A serpente que estrebucha

Nunca gostei de Rui Rio e daquele arzinho bafiento que dele emana, pelo que estou à vontade para, aparentemente, o defender neste momento que o PSD está a viver.

Afastado há algum tempo da politiquice que habitualmente marca o dia-a-dia político-nacional, chegam-me ecos da lama onde se movem os laranjinhas. Por exemplo, ao ouvir na Antena 1 o programa Antena Aberta do passado dia 14, a certa altura pensei estar a escutar algum quadro do PSD, tal era o discurso praticado, populista e claramente tendencial a desfavor de Rio.  Afinal, era Miguel Pinheiro, Director do Observador, quem estava a falar. Acabou por me fazer sentido. Sempre soube que o Observador é um órgão de propaganda do PSD, mas agora percebo que não o é para todo o partido, mas sim para uma facção deste, aquela que chegou ao poder graças a Passos Coelho, a qual não têm relevância política para além da resultante dessas nomeações e que, com Rio, se arrisca, com elevada probabilidade, a ficar fora das próximas listas de deputados. [Read more…]

Marés Vivas: nova derrota judicial de Eduardo Vítor Rodrigues

Foto: Público

O Ministério Público acaba de arquivar as queixas-crime apresentadas por Eduardo Vítor Rodrigues, o cacique de Gaia, contra os ambientalistas que se opuseram à realização do Festival Marés Vivas junto à Reserva Natural do Estuário do Douro.

Prosseguindo a saga judicial que o traz entretido praticamente desde que tomou posse – sendo fácil perceber o motivo pelo qual Gaia é hoje uma cidade parada no tempo -, o presidente da Câmara, agora promovido também a presidente da Área Metropolitana do Porto, apresentou contra dois activistas queixas-crime por difamação e calúnias, na sequência da sua oposição à realização do Festival Marés Vivas junto à Reserva do Estuário do Douro, em Vila Nova de Gaia.

Um dos cidadãos acusados por Vítor Rodrigues – e agora ilibado pelo Ministério Público – proferiu, na altura, as seguintes afirmações, constantes do Despacho de arquivamento da Procuradoria da República da Comarca do Porto, ao qual foi possível ter acesso:

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Juntar o insulto à injúria

[Santana Castilho*]

António Costa virou a página da perda de rendimentos de um universo significativo de portugueses. Com isso e uma conjuntura europeia mais favorável, gerou um clima de optimismo, de que vai vivendo. O que fez contrasta, inequivocamente, com o ambiente de esmagamento do Estado social e empobrecimento da generalidade dos trabalhadores e reformados, promovido por Passos Coelho. Mas não acabou com a austeridade. Fino, apenas a redistribuiu de modo menos bruto e evidente. Que o digam os diferentes serviços públicos, com o SNS à cabeça, garroteados pelas cativações de Centeno.

Pese embora o crescimento verificado, a verdade é que a acção do Estado, como dinamizador económico, está fortemente condicionada pelo custo da enorme dívida pública. Assim, não se vê uma significativa correcção dos desequilíbrios persistentes na economia portuguesa. A industrialização é pouco expressiva, particularmente quando comparada com a terciarização, onde o turismo marca destaque. A precariedade laboral e os salários baixos persistem e é o poder financeiro que continua a captar o maior quinhão da riqueza produzida. A reestruturação da dívida da banca, politicamente acarinhada e protegida por Costa e Centeno, custou e continua a custar milhares de milhões retirados à coesão de todo um território, ciclicamente fragilizado e desprezado.

É neste contexto que devemos analisar o contencioso entre os professores e o Governo.

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Páscoa subtil

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O Lidl Portugal deseja-lhe, subtilmente, uma Páscoa muito feliz.
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