Read more…]

Ajustes directos à lupa – Maia

ajustes directos à lupa - maia

O Aventar aterrou hoje na Maia, o concelho onde se localiza o Aeroporto Internacional do Porto e conhecida pelo seu slogan “Sorria, Está na Maia”. Falta saber se pode ser adaptado a “Ajuste, Está na Maia”. Ora, segundo o portal “base.Gov” o valor global de ajustes directos do Município da Maia em pouco ultrapassa os 99 milhões de euros, um valor baixo tendo em conta o que temos encontrado por esse país fora para territórios desta dimensão. [Read more…]

Fake News

A expressão Fake News – Notícias Falsas – é uma redundância, pois toda a notícia é falsa à sua maneira.

img_5302

Concursos de professores, a minha proposta

Os concursos de professores foram, em tempos, uma causa nacional. Vivi por dentro, nesta temática, a incompetência de sucessivos governos. Uns atrás dos outros e, quanto mais mexiam, pior a coisa ficava.

Até há uns dez anos, a coisa era simples:

  • nota de curso (faculdade) + tempo de serviço ( um valor por cada 365 dias)*.

Desta “fórmula” resultava uma graduação profissional e foi com esta metodologia que a Escola Pública se afirmou como um dos pilares da nossa democracia. Historicamente, os professores começavam o seu percurso profissional (carreira, era assim que se chamava uma coisa que existiu em tempos) longe de casa, iam concorrendo para se aproximar e como tudo tinha uma lógica, uma racionalidade suportada num sentimento de justiça e de igualdade, era um modelo consensual.

Com Maria de Lurdes, a confusão instalou-se com sucessivas alterações que mexeram no que era mais sagrado – a tal fórmula e começou a existir um acumular de injustiças que tornam quase impossível criar um novo modelo de concursos. Teoricamente, só um momento zero, em que todos os professores, mesmo os “efectivos há 30 anos”, iriam a concurso poderia trazer justiça às escolas. Mas, esta proposta, de tão estúpida, é impossível de aplicar e por isso, só podemos pensar num processo que possa ser justo, mesmo sabendo que assenta em injustiças.

E qual seria esse modelo? [Read more…]

Lettres de Paris #68

Y aura-t-il de la neige à Paris?*

Este slideshow necessita de JavaScript.

eis a pergunta que toda a gente coloca por aqui, incluindo eu mesma, que todos os dias vejo se está prevista neve para Paris. Às vezes está, mas nunca chega a acontecer. Cairam uns flocozinhos de nada, minúsculos, creio que na véspera de ano novo. Foi só. Por vezes vejo gelo junto às fontes. E é só. Acho que me vou embora sem ver nevar em Paris. E sem ver – felizmente – a destestável e perigosíssima ‘pluie verglaçante’, que é como quem diz uma chuva que ao cair no chão, tal é o frio, transforma-o numa superfície vidrada, gelada, extraordinariamente perigosa para qualquer pessoa e, obviamente, sobretudo para mim. Há muitos anos, talvez 22 ou 23, senti na pele os efeitos desta ‘pluie verglaçante’. Estava em Arlon, na Bélgica, em janeiro, e ao sair, já noite, de uma aula mal pus o pé fora de porta escorreguei imediatamente sem apelo nem agravo. Não estava à espera daquilo, nem preparada para aquilo. Portanto, no que diz respeito à chuva que se transforma em gelo mal atinge o chão, espero bem que a não venha a sentir nos poucos dias que tenho ainda em Paris. Quanto à neve, confesso que gostava de a ver cair um bocadinho. Deve ser bonita, Paris, sob a neve. Há uns dias, contei-vos, estava sentada no quentinho do meu pequeníssimo estúdio, a esta mesma secretária, quando ouvi uns rapazes na rua gritar ‘il neige, il neige’. Fui ver, era mentira. Ha uns dias também, entrando na minha sala do Ladyss, disse ao Jean, que era o único que lá estava, que tinha muito frio. Olhou para mim com a sua cara bonacheirona e simpática e sentenciou que ia nevar em Paris nesse mesmo dia. Mentira. Nem um floco caiu. De maneira que é isto. Na televisão anunciam neve e ela não vem, pelo menos em Paris. Anunciam um ‘grand froid’ e bom, apesar de estar bastante frio, ainda estou à espera que o mesmo traga os flocos fofos e silenciosos.

[Read more…]

Trump

Mais Estados membros vão abandonar a UE.