Eles comem tudo e não deixam nada

Segundo o Expresso, “Fisco e Segurança Social levam 41,5% do salário médio dos portugueses“. A menos que, claro, tenha os recursos necessários para praticar a santíssima evasão fiscal, grito do Ipiranga da minoria multimilionária oprimida. Caso pertença a esta sofredora minoria, enclausurada neste país esquerdalho de confiscos mil, poderá ainda acumular a fuga aos impostos com financiamentos variados, custeados pelos palermas sem acesso ao liberalismo das Ilhas Caimão, bem como beneficiar de uma das muitas amnistias fiscais que os governantes do arco têm para lhe oferecer. Tudo isto à distância de um par de luvas, de uma simpática contribuição para a próxima campanha eleitoral ou de um lugar num conselho de administração perto de si. Não perca esta oportunidade e empreenda já!

Comments

  1. A. Cabral says:

    Fico muito satisfeito por no Expresso já poderem publicar livremente noticias que já deviam ter saído no mínimo à três anos, só por isso estou convencido que vale bem os esquerdalhos, dominarem o País, está aqui a prova que a PIDE continua a ditar a informação que os Portugueses podem ler.

  2. JgMenos says:

    Os que não comem tudo….
    O coitadinho paga impostos sobre o que ganha e come o sobrante.
    O não coitadinho paga impostos sobre o que ganha e como não come o sobrante, paga sobre o rendimento do sobranre innndeeefeeeniiidaaaaameeeeente.

  3. Paulo Só says:

    Eu pago mais de gás, luz e supermercado do que de impostos. Mas possivelmente sou um mau cidadão. Deveria ganhar mais e pagar os impostos na Holanda como o nosso benfeitor Soares da Costa, que comprou os peixinhos do aquário com o dinheiro que sonegou. Quanto ao Expresso está cada vez melhor: na semana passada a revista publicou um elogio da Marine Le Pen, a preferida dos nossos valentes imigrantes. Mais uma publicação que nos dispensamos de ler. O liberalismo é um sucesso: ver Brexit, Trump e agora a França. Esses gajos são ótimos para ganhar dinheiro, mas em política estão a correr para o cadafalso, e nós atrás.

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