$entir o Benfica

carrillo

A reacção de Carrillo ao 3º golo do Moreirense. Ai os mercenários, os mercenários…

A demagogia e o assédio laboral

Esta intervenção da deputada Isabel Moreira sobre o assédio no local de trabalho e sobre o projecto de lei de que é subscritora não é, certamente, uma brincadeira. Mas é perigosa propaganda. A Sra. deputada fala, entre outras coisas do mesmo calibre e eficácia, da criação de “e-mails” da IGF e da ACT para onde as vítimas podem escrever denunciando o assédio. A pergunta que fica é onde estará a Sra. deputada Isabel Moreira quando os patrões dessas vítimas descobrirem os autores da denúncia?

Estamos a brincar com coisas muito sérias, Sra. deputada.

Em sonhos, é sabido, não se morre

Há uma cabine pública no Japão cuja linha telefónica nunca foi ligada. Lá dentro há um telefone, isso sim, daqueles antigos, de disco, mas a cabine está inoperacional desde que ali foi posta, já lá vão uns anos. Isso não impede que milhares de pessoas (estima-se que mais de 10 mil) se tenham já deslocado ao lugar – na cidade costeira de Ōtsuchi – propositadamente para usá-la.

O homem que a construiu no jardim de casa chama-se Itaru Sasak. Também ele perdeu alguém muito próximo no grande sismo seguido de tsunami de 2011. Num único dia, 11 de Março de 2011, a cidade de Ōtsuchi perdeu mais de 1.400 pessoas, aproximadamente 10% da sua população. [Read more…]

Excessivo é ter que o ouvir

Ontem, na AR, Passos repetiu vezes sem conta no debate parlamentar e consequente votação da descida da TSU para as empresas: “O aumento do salário mínimo é excessivo”. Excessivo é ter que o ouvir. Causa lesões cerebrais irreversíveis.

A Comissão

Julgava não ser preciso, mas convém lembrar aqui que a Comissão Permanente de Concertação Social é só isso, uma comissão autónoma do Conselho Económico e Social. Pronuncia-se, dá pareceres, subscreve acordos sem carácter deliberativo. Tem a sua relativa importância como ensaio de amortecedor social. Mas não é um órgão de soberania. E de modo nenhum as suas funções se podem equiparar às da Assembleia da República, como parece estar na cabeça de alguns – ou nos querem pôr na cabeça a nós. E nem sequer é uma diferença quantitativa, mas sim qualitativa. De natureza, não de grau.
Se é que, sequer, tem sentido colocar esta questão. Mas pelo que ouvimos nestes últimos dias…

Por mim, não escravizas mais ó palerma

O mundo moderno está cheio destes palermas liberais. O estádio actual do capitalismo selvagem, estádio em que as classes e os interesses mais fortes conseguem por via das marionetes que instalam e vão puxando no poder, permitiu a uma classe diminuta, constituída por meia dúzia de seres parasitas não-produtivos controlar por A+ B as rédeas daqueles que diariamente os enriquecem. Ora pela celebração de tratados e acordos bilaterais ou multilaterais que censuramos, como é o caso do CETA ou do TTIP (remeto-vos para os posts da nossa especialista, a Ana Moreno) ora por via da legislação europeia que na maior parte dos casos, na sua parte laboral, não é mais do que o produto requerido à la carte pelos milhares de lobbistas pagos a peso de ouro pelas grandes multinacionais para pressionar os legisladores europeus em Bruxelas, ora pela criação e modificação de legislação nacional laboral ou pela revogação de direitos adquiridos pelos trabalhadores no passado, ora pela forma que considero ser a mais pródiga de controlo social que é o ordenado mínimo nacional.

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“Samir, o sudanês por Rafael Barbosa no JN

Rafael Barbosa, Editor Executivo do JN:

“Enquanto escrevo, as televisões dão em direto o debate parlamentar em que se discute se a TSU dos patrões deve ou não baixar, para compensar a subida do salário mínimo de 530 para 557 euros. Só os vejo, não os ouço. Os dedos em riste, as expressões faciais vincadas, os sorrisos irónicos ou cínicos, os aplausos entusiasmados aos chefes. O culminar de quatro semanas de troca de argumentos, de cambalhotas políticas e acrobacias retóricas. Os entendidos chamam a isto debate político. Olhando para as bancadas do Parlamento, assim, sem som, diria que é um teatro. Um teatro absurdo, se tivermos em conta que, na sua origem, está, afinal, se é ou não possível pagar mais um euro por dia a cerca de 650 mil trabalhadores. Gente pobre e explorada que vai continuar a ser pobre e explorada.

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Make torture great again!

Sinto absolutamente que funciona” – Donald Trump

A Fatwa sobre Polanski ou as saudades que eu tenho do «Nobody Expects the Spanish Inquisition!»

Ana Cristina Pereira Leonardo

No meio da avalanche de notícias que têm tido Trump como hors d’oeuvre, entrée, main course e dessert – deixando de lado o chumbo doméstico da TSU e as bebidas – passou relativamente despercebida a renúncia de Roman Polanski a presidir à cerimónia de entrega dos César, o correspondente francês dos óscares de Hollywood. O cineasta havia sido escolhido pelos organizadores da cerimónia, que terá lugar em final de Fevereiro, mas o vendaval de indignados – e sobretudo, ao que parece, de indignadas – com a escolha teve como consequência que o mesmo acabasse por recusar o convite.

Polanski tem hoje 83 anos e quando tinha 43, em 1977, foi acusado de violar uma jovem modelo de 13, Samantha Geimer, então Samantha Gailey, crime pelo qual esteve 43 dias detido, saindo sob caução, após o que fugiu dos EUA onde tem até hoje a Justiça à perna e a cabeça a prémio, mesmo se Samantha Geimer há muito desistiu do processo (acordaria uma indemnização de 225 mil dólares com o cineasta, que acabou por reconhecer que não existira sexo consentido, e publica em 2013 o livro de memórias, The Girl: A Life in the Shadow of Roman Polanski, no qual não se coíbe de criticar a exploração do seu caso pelos meios de comunicação, juízes e advogados; na altura do lançamento queixou-se ao LA Times: «Não deviam poder tornar o que me aconteceu ainda pior, só porque é mais interessante. Fazem com que nos sintamos mal e sejamos uma vítima, de modo a poderem usar-nos como bem lhes aprouver»). [Read more…]

O Ministério da Verdade informa

lm

É melhor que obtenham as vossas notícias diretamente do Presidente. Na realidade, pode ser a única maneira de terem a verdade nua e crua.

Por Lamar Smith, congressista republicano e presidente da Comissão da Câmara dos Representantes para a Ciência. Longa vida aos factos alternativos!

Good morning, God bless you and may Trump grab them by the pussy!

Donald “the fraud” Trump

dt

Se ele o diz, quem sou eu para duvidar?

Montagem via Uma Página Numa Rede Social

Os “factos alternativos” do semanário SOL

uma cuidadosa selecção da informação mais rigorosa que se produz neste país. A não perder.