O Dr. Luis Montenegro vive num País de FANTASIA!


[Carlos Paz]

O maior PROBLEMA da nossa democracia é, sem qualquer dúvida, a completa falta de escrutínio sobre o PODER JUDICIAL, os seus erros, as suas omissões, a corrupção associada às suas decisões e, principalmente, o DESPOTISMO associado aos seus comportamentos.
Dito isto, o segundo maior problema é o CADA VEZ MAIOR AFASTAMENTO DAS PESSOAS em relação à política, às suas opções e, principalmente, aos seus atores.

Por outras palavras, os eleitores sentem-se afastados dos eleitos. E este afastamento é, infelizmente, real.

As pessoas sentem que o seu voto NÃO serve para escolher os seus representantes mas sim para validar as escolhas feitas DENTRO das máquinas partidárias – que são profundamente OBSCURAS no seu funcionamento, nas suas escolhas, nas suas decisões e no seu financiamento.

E, numa sociedade em que é CRUCIAL que se encontrem maneiras de aproximar os eleitos dos eleitores, que nos veio propor o Dr. Luis Montenegro?
– Que uma parte significativa dos deputados sejam “entregues” como “bónus” à máquina partidária que vencer as eleições.

Explicitando: num momento em que temos a noção, clara, de que não temos grande influência na escolha dos representantes, a liderança de um dos maiores partidos Portugueses vem propor que se entregue uma parte do parlamento ao livre arbítrio de uma máquina partidária.

Isto demonstra que o Dr. Luis Montenegro não vive no mesmo País que todos nós. Vive uma ilusão criada pela sua fantasia!

Relembro que o Dr. Luis Montenegro é o autor da infamemente célebre frase: “as pessoas vivem pior mas o País está melhor”, proferida no auge do processo de empobrecimento a que fomos, enquanto sociedade, forçados por teses e modelos académicos que se demonstraram completamente errados.
Já nessa altura o Dr. Luis Montenegro não vivia no mesmo País que todos nós: vivia num País de fantasia modelado em folhas de cálculo (cientificamente erradas e, em alguns casos, propositadamente erradas, como foi demonstrado).

Termino, realçando que uma das duas pessoas, a par com o Dr. Marco António Costa, que realmente manda no PSD, o Dr. Miguel Relvas, anuncia o Dr. Luis Montenegro como o FUTURO do PSD (quiçá mesmo o futuro do País).
Aparentemente a FANTASIA do Dr. Luis Montenegro alastrou, qual doença infeto contagiosa, no interior do PSD! E isso é muito mau para o País. A pior coisa que nos pode acontecer, enquanto democracia, é a INEXISTÊNCIA de qualquer oposição.

Comments

  1. Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

    O Dr. Luís Montenegro é claramente um apoiante da União Nacional, órgão que procedia exactamente dessa forma paea meter no Parlamento os seus deputados, abrindo “democraticamente” as escolhas a certas figuras como Sá Carneiro.
    Bem ao contrário de Carlos Paz, eu estou convicto que o Dr. Luís Montenegro quer viver num país real de má memória que já existiu. Tolerar aspirantes a um neo-fascismo, é um perigo que esta democracia está a correr. De resto, os procedimentos que toleraram Mário Soares e Ramalho Eanes e que explicam a subida ao poder de personagens «sinistros como são Cavaco, Montenegro, Passos, Portas e Cristas.
    Infelizmente não se interiorizam as “lessons learned” e depois temos que aturá-los nos seus desmandos neo-fascistas.

    • Natália Lourenço says:

      finalmente alguém analisa a presença de Francisco Sá Carneiro na União Nacional como eu, pois ele apenas deu corpo a uma “primavera” que se queria fazer acreditar que existia…

      • Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

        Cara Natália Lourenço.
        Não jogo, por formação, com a hipocrisia da grande maioria dos nossos políticos.
        Não tenho dúvidas sobre o personagem e considero apenas que Sá Carneiro era o democrata que o fascismo permitia.
        E por aqui me fico no conceito.
        Sá Carneiro é um D. Sebastião do século XX para a nossa direita ( e não só) e como tal será cultivado com efígies, bustos, nomes de Praças e de aeroportos tal como qualquer personagem política que morreu, diria, antes de tempo.
        A extrapolação que é feita para o “salvador da pátria” é, em qualquer dos casos um perfeito abuso e só possível por manifesta orfandade da direita.
        Com toda a honestidade, tenho muitas dúvidas onde nos conduziria a sua política,a julgar pelo que fez um grande admirador seu de nome Mário Soares. E por aqui me fico

