Banqueiros filhos da puta

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A organização terrorista Goldman Sachs, que entre outros fundamentalistas emprega o mordomo-lobista Durão Barroso, elaborou um estudo onde conclui que “as curas de doenças podem ser más para negócios no longo prazo”. O documento, sugestivamente intitulado “Curar os pacientes é um modelo de negócios sustentável?“, é todo um hino à lógica predatória que assiste ao capitalismo selvagem, onde o lucro se sobrepõe à dignidade do ser humano, pedra basilar do doentio liberal-fascismo.

Eis o mais perigoso inimigo de uma humanidade livre e emancipada. Não mata como Assad, Putin, Salman ou qualquer presidente norte-americano, mas tem um projecto esclavagista a longo prazo, infinitamente mais perigoso e melhor elaborado que qualquer estratagema saído da cabeça de um político corrupto ou tirano sanguinário. Até porque são estes tipos que compram políticos corruptos e tiranos sanguinários, não o contrário. Não, Pedro Pinheiro Augusto, não podemos confiar nestes banqueiros filhos da puta.

Comments

  1. JgMenos says:

    Governos filhos da puta!
    É mais que evidente que se as empresas do medicamento desenvolvessem medicação que curasse, no acto de curar perdiam o mercado.
    Daí que esteja de há muito estabelecido que que é na medicação paleativa, de vacinação ou de enfermidades recorrentes que focam o seu negócio.
    Cabe ao regulador e principal cliente dar o passo subsequente em vez de se concentrar em criar mamas para as clientelas.

    • Rui Naldinho says:

      “É mais que evidente que se as empresas do medicamento desenvolvessem medicação que curasse, no acto de curar perdiam o mercado.”
      Dizes tu, “sabia cabecinha”!

      É mais que evidente, que se a tua cabeça começasse a pensar no acto de escrever, passavas a dizer menos disparates.

      Ora, pelo que se percebe, quando vais ao médico e este te receita uma medicação, tu fá-lo para empalear, uma vez que não te passa pela cabeça ficares curado, já que estás disponível para lá voltares ad eternum.
      Não imaginas tu, que pode haver mais alguém, hoje, amanhã, depois de amanhã e nos dias que se seguem, que poderão sofrer da mesma doença, e daí o medicamente continuar a ser vendido e desenvolvido.

      Estive para meter umas férias sabáticas, para não andar sempre a repetir-me, aqui no Aventar. Mas já percebi que faço aqui falta, qual Dum Dum, enxota moscas.

    • ZE LOPES says:

      “Cabe ao regulador e principal cliente dar o passo subsequente em vez de se concentrar em criar mamas para as clientelas”.

      Não me diga que o Regulador, agora, é cirurgião plástico! Ao que isto chegou!

      • Bento Caeiro says:

        ZE LOPES, por mais que nos custe – não para dizer que tudo tem a ver com o Sol e assunto arrumado – na verdade, grande parte do que se faz ou pretende fazer em sociedade, tem a ver com a questão das mamas. Porque mais não é que a motivação subjacente à sociedade – que lida mal com a alegada fealdade, a dor e o sofrimento e daí os negócios e políticas em torno do mesmo: nasce-se feia, tem-se dinheiro, corrige-se; envelhece-se – é feio, mostra-nos o nosso futuro – esconde-se em asilos ou, sendo possível, dá-se um jeito à lei pretendida da eutanásia, e arruma-se o assunto para sempre.
        Nesta história dos medicamentos, como é óbvio, os interessados no negócio tenderão a prolongar os seus serviços, não lhe interessando a cura ou recuperação rápida dos seus clientes.
        Já agora uma palavrinha ao Menos – o qual dizendo muitas verdades, arranjou tantos anticorpos que basta-lhe falar para ser condenado – e dizer-lhe que o que ele diz no que respeita à atitude desenvolvida pelas farmacêuticas é a realidade: é tal e qual o mecânico do carro que deixa sempre algo mal porque está interessado que o cliente volte. Contudo, dizer a verdade incomoda e há muita gente que vive em utopia. Ora ao dizer-mos a verdade, mais preparados ficamos para enfrentar as situações, porque também não creio que o Menos tenha como boa esta situação.
        Até porque sabemos que os negócios, nascendo para colmatar as deficiências; e, porque sabem que vivem delas, visarão desenvolver ou criar mais ineficiências – também lhes podem chamar necessidades: que é fundamentalmente o mecanismo subjacente à sociedade de consumo.

