Quem tudo quer, tudo Sardenha

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A displicência com que o capitalista-mor, ou Rei Sol-Salgado do Reino Lusitano, “descansa” na Sardenha devia revoltar cada um de nós. 

Depois de ter sido dispensado de estar presente em tribunal, face às circunstâncias da pandemia de covid-19, Ricardo Salgado foi visto a passear, calma e pacientemente, vestido com o seu linho principesco e de pochete na mão, ao lado da sua presumível esposa, na boa, velha e barata ilha da Sardenha. Como é óbvio e presumível, viajaram em segunda classe, sendo que chegados a Itália ficaram hospedados num radical hostel, partilhando um beliche num quarto com mais oito pessoas, em regime de meia-pensão.

É até curioso – caso de estudo, quem sabe, mas deixo para a Ciência resolver – a capacidade que um pobre e humilde homem tem de pôr de lado a sua “idade avançada”, a qual o impede de comparecer em tribunal (a quarenta quilómetros de sua casa), para, no fim do mês de Julho – como toda a plebe – ir de férias para a Sardenha. Já pensamos todos no que este pobre homem sofre? Cá para mim, Ricardo Salgado é, hoje em dia, escravo monetário e sexual da sua companheira. E é óbvio que foi ela quem o obrigou a ir de férias para a Sardenha com o dinheiro que (ainda se diz alegadamente?) desviou do BES. Está na cara que este inocente, perseguido pelos anti-Cristo da Esquerda, é, hoje, carne para canhão da sua esposa, que até o obriga a tirar férias a milhares de quilómetros de casa, quando sabe perfeitamente que o pobre reformado não consegue, sequer, fazer quarenta quilómetros para ir a tribunal. Mas é o que temos… já não há respeito pelos idosos neste Portugal amordaçado (como lembrava, e bem!, o outro idoso, quase múmia, amigo de Salgado).

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Por tudo isto, temos duas soluções:

1 – fazemos angariação de fundos e vamos buscar o pobre reformado à Sardenha, salvando-o das garras da gold digger (hipótese mais plausível);

2 – deixamos nas mãos do Otelo, que partiu e deixou escapar este.

Deixo, por fim, uma nota para os que ainda crêem (em quê fica ao critério de cada um) – dita por um refugiado semita, mestiço e palestiniano:

Marcos 10:23

«Então, Jesus, observando em redor, declarou aos seus discípulos: “Quão difícil é para aqueles que possuem muitos bens ingressar no Reino de Deus!”.»

E uma quadra:

Ó mar Salgado
Quanto do teu sal
São dívidas em Portugal
(E férias na Sardenha)

Boas férias… na Sardenha, a quem lá for ou estiver. Mas dizem que em Afife também se está bem.

Comments

  1. Filipe Bastos says:

    2 – deixamos nas mãos do Otelo, que partiu e deixou escapar este.

    É mais por aí, Maio. Como as últimas décadas provam à saciedade, não há justiça para mamões como o Salgado, ou para os seus capachos políticos. A única solução à vista são novas FP.

    E como o sacrossanto 25 Abril já lá vai, com os resultados também à vista, a estas podíamos chamar FP-21, como o ano, ou FP-007, como o filme, ou até FDP, como os seus destinatários.

    O essencial é dar aos Salgados, Rendeiros, Jardins, Granadeiros, Bavas, 44s, Varas, Relvas, Loureiros e um longo etc. o que eles há muito merecem e ninguém lhes dá. Sim: flores.

    Mal se avistava o Salgado na Sardenha, devia ir lá alguém dar-lhe flores. Ou quando regressar à sua mansão em Cascais. Mal esteja a chegar no popó, pimba, umas flores. Depois descobrir os outros, um por um, e dar-lhes a todos flores. Lindas flores.

    Futuros candidatos a Salgado ou a 44 saberão que, se fizerem o mesmo, também vão receber flores. E é esta a única maneira.

    • Paulo Marques says:

      Uma cabeça de cavalo na cama é que era…

      • Filipe Bastos says:

        Não, não. O melhor é não fazer nada. Deixar tudo na mesma. Melhor: “deixar a justiça actuar”.

        Vá lá, não seja populista.

      • Jose says:

        Sr. Bastos, eu também sou de opinião que só com flores isto vai lá. Mas permita-me uma critica: oiço-o a falar muito, o que quer dizer que não está a fazer nada a este respeito.

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