A pasokização do PSD

Aquilo que se passa hoje no PSD é o resultado de mais de quatro anos de governação trágica, ao longo dos quais foi colocada em prática, sob sua liderança, uma política de destruição de Portugal, das suas estruturas económicas, do seu tecido social, da sua cultura, das suas instituições, dos seus órgãos de soberania e, finalmente, da sua força anímica.

Não sendo a memória uma qualidade pela qual os portugueses se distingam nem a conduta política se avalie, uma vez que o populismo, tão facilmente apontado aos outros, se tornou no principal argumento ideológico e no catalisador da amnésia colectiva que domina a democracia portuguesa, não há-de esquecer-se o glorioso desígnio que moveu o PDS nos seus anos de governação e fez Portugal recuar décadas no índice de desenvolvimento humano.

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As crianças

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Sónia Valente Rodrigues

Enquanto professora, sempre me incomodou nos alunos entre os 6 e os 18 anos a tendência para se divertirem atacando outros (ver alguém sofrer causa divertimento). Enquanto diretora de turma, intervim muitas vezes junto de alunos que, com o ar mais sereno e com a atitude mais bem educada do mundo, me diziam: Mas era uma brincadeira! Nós só estávamos a brincar.
Continuo a ouvir essa justificação ou explicação: fizemos isto ou aquilo ao nosso colega mas era só a brincar (enquanto o colega chora ou sofre sozinho).
Não entendo. Nunca entendi. Qual é a explicação para este comportamento? Como se altera este comportamento?
Vem isto a propósito de um relato de experiência de um menino. Esse menino perdeu o pai aos 9 anos. Aos 11 anos, nos intervalos das aulas, ouvia dos colegas algo como isto:

– Olha, X! Olha ali o teu pai (apontando o dedo para o portão).
Ele olhava.
E os colegas riam-se à gargalhada:
– Ah, pois… Não é, tu não tens pai.

E a seguir: nós estávamos a brincar; não era a sério; estávamos todos na brincadeira.
Esta “brincadeira” foi repetida durante semanas e meses…
ilustração Arthur John Elsley

Discurso do catedrático a haver

 

(em quadrinhas de mal dizer, para cantar à esquina)

I
Com todo este saber
(Isto é axiomático)
Quando for grande vou ser
Um professor catedrático.

Não sou de grande ciência
Mas sou muito carismático
Vou ser, tenham paciência,
Um professor catedrático

Graças a vistosa finta
Com um drible burocrático
Vou ser, e com grande pinta,
Um professor catedrático.

Não tenho modos de mestre
Sou mais para o autocrático
Mas vou, ao jeito rupestre,
Ser professor catedrático.

A gestão da Tecnoforma
De um modo automático
Só por si, já me transforma
Em professor catedrático. [Read more…]