A bem da economia


Os santos portugueses precisam sempre de milagres ocorridos pela entranja. Pelo que se vê, já somos auto-suficientes em azeite, tomate, frutas sortidas, vinho, legumes. Mas não em milagres. Esses, temos de importar.

Comments

  1. Paulo Só says:

    Nos alvores do cristianismo os Santos não eram obrigados a fazer milagres. Bastava-lhes ser mártires. Nos elencos de Santos portugueses regularmente publicadas pelos nossos bordas d’água, poucas vezes se faz referência a esses Santos que são, na minha modesta mas descompromissada opinião, muito mais merecedores do que a maioria dos que lhes sucederam, e como diz, importaram milagres. Veja o caso dos Santos Máxima, Veríssimo e Júlia. Em Lisboa foram supliciados e sacrificados, ainda jovens, por algum esbirro às ordens de um quelquer Imperador Diocleciano, e os seus restos repousam numa capela trancada a sete chaves na Igreja de Santos-o-velho onde dificilmente se lhes pode prestar culto. Isto apesar dos 50 dias de indulgência concedidos por algum Cardeal Patriarca a quem lhes rezar um Padre Nosso. Aqui fica o apelo ao nosso historiador e Cardeal, para que devolva o merecido brilho na lembrança dos alfacinhas aos Santos que são católicos, mas não são catódicos!

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