  2. esteve,ayres says:

    Para os dias que correm, e sabendo que existe uma hipocrisia enorme por parte de muitos políticos/carreiristas e seus correligionários (que é o caso do citado), por estranho que pareça da maioria dos académicos, já não vou falar dos jornalistas, (“comunicação social2), porque esses estão a tentar ficar para a história, e a defender o seu posto de trabalho (na minha opinião não deveriam ser jornalistas).
    Bem como ia dizendo; é de uma grande coragem fazer este artigo, porque sei que estão pessoas presas e algumas foram multadas, por dizer menos que isto… Esta de Parabéns…
    Por fim: Não existe, liberdade de expressão em Portugal, o que existe, isso sim, é uma grande hipocrisia. Porquê? Porque, se for além do que escreveu, e multado e vai preso, como foi o caso da investigadora e bolsista Maria de Lurdes Rodrigues, que se encontra presa na cadeia de tires/cascais, que teve a coragem de dizer uma tantas verdades sobre a “justiça” e do ministro e políticos diplomados…. E fico por aqui…

  3. Rui Naldinho says:

    Este país caracteriza-se por ter políticos chicos espertos e não estadistas. Luis Montenegro e Relvas são dois bons exemplos.
    É fácil uma pessoa de direita vir com estes dislates, como se nós fossemos todos otários, e não soubéssemos à partida o que eles pretendem. Usar todas as formas políticas para se perpetuarem no Poder, aproveitando a fragmentação natural da esquerda em vários grupos de interesse. Não é necessário ser muito inteligente para percebermos que o “capital” só tem um Deus, o “dinheiro”, representado nas suas mais variadas formas de afirmação terrena, pelo ideário proposto pelo PSD e CDS. Há uma direita dos costumes e dos credos, que defende um princípio básico:
    ” uns mandam e isso outros obedecem”, uma espécie de despotismo esclarecido.
    A plebe, pelo contrário, tem vários Deuses dentro do seu agnosticismo e ateísmo de esquerda. O Deus do antieuropeismo representado pelo BE, o Deus do anti capitalismo e da ditadura do proletariado que faz do PCP o seu representante na Terra. E aquele Deus híbrido do PS que umas vezes é feito de carne (anti Tratado Orçamental) e outras de papel rugoso em notas de 500€, (federalismo), quando os socialistas resolvem vender a alma ao diabo, e defender às cegas tudo o que vem da UE.
    Imaginemos este bónus de 50 marmanjos/as numa França à beira de ter uma Presidente da República da extrema direita, com eleições legislativas a seguir.
    Em França, reivindicando-se de esquerda temos Jean Luc Melenchon, Benoit Hamon, Emanuel Macron, todos vindos do PSF, e à direita Fillon e Le Pen. Só que Fillon está condenado pelo escândalo a que está associado, e só não desistiu da corrida porque chegámos ao ponto de nesta França atual, ruijá valer tudo.

  4. JgMenos says:

    Muita confusão mas um denominador comum: o desrespeito pela palavra, o que significa que aos valores que naturalmente exprimiem.se adiciona a elasticidade que mais convenha.
    Começando pelo autor, a «infamemente célebre frase: “as pessoas vivem pior mas o País está melhor”» é a recusa de uma possibilidade evidente, que pode ser transmitida por exemplo tão corriqueiro como o sofredor convalescente de cirurgia que o liberta de um mal que não o incomodava.
    O ter por aberrante a regra de favorecimento de maiorias traduz que menos do que garantir que um programa anunciado se cumpra, se prefere que seja cozinhada uma qualquer salada que ninguém conheceu e por consequência ninguém votou.
    Cada corporação adopta para as palavras os valores que convêm aos seus interesses:
    – Os da ditadura do proletariado dizem-se democratas.
    – Define-se a Direita como onde ‘uns mandam e outros obedecem’ quando não há regime em que sempre tal não resulte .
    – Os juízes percorrem todos os patamares do judiciário a ignorar a justiça e a acomodarem-se aos palavrosos formalismos dos códigos.
    – E entre todos avultam os treteiros, para quem as palavras só servem para incensar apaniguados e depreciar adversários.

