Plasma, o quarto Estado

Diz a comunicação social que os CDOS (Centros Distritais de Operações de Socorro) do Porto, Braga e Vila Real não atenderam as chamadas de alerta sobre o desaparecimento do helicóptero do INEM que se despenhou em Valongo. Parece que a primeira chamada foi efectuada às 19h20. Estariam a jantar. Não importa.

O que importa realmente, num Estado que se projecta na pós-modernidade através da convergência acelerada com os padrões europeus de qualidade de vida e salubridade republicana passando da matéria gasosa ao plasma, é que o congresso da JS decorra sem percalços. Afinal, são esse jovens promissores, de curricula enciclopédicos, que amanhã representarão democraticamente o seu povo, abocanhando o que ainda houver, chupando-lhe os ossos, repartindo entre si cadeiras e passwords e colocando em prática governativa a sua sólida formação social-democrata, de princípios e valores de esquerda – não esquecer esta parte -, bem como a sua irreprimível vocação de matilha. Entre as claques de futebol e essa tropa aprendiz da gatunagem, mil vezes os Super Dragões.

Coletes amarelos: o povo saiu à rua

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A batalha de Paris, que ontem levou a cena o seu quinto acto, não é uma versão moderna da tomada da Bastilha. É a entrada em cena, no núcleo duro da velha Europa ocidental, de uma forma muito particular de terrorismo, que há meses se manifesta ideologicamente em blogues e redes sociais, onde se formou um pequeno exército de indignados que, a meu ver inadvertidamente, serviu de cobertura para que um grupo de profissionais do distúrbio pusessem em marcha uma agenda de destabilização, focada no objectivo final de abater a Democracia como a conhecemos. E de colocar Marine Le Pen no poder.

Mas esse pequeno exército, que nem é tão pequeno como parece, nem se resume aos revolucionários gauleses que tomaram as ruas da capital e das grandes cidades francesas, é muito mais do que um grupo de delinquentes que professa ideologias extremistas. É a manifestação de um povo, cada vez mais consciente da sua condição de financiador das mais fabulosas fortunas do planeta, que assiste, indignado, à galopante precarização das suas condições de vida, perante a indiferença e escárnio da elite que os comanda. [Read more…]

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