A pós-verdade e o admirável mundo fake

Serviço público de elevada qualidade. O meu sentido agradecimento às pessoas que fizeram este documentário, que merece ser aplaudido e divulgado. A RTP devia ser isto mais vezes.

Comments

  1. Fernando Manuel Rodrigues says:

    Tenho uma reserva (grande) relativamente ao documentário – o facto de associar a Internet ao Facebook. Felizmente, a Internet é muito mais do que o Facebook, e muita gente usa a Internet mal passando ou não passando de todo pelo FB.

    Admito que o FB tenha actualmente muita influência (demasiada, se calahar) mas isso resulta, em minha opinião, do eco amplificador que os média lhe dão. Não corresponde, de todo, à maioria da população – o facto de haver uma minoria barulhenta não altera o facto de ser uma minoria – apenas o facto de fazer muito barulho pode fazer passar a ideia de que são mais do que realmente são – e essa é, talvez, a maior “pós-verdade” da actualidade.

    A forma como as crianças se referiram à “Internet” (de forma abrangente e sem especificar) é sintomático. É necessário, de facto, educar as pessoas (as crianças em particular) para a necessidade de “filtar” a informação com que são bombardeadas diariamente. Mas isso é difícil porque implica a existência de cultura e conhecimentos que, se calhar, a maioria não possui.

  2. Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

    Excelente!!!
    Mas a Senhora vendedora de peixe … na sua simplicidade, sem termos técnicos, ao abordar o tema da informação, tocou numa importantíssima ferida desta dita “democracia”.
    Será que o Sr. Presidente, enquanto garante pelo funcionamento das Instituições ditas democráticas, terá escutado as suas sábias palavras e não se quer dar ao trabalho de … tirar uma selfie com a Senhora? E quem sabe, responder-lhe … sem pós-verdades?

  3. antero seguro says:

    Muito bom. Obrigado pela sua perspicácia João Mendes.

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