Uma questão de escolha

Não me interessa saber se pertencem a uma minoria étnica, ou se são altos, loiros e possuem olhos azuis. Tão pouco me interessa se são ateus, agnósticos, cristãos, judeus, muçulmanos ou budistas. Quem teima em viver à margem da lei, atentando contra o direito à propriedade, tem que sofrer duras consequências.
Após uma frustrada tentativa de furto no interior de estabelecimento comercial, a segurança chamou a polícia que identificou os autores do crime, em seguida dezenas de familiares tentaram tirar desforço, agredindo os agentes que tiveram que receber tratamento hospitalar. Tudo isto sem que alguém tenha sido detido, apenas três pessoas foram identificadas e sabemos que isso resulta sempre em nada.
É inadmissível que ocorram este tipo de situações, sem que a polícia possa usar a força. Entre um polícia e um bandido, nem hesito, prefiro que o polícia. Mas todos sabemos que nestes casos se os agentes tivessem cumprido inteiramente o seu dever, no dia seguinte estariam acusados pelos que sempre desculpabilizam criminosos. Quando estes pertencem a uma qualquer minoria ainda aparecem algumas associações com acusações de racismo ou xenofobia.
A continuarem com este tipo de permissividade, não se queixem que um destes dias o populismo encontre terreno fértil para o crescimento eleitoral. Viver dentro ou fora da lei é também uma questão de escolha e escolhas têm consequências. Doa a quem doer, criminoso merece tolerância zero, a bem da sociedade.

Comments

  1. Miguel Bessa says:

    Como é que um texto tão lógico, claro, repleto de senso comum e bom senso em que apenas se pede que Portugal seja um estado onde as leis sejam cumpridas de forma igual por todos os indivíduos têm um voto negativo?

    Depois queixam se do trump e acham que foram os russos! Não percebem a culpa que têm na rejeição que as pessoas “normais” desenvolvem por quem muda de opinião de acordo com a raça ou gênero dos criminosos. Até se pode ter dúvidas no que se quer, mas no que não se quer ha certezas.

    • Paulo Marques says:

      Porque é uma hipótese sustentada em coisa nenhuma. Ninguém defende em sítio nenhum que as pessoas não se possam defender com força.

  2. Paulo Marques says:

    A direita é tão tola quando faz de conta que percebe e tenta gozar com quem luta pela igualdade. A polícia, como qualquer pessoa, pode usar a força para se defender, que disparate. Até parece que não estamos num país onde uma cabeça foi cortada por uma katana numa esquadra sem ninguém saber o que se passou ou onde não há agentes provocadores documentados.

    • Miguel Bessa says:

      “A polícia, como qualquer pessoa, pode usar a força para se defender, que disparate. ”
      Diga isso ao polícia em serviço que ia a perseguir um criminoso e que disparou contra o veículo em fuga e matou um passageiro desse veículo em fuga. Agora está a pagar indenização ao criminoso, por o criminoso ser tão boa pessoa que levou o filho para o local onde ia cometer um crime.
      Diga isso ao casal gay agredido em Coimbra pelo simples facto de serem gays.
      Diga isso aos médicos, enfermeiros, seguranças do SNS que são agredidos por fazerem o seu trabalho, respeitar prioridades, não deixar entrar famílias inteiras de grupos que se consideram especiais pois só têm direitos!
      Quer mais exemplos? Tenho para o dia todo.

      • Paulo Marques says:

        Portanto, nenhum desses foi acusado por se defender e não tem exemplo nenhum.

  3. ZE LOPES says:

    Lá por envolver polícia isto não deixará de ser…um caso de polícia! Ou não? É só quando se põem em evidência os liberteiros desonestos e ladrões? Os banqueiros privados, por exemplo! Ou as multinacionais farmacêuticas!Ou os manipuladores dos mercados de capitais!

  4. doorstep says:

    Ainda que formalmente a questão levantada pelo António Almeida seja perfeitamente razoável, a realidade – a dura e inflexível realidade! – não se compadece com o simplismo “deixem a policia desancá-los”. É que este simplismo redunda na apologia da policia “punitiva”, tão propagandeado pelo esterco da manhã e quejandos.