    • Rui Naldinho says:

      Aberração é a sua afirmação tão categórica:
      “O ter por aberrante a regra de favorecimento de maiorias traduz que menos do que garantir que um programa anunciado se cumpra, se prefere que seja cozinhada uma qualquer salada que ninguém conheceu e por consequência ninguém votou.”

      Qual foi o programa que o PSD/CDS apresentou aos Portugueses nas eleições de 2015?
      Nenhum!
      Mostre-nos, pois ninguém o viu. Ou se calhar só o mostraram a si, concerteza!
      O programa do PSD para as eleições de 2015 nunca existiu. Nem podia existir sob pena de serem de facto derrotados, com maior expressão.
      A PAF limitou-se a gerir cirurgicamente o efeito Sócrates, como se fosse esse o seu verdadeiro programa. Falar do “Lobo Mau” numa versão “larápio socialista”. E o PS refém desse passado obscuro, o que até surtiu efeito.
      Só que não contaram com a transferência de votos para o BE, e a enorme dispersão de votos à esquerda.
      Pode dormir descansado pois os seus amigos não vão sentar o cú no Poder nos próximos tempos.
      Entretanto aproveite para rever o Programa do PSD para as eleições de 2015, quem sabe não será igual ao próximo.

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      • JgMenos says:

        A diferença que conta entre o proposto pelo PSD e a prática do PS no governo é a linguagem e aceleração da comedoria ao funcionalismo e pensionistas; no resto da despesa seguramente o PSD não chegaria a tanto corte.
        E o Diabo era se o PS cumprisse o seu programa de governo, o que não fez. Mas porque é especialista em linguagem para lerdos, não fez rectificações dos orçamento, limitou-se a não o executar.
        Mas o espírito de Abril está aí e reforçado – ‘ainda que me desgracem, dêem-me boas palavras’.
        E lamentavelmente , o lamento dos coitadinhos é tido como boas palavras, ainda que não se faça nada de jeito para os tirar dessa condição,

        • Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

          Valem mais, para si, os “bons actos” e a submissão absoluta a um modelo externo e caduco, que a governação do PSD/CDS nos ofereceu durante quatro anos, claramente comandada, na sombra, por essa figura política tenebrosa que dá pelo nome de Cavaco.
          Na Idade Média, os crentes usavam cilícios para se ferirem e nas procissões flagelavam-se, ao ponto do rei se ver obrigado a pedir assistência médica para acompanhamento dos “crentes”.
          Infelizmente há muita gente que ainda não evoluiu e continuam a pensar como se pensava na Idade Média.

          • JgMenos says:

            Essa da submissão ilustra o que eu venho dizendo: as palavras são toda a diferença para alguns, ainda que a receita seja a mesma. E tem a utilidade de não requerer assistência médica….

  5. jpfigueiredo says:

    Um menos que cada vez mais faz jus ao nome. Já se esqueceu de como o maior aldrabão português de que há memória ganhou as eleições de 2011? Alguém votou naquilo que aplicou e que prometeu que nunca faria? Montenegro é um mordomo ressabiado e a sua proposta é simplesmente a proposta de um mordomo ressabiado.

    • JgMenos says:

      O inocente!
      Como se poderia combater o CHEQUE-BÉBÉ? …esse tesouro negado aos portugueses do futuro!

  6. Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

    Caro Jgmenos.
    Ou não percebeu ou não quer perceber.
    Eu não falo em palavras, Falo em actos que levaram este País a níveis vida verdadeiramente terceiro-mundistas nos quatro anos em que andamos a pagar mordomias a privados, a banqueiros e ao BCE.
    Palavras, foram as usadas pelo Sr. Montenegro – e que rica oportunidade que perdeu de estar calado – ao dizer que “as pessoas estão piores, mas o País está melhor”.
    Esta frase é de um cinismo atroz, tão atroz quanto os actos que lhes deram origem e que ele e os seus acólitos praticaram.

    • Atento/sempre says:

      Se for preciso assino já por baixo:
      E como já muitos disseram, e escreveram. Menos a comunicação social! “O ex-governo de traição-nacional do Coelho/Portas, e com o total apoio do Cavaco”. Considerado por muitos, democratas e patriotas, o pior presidente de todos os tempos… Por fim; desde que a comunicação social, não venha a fazer propaganda como o fez com o Salazar…. E mais não digo, porque posso ser multado ou preso…

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