Leva essa tralha medíocre contigo, Santana!

Fotografia: Luís Barra@Expresso

À terceira é de vez: Pedro Santana Lopes abandonou mesmo o seu partido de sempre, o PPD-PSD, e vai criar um novo partido, cujo nome, expectavelmente, será PPD-qualquer coisa. Isto acontece seis meses após ter declarado o seu amor eterno ao mesmo PPD-PSD, sob o mote “Unir o partido, Ganhar o país“. Estou certo que os seus mais acérrimos apoiantes estão muito orgulhosos da sua decisão, até porque os spin doctors do esgoto passista já decidiram que a decisão é boa.

Sim, estamos na silly season. E se é para ser silly, o momento é agora. Porém, estamos perante um político que se dizia totalmente comprometido com o seu partido de sempre (apesar de ter já ameaçado, por duas vezes, com os papéis do divórcio), e que pediu aos seus companheiros “união” para “ganhar o país”. Durou pouco, a união santanista-passista.

Já agora, será que os passistas que convenceram Santana a ser sua barriga de aluguer se juntarão à debandada? Afinal de contas, eles odeiam a social-democracia, o sector público e o Estado Social, odeiam e não perdem uma oportunidade de fazer a vida negra a Rui Rio e vão, pelo menos os mais rebeldes, perder o lugar elegível para as Legislativas de 2019. Se não estão lá a fazer nada, porque não arriscar a sua sorte junto daquele que escolheram para seu líder, há meio ano atrás?

Simples: porque o partido de Santana será um flop e os carreiristas que quiseram fazer de Santana fantoche do seu laboratório neoliberal sabem que precisam do dinheiro do PSD para regressar a cargos de poder. Porque esses carreiristas, formados na mediocridade das jotas, sabem que, globalmente, não valem um tostão furado. Para não falar nos boys e girls que gravitam em torno destes carreiristas, mentecaptos e inúteis, que precisam dos tachos e avenças que resultarão da chegada dos seus padrinhos aos lugares de poder. E sem PSD não há cargos de poder, tachos, avenças ou negócios ilegais com empresas de publicidade. E os tipos têm que viver de alguma coisa, não é?

Comments


  1. Ora nem mais !
    Assino por baixo.

  2. António de Almeida says:

    João
    O partido, se chegar a existir partido, falamos de Santana Lopes e todos os cuidados são poucos, não se chamará PPD qualquer coisa, nem PSL. Também não integrará nenhum dos partidos no campo liberal (e são 3 que podem aparecer, 1 dos quais já entrou com as assinaturas, os restantes lutam nas redes sociais, um espectáculo pouco edificante, onde se tenta apontar quem é mais socialista que o outro…)
    Vou mais longe, nesta altura o mais difícil é conseguir as assinaturas, concorrendo Santana Lopes poderia alcançar um resultado tipo Manuel Sérgio, elegendo um ou dois deputados em Lx, eventualmente um no Porto. Mas sem bases, sem militantes destacados, não existe nesta altura uma facção santanista no PSD e arrisco que praticamente ninguém vai com ele, o partido esfuma-se…

  3. JgMenos says:

    «odeiam a social-democracia, o sector público e o Estado Social, odeiam e não perdem uma oportunidade de fazer a vida negra a Rui Rio»

    A reacção de um reacionário a tudo que não seja o abrilesco pântano em que se chafurda na incompetência e na irresponsabilidade.

    • José Peralta says:

      Voltou ! “Ele” voltou ! Aleluia ! Aleluia ! A falta que o “menos” fazia !!!!

      A mesma ranzinza, o mesmo òdio anti-abril em que chafurda, o elogio da mentira paranóica, demencial, da pandilha de p(M)afiosos que só não destruíram completamente o Pais porque em boa hora levaram com a tábua da carroça !

      O mesmo estado de negação, que não o deixa ver o que todos vêem, o Rio a ser constantemente “incinerado ” pelos abutres que só esperam banquetear-se com a sua carcaça !

      Até o Rio vê, a despeito do esgar permanente, infantilóide, a que chama sorriso…

      E não percebe o “menos”, coitado, que a sua fúria viscosa, a sua raivosa frustração, são a prova de que ele TAMBÉM SABE, que a camarilha de que faz parte, tão cedo não senta o cú, nas cadeiras do poder…

      O “menos” voltou ! Obrigado, meus deuses !

    • Paulo Marques says:

      O Menos prefere a subsio-depêndencia das PPP.


  4. OOOHHHH Menos!
    Vai à merda.

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