Catrapum, Bayer!

Werner Baumann, presidente do conselho de administração da Bayer AG e Hugh Grant, presidente e director executivo da Monsanto. | Fonte: picture alliance / dpa

“E desejar que esta decisão se faça sentir e denotar na queda das acções desse violento portento agro-químico que, a nível mundial, atenta contra a Sustentabilidade, a Biodiversidade, a Saúde e a Democracia.”

E hoje elas caíram de facto e aparatosamente na Bolsa de Frankfurt: mais de 12%, para cerca de 82 euros – o nível mais baixo desde o outono de 2013. E os 5.000 processos semelhantes contra a Monsanto em fila de espera nos EUA podem abrir mais buracos milionários. Claro que a Bayer tem, bem oleada e em alta rotação, a sua maquinaria de Lobby e o desfecho do recurso é imprevisível. Mas hoje, o sorriso cínico de Werner Baumann, presidente do conselho de administração da Bayer AG, deverá estar bem amarelecido. Para nós, cidadãos, razão para basto regojizo!

 

Comments

  1. Luís Lavoura says:

    A Ana Moreno atribui tanta importância ao mercado de ações?
    O que interessa são os lucros que a Bayer distribuirá no futuro (nos próximos anos) pelos acionistas. Aparentemente, os especuladores estão a apostar que esses lucros diminuirão. Mas diminuirão mesmo? Só o futuro o dirá.
    O facto de as ações da Bayer diminuirem de valor em nada afeta o negócio da Bayer.

  2. Ana Moreno says:

    Uau, o Luís Lavoura é original, sem dúvida, porém demasiado excêntrico. A importância da cotação das acções vem explicada, de modo simples, por exemplo, aqui: https://boerse.ard.de/boersenwissen/boersenwissen-grundlagen/warum-sind-aktienkurse-fuer-unternehmen-wichtig100.html
    Com a perspectiva de milhares de processos deste estilo, a barbaridade dos ca. de 50 mil milhões de Euros a pagar à Monsanto pela fusão (o valor mais elevado alguma vez pago por uma empresa alemã para engolir uma empresa estrangeira, que exigiu além de capital próprio uma forte injecção de capital externo) e as implicações desta decisão para a reputação dos produtos, não me parece mesmo nada que a Bayer esteja confortável – e posso garantir-lhe que esta apreciação não é uma ideia original minha.

    • Paulo Marques says:

      Como se a Mutti fosse capaz de deixar que alguma coisa séria acontecesse a alguém da família… A Bayer não vai a lado nenhum.


  3. Uau !! mesmo, Ana : )

    e venham outos catrapuns p´á gente se ir animando….mesmo que esses comentadores tenham alguma razão !

    Abraço solidário !

  4. JgMenos says:

    Cabe às autoridades definir quais os produtos aceites para utilização pública, não a um bando de Anas e Isabelas sentadas num júri de um qualquer tribunal.

    • Ana Moreno says:

      Permite-nos ao Menos pensar e exprimir-nos, ou o Jg dá preferência a ditaduras?

    • ZE LOPES says:

      Pois! Quando V. Exa os comer no bife e for parar ao hospital (privado, claro! Não estou a ver V. Exa. a viver à conta do Estado!) não se queixe! Deixe isso com as “autoridades”.

    • Paulo Marques says:

      E cabe aos civis informarem os ditos políticos sobre as suas escolhas, por muito que os segundos sejam especialistas em tudologia em cursos ao fim de semana.


  5. Tcheisse karma…. e de que como acho que vamos pagar para suportar a Bayer, deve ser too big to fail. Mas por enquanto sinto uma Schadenfreunde assolapada…

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