Diplomacia, demagogia e hipocrisia: o caso Skripal e o oportunismo político

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Indústria petrolífera à prova de sanções diplomáticas. Fotografia via CBS

Percebe-se o desespero de Fernando Negrão e a necessidade de se pôr em bicos de pés para tentar marcar a agenda mediática com declarações como as que proferiu ontem, que de resto mais não foram do que uma espécie de retweet parlamentar das declarações proferidas no dia anterior por Paulo Rangel na SIC Notícias. Ou não estivéssemos perante um líder parlamentar desorientado, cuja primeira linha de oposição que enfrenta está no interior do próprio grupo parlamentar que tenta, sem grande sucesso, dirigir. Um líder parlamentar fragilizado, em sintonia com uma direcção partidária enredada em casos que se sucedem, sob fogo cerrado da imprensa afecta ao passismo. É natural que recorra ao facilitismo deste tipo de subterfúgio. [Read more…]

Posição soberana

Serão vários os motivos pelos quais o governo português decidiu, e muito bem, não acompanhar a expulsão colectiva de diplomatas russos, levada a cabo por vários países, num movimento concertado sob a liderança do Reino Unido, país que se encontra de saída da União Europeia.

A decisão anunciada por Augusto Santos Silva – o melhor e mais sólido ministro deste governo – foi certamente tomada com o conhecimento e o acordo do Presidente da República, e espelha os princípios de uma política diplomática responsável e equilibrada, que foi sempre apanágio das relações externas portuguesas e que faz de Portugal uma das maiores potências diplomáticas do mundo.

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Estes também podem entrar nos restaurantes

Mas só pela cozinha.

O Brasil real é brutal

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[Gil Sotero]

O mito do Brasil cordial, sem violência foi criado e perpetuado ainda no século 19 e os quadros pintados, bem longe daqui, foram financiado por uma elite que queria passar uma imagem nova da identidade brasileira. Como este quadro do Victor Meirelles de 1860 que “retrata” a primeira missa no país como um momento mágico com indígenas dóceis sendo meros espectadores da luz do homem branco colonizador. O próprio pintor era um dos artistas preferidos de D. Pedro II.
Nesta edição do Café Filosófico o historiador Jorge Coli disserta sobre esses mitos criados no Brasil, até hoje, mesmo no cinema brasileiro, contribuem para uma percepção muito limitada do que é o Brasil de verdade: um país violento, dominado por boçais racistas, sinhás, fanáticos e lacaios que mantém as estruturas que lhes convém.
O BRASIL REAL É BRUTAL.

 

“Cenário de guerra” no hospital de Gaia

A 20 de Outubro de 2016, o Jornal de Notícias garantia que as obras do Hospital de Gaia iriam finalmente avançar. Na mesma notícia ficava a saber-se, pela voz do presidente da Câmara, que essas obras não apenas iriam avançar, como já estariam em curso “em meados do próximo ano”, ou seja, Junho do ano passado. Vítor Rodrigues garantia um co-financiamento municipal de 3 milhões de euros para uma obra que, três anos antes, tinha prometido, no seu programa eleitoral, como a reivindicação de “um novo Hospital público para Gaia”.

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