A era do Espírito Santo

O deputado Sérgio Sousa Pinto publicou no jornal Expresso um artigo em que discorre sobre os recentes acontecimentos de Paris, envolvendo pedrada, polícia e povo. Independentemente de se concordar ou não com o que escreve, há uma conclusão que esse artigo de imediato suscita. Sousa Pinto sabe pensar e sabe escrever, coisa que se não pode dizer da quase totalidade dos actuais dirigentes socialistas. Talvez nunca, na história do PS, tenha sido tão acentuado o grau de indigência intelectual e política, transformado que está este partido num bando de Zés Pereiras, tocadores de bombo, cuja principal virtude é não terem rigorosamente virtude nenhuma, além da que os faz tocar bombo alegremente e marchar como bonecos de corda numa procissão de falidos ideológicos. O PS é hoje esta espécie de galinheiro. Uma agremiação de criados de servir e cabeleireiras, incapazes de produzir uma única reflexão válida sobre o seu país ou o mundo, que vá além da cartilha de má propaganda do chefe, ou de umas bojardas inconsequentes sobre touradas e contadores de luz. Chama-lhe civilização. É pouco para um partido estruturante do regime. É muito pouco se tivermos em conta que do outro lado do espelho político está um saco de gatos chamado PSD, cuja genial estratégia é fingir-se morto, chegando a fingir que é morte a morte que, de facto, o atingiu.

E Portugal chegou a isto. À antecâmara da era do Espírito Santo.

Menos Estaline, mais Mao Tsé-Tung

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Nestes tempos de imbecis populistas, que passam as tardes no Parlamento aos gritos em bicos de pés, a semear o medo e a falar de estalinismos que não existem, é interessante verificar que, graças ao empreendedorismo do governo de Passos Coelho e Paulo Portas, 8,8% da bolsa de valores portuguesa é hoje controlada pelo Partido Comunista Chinês. Estalines hipotéticos são um perigo, já os Maos desta vida são umas jóias de moços, que o digam Durão Barroso ou Franquelim Alves.

Dois ditadores entram numa cimeira do G20

 

Na cimeira do G20, dois ditadores cumprimentam-se com aquele entusiamo de quem faz do presidente da superpotência mundial a sua bitch. Diz quem esteve por lá que trocaram ideias sobre como eliminar opositores e jornalistas, à bruta e sem consequências, sem prejudicar os seus investimentos na Europa dos Direitos Humanos. E que o dia terminou com a visualização da pee tape de Donald Trump.