
Mais um dia no escritório
17/01/2022 by

Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

O governo da República Portuguesa publica uma nota sobre Educação utilizando uma fotografia de um suposto professor em suposto ambiente de suposta sala de aula com um quadro e giz.
Há quantas décadas desapareceram os quadros e giz das salas de aula na república portuguesa…?
Efectivamente, na KEXP.
Por acaso, já agora… Um dia, estava eu no Castle Howard, a recordar, reviver e revisitar, mas num ambiente pop, quando me apareceram de surpresa. Amanhã, em Bruxelas, voltarei a vê-los e ouvi-los. Com novidades, anunciadas há meses por Alexis Petridis, como “alien offshoot mushroom, going the gym to get slim“, “my dream house is a negative space of rock” ou “when I was a child I wanted to be a horse, eating onions, carrots, celery“. Em princípio, será isto. Veremos.

Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
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Como é óbvio em campanha eleitoral promete-se a lua e no dia seguinte às eleições dá-se no máximo uma lanterna.
Costa, como político formatado nas juventudes partidárias e nas universidades, especialista em propaganda e contorcionismo nas explicações que dá sobre as suas próprias contradições, não foge à regra do genoma humano, dessa estirpe à qual damos o nome de “animal politico”.
O Polígrafo da SIC, diga-se em abono da verdade, é uma ferramenta de propaganda inventada por esses dois execráveis jornalistas, Bernardo Ferrão e José Gomes Ferreira, ambos inconfessáveis simpatizantes da laranjada, que, por exemplo, nunca se propuseram a “polígrafar” todas as mentiras do Dr Passos Coelho em 2011. Seria interessante.
Se Rui Rio ganhar estas eleições, vamos ver quantas vezes o farão à posteriori, ou se aquilo não termina nos meses seguintes.
Mas há uma coisa que a maioria das pessoas da direita ainda não entenderam.
Se António Costa perder as eleições não será por causa do polígrafo. Será pela sua teimosia e ambição desmedida numa maioria absoluta que nunca terá.
Como se o PSD de Rui Rio perder as eleições, o mais provável, não será pela sua ambição, mas pelo espectro da governação à Troika que o PSD nos promete. Para a maioria do eleitorado isso é que conta é não o Polígrafo.
Enquanto o PSD tiver esta agenda política de privatizar tudo o que mexe, mas acima de tudo, aquilo que pode vir a dar dinheiro a uma minoria de rentistas, enquanto vier com esta conversa da treta sobre o salário mínimo nacional, vai ter de esperar pelo tal Diabo.
Temo que aqui em Portugal se passe precisamente o contrário daquilo que se passou na Alemanha, onde a Sra Merkel esteve mais de uma dúzia de anos no poder.
Como é óbvio em campanha eleitoral promete-se a lua e no dia seguinte às eleições dá-se no máximo uma lanterna.
Assim é, Naldinho, mas não devia ser.
Só é porque nós deixamos. Porque somos otários. Uma democracia digna do nome valida e responsabiliza, não se limita a passar cheques em branco.
Também por isto não temos uma democracia. Temos uma partidocracia. Só os otários lhe chamam democracia.
Direita fascista e Bloco de Esquerda, a mesma luta.
Pois Claro!
Claro que Vosselência tem de ir ao oftalmologista.
Porquê? Ora, porque estamos perante um comentário de que revela uma argutíssima visão e vem muito a propósito. Muito mesmo!
Eu seja ceguinho se não estou a ser sincero!
Sim, o mal não é dizer uma coisa sabendo que a verdade é outra; são os malvados que as apontam.
As contradições do capitalismo, pelo menos desta versão sem regras, vão sempre apanhar-vos de calças na mão a justificar o injustificável.
Costa acusa Bloco de querer proibir os médicos de trabalhar fora do SNS. Tem razão?
Desconhecia a acusação do Bosta, a posição do BE e o ‘fact check’, seja de quem for, mas devia ser tudo verdade.
Claro que os médicos só devem trabalhar no SNS. Não deve haver saúde privada. Só o facto de se colocar a questão desta forma, como se fosse uma heresia, demonstra o quão à direita está a Overton window. Algo que o Osório jamais verá, claro.
Ao menos essas são fáceis; já o fact check à criação de emprego e aumento de salários por baixa de impostos… fica para depois da lista dos Panamá Papers!