Feliz Ano Novo

Ele está novinho em folha; não o deixemos estragar…

Governo Sombra Geringonçado

E sobre o “governo sombra” de hoje, guardemos um piedoso silêncio.Disse(ou ‘da-se).

A espera

a-espera

O directo começará a qualquer instante.

E a personalidade do ano de 2016 é…

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Do ódio a Mário Soares

José Luiz Sarmento Ferreira

Escreve Fernanda Câncio que se a alguém se deve a democracia portuguesa, é a Mário Soares. É uma opinião, naturalmente; e é, como todas as opiniões, uma opinião de que é possível discordar. Mas quem discordar desta opinião coloca-se na difícil situação de alvitrar um nome, ou vários, que constituam uma alternativa mais plausível. Poderão argumentar, e com razão, que o que temos em Portugal não é uma democracia perfeita. Mas que democracia o é? E, se é difícil encontrar um outro nome ao qual se possa atribuir igual responsabilidade pelo actual regime, não é difícil encontrar dúzias de nomes igualmente plausíveis que podem ser responsabilizados pelas suas imperfeições.

E contudo o ódio a Mário Soares está aí, ubíquo e tonitroante, e todos nos damos conta dele. Não sei se são muitos os que odeiam Mário Soares; sei que o odeiam com tal intensidade que parecem muitos, talvez mesmo a maioria dos portugueses.

Não será este o caso, certamente; a gratidão tem por hábito ser mais discreta que o ódio; mas talvez haja interesse em saber quem o odeia, e porquê.

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Com a faca e o queijo na mão

putin

Obama dá ordem de expulsão de elementos dos serviços secretos russos em território americano. Em resposta, Sergey Lavrov sugere troco na mesma moeda. É então que Putin entra em cena, coloca a proposta de Lavrov em stand-by, aguardando pela tomada de posse de Trump que acontece dentro de poucos dias, e aproveita a deixa para acusar o ainda presidente dos EUA de “diplomacia irresponsável”.

Vou adorar ver os fofos dos liberais anti-Obama, que não se cansaram de lançar foguetes envergonhados quando Trump venceu as eleições, e que passam a vida a recordar-nos dos perigos que Putin representa para o planeta Terra, quando Trump estiver devidamente domesticado pelo tirano russo. Mas isto sou eu que sou um exagerado.

Soares é fixe? A História fará o seu julgamento.

Rui Naldinho

soaresSoares foi um personagem controverso, por vezes até polémico. Isso é indesmentível. Mas, ao mesmo tempo, alguém incontornável na história da nossa democracia. Menorizar o seu contributo para a liberdade que hoje desfrutamos como povo, é no mínimo, não ter memória. E um povo sem memória não tem História.
É verdade que Soares foi o grito de liberdade que por vezes se confundiu com a vaidade. O tribuno republicano e maçon, que por vezes se comportou como um monarca. Um bonacheirão que por vezes tinha tiques de arrogância. Mas isso não pode diminuí-lo como o personagem mais importante na construção da nossa democracia.

O carácter de Soares era por vezes errático e as opiniões dividem-se a seu respeito. Há quem veja nele alguém que não olhou a meios para atingir os seus fins, mas também há quem veja nele o pai do regime político no qual ainda hoje vivemos.

Contrariamente aos seus mais fervorosos detractores, eu considero que o seu maior pecado foi o ter “mandado engavetar o socialismo”. Aí, de facto, ele borrou a pintura, e mostrou que tinha uma agenda diferente da que alardeava.

Mas, Mário Soares faz jus a frase de Ortega e Gasset, quando o filósofo espanhol afirmava: “O Homem é ele e a sua circunstância.”

Comecemos pelo princípio da nossa democracia e algumas das situações mais polémicas do percurso do velho antifascista

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