        • ZE LOPES says:

          Estou farto de desonestidades intelecto-liberais. Não se pode andar a pregar liberalices como a da eficiência da iniciativa privada e dos mercados, e a ineficiência do Estado, e as “mãos invisíveis” infalíveis, para depois se clamar por um pretenso “Regulador” que venha pôr ordem quando tudo não funciona.

          O Menos nunca aqui disse nenhuma, mas mesmo nenhuma, “verdade”. É, aliás, um produto puro do regime Salazaresco, esse protector do enriquecimento à tripa forra dos “liberais” mamões. É um treteiro defensor dos piores coirões.


    • Regulador??? Minha alma está pasma!!! Então, e o mercado livre e auto-regulado???

  2. Fernando says:

    A ganância é tal que os cega!
    Então os “banqueiros” são imunes ao cancro?
    O lucro é mais importante?

    O próprio sistema económico actual parece ele próprio um cancro, e em fase terminal…


  3. …Não, Fernando, eles não são imunes ao cancro, eles se calhar têm acesso privilegiado ( só para alguns ) á cura !!
    Admire-se !!!

  4. Miguel Bessa says:

    Ainda estou a espera da 1a descoberta para uma doença feita por um comite central ou por um gabinete de um ministro.

    • Fernando says:

      É este o tipo de argumentos que os pafiosos estão reduzidos…

      Agradeça à Goldman Sachs pela criação da Internet e sistema de telecomunicações que está a utilizar para regurgitar lixo pafioso!

      Mas não pode agradecer à Goldman Sachs, porque foram financiados pelos contribuintes.

      • Miguel Bessa says:

        Argumentos que expõem o ridículo das alternativas de quem critica!

        Porque um banco de investimento concluiu num estudo que curar doenças não é bom modelo de negócio no longo prazo conclui se que “o lucro se sobrepõe à dignidade do ser humano,”.
        Ora qual é o modelo alternativo? Procurar a cura para doenças por decreto? Um modelo em que não há incentivo para descobrir nada? Mostre me PF as curas descobertas por esse modelo e concordarei consigo, é uma questão simples. Claro que como não tem exemplos para mostrar tem de divagar.

        • Fernando says:

          Mais uma vez, deixe de ser demagogo!

          Muita da investigação é feita com dinheiro dos contribuintes!
          E sabe qual é a motivação!?
          Não é o lucro, é a melhoria da condição humana!
          Claro que um pafioso não consegue entender isto…

          E já agora, porque não deixa de utilizar a Internet já que odeia tanto a iniciativa pública, o Miguel sabe que não foram os privados que a inventaram?
          O Miguel sabe que os satélites que permitem as comunicações modernas não foram colocados em órbita pelos privados?

          • Miguel Bessa says:

            Onde leu quando odeio iniciativa pública? Essa de colocar os nossos preconceitos nos outros ainda funciona? A internet ou os satélites são cura para alguma doença? A questão não é a saúde pública?

            Muita da investigação é feita com fundos públicos. Certo. Diferente de ser feita APENAS com fundos públicos. É assim tão difícil?

            Olhe… Um abraço. E espero que seja coerente e nãontome medicamentos originados em investigações científicas de acordo com o modelo que critica.

          • Fernando says:

            Preconceituoso é o Miguel, e o seu primeiro comentário revela bem isso!

            “Ainda estou a espera da 1a descoberta para uma doença feita por um comite central ou por um gabinete de um ministro.”

            Porque ao escrever isto diz que não houve qualquer contributo para o avanço cientifico e médico com investimento público. E depois recorre à caricatura do comité central e às curas por decreto!

            E se eu me referi à Internet e telecomunicações foi porque estes exemplos são fáceis lembrar, como poderia ter referido uma miscelânea de investimentos públicos que favorecem a actividade económica privada, mas admitir que o Estado contribui (e muito) para o lucro privado é heresia não é verdade Miguel?

          • Paulo Marques says:

            A investigação é maioritariamente feita com dinheiro público, os ensaios são com dinheiro privado, que é para justificar a parasitagem.

  5. ZE LOPES says:

    E a prova disso é a prolixa prosa com que nos banqueteia V. Exa!

  6. ZE LOPES says:

    Estou 100% de acordo com o que escreve! Acho é o título um tanto redundante…

  7. JgMenos says:

    Tanto funcionário, tanto bolseiro… e para esses ninguém propõe que façam qualquer coisinha, só pensam em regular a iniciativa privada. Esquerdalhos treteiros.

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