Catrapum, Bayer!

Werner Baumann, presidente do conselho de administração da Bayer AG e Hugh Grant, presidente e director executivo da Monsanto. | Fonte: picture alliance / dpa

“E desejar que esta decisão se faça sentir e denotar na queda das acções desse violento portento agro-químico que, a nível mundial, atenta contra a Sustentabilidade, a Biodiversidade, a Saúde e a Democracia.”

E hoje elas caíram de facto e aparatosamente na Bolsa de Frankfurt: mais de 12%, para cerca de 82 euros – o nível mais baixo desde o outono de 2013. E os 5.000 processos semelhantes contra a Monsanto em fila de espera nos EUA podem abrir mais buracos milionários. Claro que a Bayer tem, bem oleada e em alta rotação, a sua maquinaria de Lobby e o desfecho do recurso é imprevisível. Mas hoje, o sorriso cínico de Werner Baumann, presidente do conselho de administração da Bayer AG, deverá estar bem amarelecido. Para nós, cidadãos, razão para basto regojizo!

 

Uma boa notícia

Dewayne Johnson, que sofre de cancro linfático em fase terminal, processou a Monsanto

Ultimamente, dado o estado prostituído dos governos face às multinacionais, é o terceiro poder, o judicial, que tem produzido algumas boas notícias. É o caso desta:

Na sexta-feira, um tribunal de São Francisco, nos Estados Unidos, condenou a Monsanto a pagar 290 milhões de dólares (253 milhões de euros) por não ter informado sobre os perigos do herbicida Roundup, na origem do cancro desenvolvido pelo jardineiro Dewayne Johnson.

Claro que o monstro, a dantesca Monsanto agora deglutida pela Bayer, vai recorrer da sentença e activar o seu poderoso e eficaz lobby, que há bem pouco tempo vergou vergonhosamente a comissão europeia. Essa mesma comissão pervertida que continua a promover e financiar com o dinheiro dos contribuintes uma política agrícola baseada no veneno e nas monoculturas intensivas.

Mas por agora, há que festejar. E desejar que esta decisão se faça sentir e denotar na queda das acções desse violento portento agro-químico que, a nível mundial, atenta contra a Sustentabilidade, a Biodiversidade, a Saúde e a Democracia.

P.S.-  Pode assinar uma petição pela proibição do Glifosato em Portugal: http://www.peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT76615

José Sócrates contra-ataca

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José Sócrates processou o Estado português. Todos nós de uma assentada, portanto. É óbvio que o intuito do cavalheiro não será o de processar a D. Raquel, o Sr. Fernando ou o Severino. Porém, no final desta história, caso ao ex-primeiro seja dada razão, o que não surpreenderia, pagamos todos um bocadinho. Em euros e vergonha.

Porque é que o ex-primeiro processou o Estado português? Ora aí está uma boa pergunta! Conta-nos a imprensa isenta, que tão bem vigia este país, que Sócrates deu uma conferência de imprensa para informar o pais que está farto de ser suspeito e, como a grande máquina não mexe um pintelho e o processo já se arrasta há alguns anos, passa Sócrates ao contra-ataque. Para esclarecer a coisa de uma vez por todas. Ou não. [Read more…]

Marés Vivas

maresvivas1Viver em Vila Nova de Gaia é um privilégio.

Neste cantinho onde o Douro encontra o atlântico há gente boa, gente de trabalho, que se entrega, a cada dia, à construção de um futuro melhor para os seus. Todos os dias, desde bem cedo, há muita gente que cruza as pontes para ir trabalhar, havendo, também,cada vez mais, quem o consiga fazer do lado de cá do rio. E, toda esta gente, merece o melhor.

No entanto, os últimos acontecimentos em torno do espaço do Festival Marés Vivas mostram que no passado recente, as opções políticas em Gaia, foram tudo, menos a pensar nos Gaienses.

O Marés Vivas é uma referência no plano dos festivais de Verão, nomeadamente, pelo enquadramento que confere aos espetáculos – ali, juntinho às águas do Douro, entre a Afurada e a Reserva Natural Local do Estuário do Douro, local escolhido por imensas espécies de aves para um merecido descanso entre migrações e na época de acasalamentos. É, também por isso, um local, ambientalmente, sensível. [Read more…]

E fazer um link, também será crime?

Se alguém escrever sobre alguém na frontaria da minha casa, estou obrigado a remover essa inscrição para que não seja responsabilizado pelo que lá estiver dito?