    Um dos problemas gravissimos do país Portugal, é – ao contrário do que a correcção politica indica – o excesso de policias. Excesso que redunda em quantidades anormais de maus policias, e, sobretudo, de policias que não têm nada que fazer, reduzidos a cenas mesquinhas de furtos “formigueiro” em supermercados, e que por isso andam em permanente déficit de “desbunda”

    Portugal é o único país da Europa em que os supermercados “contratam” policias, com consequências infames: lidei directamente com dois incidentes em que os autores dos furtos… eram policias. E isto, estatisticamente, é significativo.

    Concordo sem reservas com o Paulo Marques: os policias têm todo o direito de se defenderem (a legitima defesa está constitucionalmente garantida), MAS: o direito dos policias se defenderem é sempre exercido com meios que não estão à disposição dos zés normais… e redunda frequentemente em excesso de legitima defesa, que é crime.

    As policias vêm funcionando em roda cada vez mais livre, o enquadramento revela desleixos intoleráveis. Basta ver como a maioria dos policias se apresentam nos tribunais – frequentemente confundíveis com os arguidos – a facilidade com que tentam “vender peixe” aos procuradores (e muito particularmente às procuradoras”, que se pelam por peixinhos policiais), à ligeireza com que levantam autos de contraordenação sem qualquer fundamento, únicamente com o intuito de obrigar cidadãos aos custos e incómodos de se defenderem. E há mais, muito mais… P. ex., um levantamento da frequência por policias de certos “ginásios” mafiosos poria os cabelos em pé das hierarquias – ou talvez não…

    Recentrando no texto do António Almeida, parece-me útil chamar à colação um fenómeno perfeitamente documentado e sociologicamente comprovado: os comportamentos de grupos socio/étnicos (?) que afrontam as policias são principalmente ditados… pelos comportamentos das mesmas policias.

    Esses grupos não rerspeitam a policia, básica e primariamente porque a policia não adopta posturas e atitudes de respeito. O exemplo mais directo é o tratamento por “tu” que invariavelmente reservam a esses grupos.

    Tema vasto, vastíssimo. Complexo…


  5. que post tão Politicamente correcto. Não digo quem sabem mas voçês sabem que quem estou a falar, tão juridico correcto que parece de Coimbra, onde se trama com delicadeza e sem levantar a voz para afirmar um nobreza que nunca existiu. porque não disse que eram de etnia cigana e foi em Estremoz, caiam-lhe os parentes na lama, ou baseou-se no meia palavra para entendedor basta, o mantra de qualquer corno manso com respeitinho.


  6. e basta apenas por um sapo na entrada para resolver o problema….

  7. JgMenos says:

    É o multiculturalismo.
    Se a tradição é o furto…
    Se a solidariedade familiar e de clã, e de raça, é um valor social primeiro…
    Se as suas tradições e valores são incompreendidos…
    …tadinhos, há que compreender, dar-lhes dinheiro que desmotive o roubo, casa que possam aproximá-los de vizinhos, assistência psicológica, acção social, e sobretudo NUNCA dizer que são ciganos!

    • Paulo Marques says:

      Como é que são ciganos se estão sempre no mesmo sítio?
      Piada à parte (a fugir para a verdade, mas isso é para outras núpcias), porque é que no caso da solidariedade do homem branco já está tudo bem?

      • JgMenos says:

        A solidariedade que não reconhece o poder do Estado chama-se anarquia.

        • Paulo Marques says:

          Essa agora, então o estado afinal deve ter poder? Mas quê, só para meter a ralé na ordem? O Caetano deu-se mal com isso.

          • JgMenos says:

            Entra a desconversa esquerdalha…teta de típica de ralé.

          • JgMenos says:

            …treta típica da ralé.

          • ZE LOPES says:

            Pois é! O Menos seguiu o meu conselho, mas agora não tira os olhos das fotos da Pierrette e, depois, há lapsos destes!