O défice, os parasitas e a propaganda


No final da passada semana, quase à mesma hora, Público e RTP trouxeram Conselho de Finanças Públicas à baila. No primeiro, ao bom velho estilo marxista que por lá impera, destacava-se a possibilidade, aventada por Teodora Cardoso, sobre os perigos de um défice acima dos 3%. Na estação pública, naturalmente controlada pela Geringonça, é referido um relatório do CFP, que aponta para um défice de 1,7% em 2017, caso o sistema bancário não entre novamente em colapso. 

Três dados a reter: 1) apesar de Teodora Cardoso, o CFP parece ter deixado de contribuir para o peditório do Diabo, 2) o problema continua a ser o mesmo – os bancos, os seus parasitas e as suas vidas acima das suas possibilidades, que continuam a pôr o país em xeque – e 3) o Público do senhor Dinis não se limita a purgar a sua redacção de perigosos esquerdalhos, tendo já adoptado o idioma oficial da propaganda de direita.

Comments

  1. Paulo Só says:

    Histórias para os nossos netos: Em 2015 os gregos votaram num referendo contra as medidas de austeridade, mas o governo ignorou o resultado do voto e aplicou-as, prolongando a agonia (palavra aliás de raiz grega) até hoje. Curiosamente o governo inglês parece querer obedecer ao referendo que determinou o Brexit. Será que nessa diferença de respeito pelo voto estaria uma das razões da agonia grega? Há assim coisas curiosas. Nos resultados dos testes de resistência de 130 bancos europeus divulgados em 2014 pelo BCE não constam os resultados dos grandes bancos franceses e alemães. Os testes de resistência são aqueles testes que deram ótimos resultados na Islândia em Agosto de 2008. Em Outubro do mesmo ano os três maiores bancos do país foram nacionalizados para evitar a falência. O exemplo foi depois seguido em Portugal pelo Presidente Cavaco e Silva, mas em causa estava apenas o BES. Os mercados dos liberais D.Teodora e Senhores Aníbal e Carlos têm sempre razão, sobretudo se a mão invisível for uma luva revestindo a mão do Estado, amparando os bancos chamados sistémicos, enquanto a outra mão, sem luva, entra no bolso do contribuinte para socializar conscienciosamente os prejuízos.

  2. JgMenos says:

    O entusiasmo dos geringonços pelo défice é algo de que PPC muito se orgulha.

  3. Paulo Só says:

    O melhor da semana é artigo do Daniel Proença de Carvalho no Diário de Notícías. A não perder as opiniões de um dos expoentes do regime.

  4. anti pafioso. says:

    A direitalha da caranguejola sempre a fazer o que sabe, sacar o que pode aos contribuintes .

  5. anti pafioso. says:

    Pafiosos vão ter de gramar a geringonça mais de 12 anos , podem esperar sentados .

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