Blogger condenado a pagar 5000 euros a Fernando Ruas por textos e comentário difamatórios “O autor do blogue cria a fonte de perigo para direitos subjectivos de outrem como os que estão em causa nestes autos, sendo a única entidade com poder para controlar tal perigo, seja pela via do controlo efectivo dos comentários, seja pela alteração da política do blogue”.

Afinal de contas, a parede é minha e, por ser possível nela escrever, eu criei a fonte de perigo para direitos subjectivos e sou o único que pode controlar tal perigo, nomeadamente, demolindo a parede. Na notícia acima linkada lê-se ainda que alguns textos saíram do limite da crítica política, sendo excessivos e injustificados, dos quais o post intitulado A Camorra do Bigode é apontado como um exemplo. Cada qual que faça o seu próprio juízo de valor quanto ao apego – ou desapego – por parte do juiz do Tribunal Judicial de Viseu ao respeitinho. [Read more…]

A melhor resposta é um processo ao processador

Que há abuso de autoridade, é garantido. O FB não é o painel informativo do hospital, portanto a administração está a processar alguém com base num comentário privado e isto é inadmissível. Imaginem se por acaso alguém comentasse a má qualidade de construção do hospital em que as paredes dos corredores, forradas a pladur, estão cheias de mossas devido a toques das macas (factual).

Este é um caso em que a defesa é o melhor ataque. Quem tem o poder não tem o direito de o usar indiscriminadamente  Seja uma administração seja um membro de um governo, como era moda no anterior mandato (e vamos lá ver se a tendência não regressará com este governo).

O processo masculino-feminino

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Esqueçamos mais uma vez a nossa falência, falemos de amores e dos debates sobre as formas de amar que existem.

O grande debate do dia é: ser homem, ser mulher, namoro heterossexual, namoro do mesmo sexo, namoro entre o mais novo e o mais velho.

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o processo educativo: ensino ou aprendizagem?

Há pessoas que desejam saber só por saber, e isso é curiosidade - Aquino

1. A questão

Todo o grupo social, como condição da sua continuidade, precisa de transmitir à geração seguinte a experiência acumulada no tempo. O facto de os membros individuais do grupo se estarem sempre a renovar, seja pela morte, seja pelo nascimento, dinamiza a necessidade de que essa experiência acumulada, que se denomina saber e que existe fora do tempo individual, fique organizada numa memória que permaneça no tempo histórico. Nos grupos sociais onde existe uma predominância da memória oral, o saber ou conhecimento materializa-se na sistematização ou classificação dos seres humanos em genealogias e hierarquias; nos grupos sociais onde predomina a memória escrita, o conhecimento materializa-se em textos que consignam factos e que são sujeitos de interpretação. Normalmente, a morte leva parte do saber reproduzir uma genealogia e da capacidade de entender uma hierarquia, ao mesmo tempo que leva a capacidade de

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MUDAR – Justiça # 2

Para continuar o poste de ontem sobre o mesmo assunto.

No plano da formação é necessário que os juízes tenham acesso a aptidão técnico-jurídica por forma a enfrentarem novos problemas e novos assuntos, ou seja, voltada para aspectos práticos e para realidades emergentes.

Nos aspectos infra-estruturais, pouca impotância atribuímos ao funcionamento dos edificios judiciais, no sentido físico do termo. Há uma grande degradação em muitos tribunais, com os profissionais a trabalharem em condições muito deficientes.

Sob o ponto de vista informático continuamos a não ser capazes de dar um salto qualitativo, o que se fez é pouco e não há um verdadeiro “ambiente informático”.

No que diz respeito à celeridade processual há passos simples que podem ser dados como sejam, a obrigação de o Juiz ter que justificar a sua decisão em todas as situações, quando na tradição anglo-saxónica o juiz só tem que fundamentar as suas sentenças em caso de recurso.

Os recursos são outro aspecto que está associado ao peso processual, muitas vezes usa-se o recurso apenas com intuítos de ganhar tempo. Há tribunais, hoje, que estão por conta das empresas, com questões de pequenos pagamentos, sem dignidade para serem derimidos em tribunal. Não podemos cair na desjudicialização, porque seria abrir a porta a formas privadas de  fazer justiça, mas devemos socorrer-nos de outras formas alternativas de resolver letígios.

A investigação criminal devia estar menos politizada e mais independente, mesmo em crimes mais complexos depender de um juiz e não do PGR que é nomeado pelo poder político.

Não se pode ignorar a grande crispação que reina entre os profissionais, entre si, mas tambem relativamente ao poder político e ao governo..