diz Chomsky. Em Portugal, começaram a acreditar. Quando? Em Janeiro de 2012.

Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.
diz Chomsky. Em Portugal, começaram a acreditar. Quando? Em Janeiro de 2012.


Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
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Mais uma das gloriosas Rymas Elegyacas em Omenagem ao Achordo Ortographico:
Se é certo que as pessoas
já não acreditam nos fatos,
O melhor é os alfaiactes
Passarem a fazer sapatos.
A notícia está em português do Brasil que o El País adoptou. Tudo normal, sendo assim.
Obrigado pelo seu comentário. O meu texto não é uma crítica directa a esta adopção de ‘fato’. Por isso, não há rodinha à volta do ‘fato’ do Chomsky. Todavia, é uma crítica indirecta: o texto do El País chega a um público portuguès e a um público estrangeiro que adopta português europeu como língua estrangeira. Aos dois públicos foi vendida a ideia de o AO90 contribuir para a “unidade essencial da língua”. Ei-la, não só aqui, mas também no sítio do costume (às 20h00 de Portugal continental, sai notícia acerca da alfaiataria oficial do Estado).
Quais fatos? Os de homem ou os fatos de saia e casaco? A que propósito o grande Chomsky se põe a falar de roupinha???
Segundo me disseram, mas não pude confirmar, Chomsky terá sido aprendiz de alfaiate em Filadélfia, no tempo em que o nome ainda se escrevia com Ph.
Foi assim que a teoria da gramática generativa se tornou num fato. E a prova é que muitos a foram obrigados a usar, quando esteve na moda aqui há uns trinta anos.
Só que “facto”, em Portugal, mesmo com “acordo ortográfico”, continua a escreve-se com c… Há é os mais papistas que o papa, que o querem vestir à brasileira!
Vestir um facto? E ele deixa? Os factos não são nus e crus?
Eu, cá por mim – mesmo não sendo um apreciador de fatos – sei que, para certos eventos, é de facto de bom tom adornar-se com um fato.
Aliás, nesta coisa do coiso – o dito “Acordo Ortográfico” – quanto aos seus pressupostos e intenções – convictamente atirado à cara dos portugueses pelos seus fazedores, até, por acaso, julgo que, de facto, tudo gira em torno do facto/fato e terá sido, mesmo, uma encomenda da justiça portuguesa ao senhor Malaca, que, para além de nos querer pôr a falar o português de Malaca – a desculpa ou pretexto – quis adequar o conceito de facto ao que de uma forma geral se passa nos tribunais, mais como fatos. Não é por acaso que se diz da verdade nos tribunais, que ela será a que ali for encontrada (o fato – como vestimenta e adorno), em detrimento, demasiadas vezes, da verdade dos factos (a realidade, nua e crua, não preparada) e, obviamente das vítimas.
Talvez, daí a pressa – mediante uma simples resolução em conselho de ministros – de pôr a coisa “AO” a funcionar e a vigorar nos organismos oficiais. Prontamente acatada, obviamente, pelos interessados em, espalhando a “malacata”, porquanto, doença da língua – veja-se o seus efeitos no Diário da República – estabelecer a confusão e a partir daí, para que conste nos anais da Nação, não mais haverá qualquer dúvida que o arranjo em tribunal será, sem sombra de dúvida, a única verdade – o facto, o real, desaparece e o fato, a vestimenta, aparece.
Acreditem em mim. Só pode ter sido assim, porque apesar de ilegal, o coiso (o dito “AO”) continua a vigorar e a justiça não se pronúncia sobre o assunto.
Sim? … estão a dizer-me dali que os magistrados estão demasiado ocupados com os seus problemas e com os assuntos da bola. Pois! … estou a ver!
Concordo inteiramente, Caro BENTO CAEIRO!
Os meus parabéns pelo seu comentário! Abraço anti-AO90
Vá lá mais uma Ryma…
Diz o Chomsky que as pessoas,
Já não acreditam nos fatos,
Porque as redes sociais
Andam cheias de boactos.
Não só as redes sociais, ZE LOPES; a verdade dos factos está a perder perante o virtual, porquanto também sob a forma de boato; que, demasiadas vezes, é tomado como facto e como verdade. Daí também o descrédito da justiça, ao não acatar as denúncias ou tomando como facto o que apenas é boato ou arranjo premeditado. Desprezando, intencionalmente, o que de facto é, mesmo, facto – a verdade dos factos.
É verdade! O fato é que os nossos magistrados cada vez mais desprezam os fatos! Deve ser porque ficam ocultos por debaixo das togas.
Afinal o título está correto! Os fatos costumavam ser sérios mas, ultimamente, há fatos muito mentirosos. Quando oiço um fato a falar fico sempre de pé atrás! Sabe-se lá se, de fato, o fato está a dizer a verdade!
Os “acordistas” têm com cada falácia argumentativa!
É verdade! Foi mesmo, recentemente, tipificada como doença. É a chamada “falacite acordeónica”.
Mas há cura! Se encarar o fato de modo sempre correto verificará, estupefato,já não estar tão circunspeto.
Nem nos vestidos!
…E, finalmente, após do anterior termos falado, não querendo ter a última palavra,apenas querendo terminar o relato:
o juiz, após ouvir as testemunhas/
Na sua divinal convicção/
Profere a sua decisão/
Dá os fatos como provados/
Ordena ao escrivão: Ata/
E manda o alfaiate Zé para a prisão.