Fechar as escolas

Fechar as escolas é péssimo. Não fechar ainda é pior.

Comments

  1. Paulo Marques says:

    Nesta altura… parece que sim.

  2. POIS! says:

    Ora muito bem resumido!

    Afinal qual a justificação para que as escolas não encerrem? Há desde o “contributo para uma sensação de normalidade” (e nisso tem razão o sindicato STOP, é fazer dos alunos, professores e funcionários, “carne para canhão”) até “consequências irreparáveis” e “aprofundamento das desigualdades”.

    Falando apenas das “consequências irreparáveis”, talvez fosse bom lembrar a experiência de muita gente que faz parte das elites, políticas e tal, deste país: o 25 de abril de 1974. Nesse ano não houve mais aulas nem exames e as passagens foram enormemente facilitadas (mesmo assim, uma pequena percentagem ainda chumbou…). No ano letivo seguinte (1974/1975) as aulas começaram por volta de dezembro em muitas escolas, muitas disciplinas ficaram sem professor, em fevereiro rebentou uma greve de nível nacional contra a reposição dos exames, agitação permanente com o 11 de março pelo meio, e finalmente exames do secundário a nível de escola, com evidentes diferenças de dificuldade e mesmo de condições de realização.

    Parece que tal não impediu o sucesso na vida de muita gente. Note-se que, nesse tempo, grande parte das nossas elites andavam na escola pública.

    • Paulo Marques says:

      Era um mundo diferente, onde a violência em casa era normal, não havia mobilidade social, e o trabalho menos especializado. Além do foco que se deu ao pleno emprego, por oposição ao elevado desemprego estrutural na eurolandia.
      Ter mais uma geração traída pelo “pelotão da frente” (parece que o Marcelo foi o primeiro a fazer contas) que terá ainda menos oportunidades, com a narrativa de décadas que é tudo culpa de um único partido, adivinhe o resultado.

    • Filipe Bastos says:

      Era realmente um mundo diferente, e não só pelas razões enumeradas pelo Paulo: no caso das ‘elites’ a maior diferença chamou-se pulhítica. Quem se meteu na pulhítica safou-se. Tão simples quanto isto. Ainda é assim.

      Outros safaram-se como todas as pseudo-elites se safam: a trabalhar, sim, mas sobretudo a chular e a explorar outros. Ninguém fica imensamente rico (só) a trabalhar.

      Claro que isto contraria a fantasia do mérito, que cada tem o que merece, etc., mas a própria direita descarta essa fantasia quando lhe convém, como no caso das heranças.

      • Paulo Marques says:

        Ó cassete, as elites não vão para a política, compram a opinião publicada que passa a ser a narrativa que os políticos têm que seguir para ser responsáveis. Eles são a “elite intermédia”.

  3. Filipe Bastos says:

    Pois cá tem as escolas fechadas, como queria, caro Nabais.

    Como as demais medidas, é uma aposta infalível do governo: se a coisa melhorar foi graças a ele. Se piorar foi apesar dele, e devido à crónica irresponsabilidade da plebe. Se for igual e indiferente, como tudo indica, fez-se o que se pôde. Culpa é que nunca tem.

    Mas a coisa há-de melhorar, vai ver. E o frio vai diminuir, e os dias vão crescer. Tudo graças ao nosso sábio e prudente governo.

    • António Fernando Nabais says:

      Não, não quero as escolas fechadas. Penso que é necessário fechá-las. Um dia, explico-lhe a diferença.
      Não dou mérito nenhum ao governo, muito menos no que se refere à Educação.
      Ainda bem que o Filipe considera que é indiferente as escolas estarem abertas ou fechadas.

      • POIS! says:

        Está a ser injusto mais uma vez, Nabais.

        O Sr. Bastos pensa por todos nós e você ainda está a fazer figura de mal agradecido?

        Francamente!

        • anticarneiros says:

          se deixares de responder a esse brilhante exemplar da “geração de merda”, ganhavas tempo e paciência

          • Filipe Bastos says:

            Olhe lá, isso não é maneira de falar do Nabais.
            Tenha algum decoro, não está em sua casa.

          • António Fernando Nabais says:

            Filipe, não lhe admito: temos todos direito a ser exemplares da “geração de merda”.

    • Paulo Marques says:

      Abre, faz mal. Fecha, faz mal. Permite almoços, tem culpa que se façam festas.
      A postura do Costa devia mais ser esta:

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