A memória em José Socrates

Quando discutimos o que fez um puto de 9 anos numa tarde de verão, sábado à tarde, em 1966, é possível estarmos a delirar ou a discutir política, embora fosse mais sensato aprender psicologia da memória; estamos em Portugal, temos uma imaginação fértil e abundante.

O que faz aqui sentido é pensarmos a nossa memória. Tratando-se de Sócrates o que ficou dentro dela, transbordante,  está nesse vídeo, ou neste. A partir daqui, porque a memória também a construímos, é perfeitamente plausível que décadas depois alguém tropece na sua memória sobre um dia qualquer na infância, e lhe apontemos o dedo: mentiroso.

E já agora, constato que o Best of de Passos Coelho, aqui publicado exactamente um ano após o de Sócrates, já o ultrapassou em visualizações. Esse, daqui a uns anos, quando abrir a boca para dizer bom dia já todos nos estamos a rir e a apontar dois dedos: mentiroso.

Está-lhe no sangue…

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Juro!

O discurso é um pouco como a Verdade: hoje é uma coisa, amanhã é o seu oposto.
O que importa é continuar a sorrir e a acenar, sorrir e acenar

Marcelo Rebelo de Sousa, o mentiroso mais bem pago de Portugal

Marcelo Rebelo de Sousa acaba de dizer na TVI que ninguém estava à espera do que aconteceu na Itália e na Espanha, isto no balanço de um governo que, coitado, não podia adivinhar uma coisa imprevisível.

Assim de repente e sem sair de casa, escrevi, à borla e ainda bem, em finais de Abril do ano passado, uma coisa com o título A Espanha é já a seguir, a Grécia é a primeira a não pagar, onde de resto estão os devidos créditos para as fontes em que me baseei para constatar o óbvio.

Como não o tenho em conta de burro ou ignorante nas cousas da política e de alguma economia, resta-me concluir que Marcelo Rebelo de Sousa ganha 10 000 euros/mês para mentir na TVI. Bem podia oferecer uma vichyssoise a todos os que passam fome neste país.

Mais uma do Henrique mentiroso, perdão, Raposo (editado)

Quer trocar 12 meses certíssimos por 14 meses incertos?

A divisão do salário anual por 14 prestações é de lei tanto em empresas como na função pública. Ou então o primo do Henrique Raposo trabalha numa daquelas empresas que não cumprem a lei, pormenor que não lhe deve interessar para nada a este devoto do patronato, uma forma terrena de deus a quem tudo é permitido.

O Henrique Raposo é um mentiroso dos compulsivos. Hoje levou com a greve na Autoeuropa em cima, para aprender a ser um bocadinho menos trafulha. A direita tem espasmos de prazer com a sua leitura (um destes dias li mesmo do teclado de um idiota mais inútil uma comparação com a prosa de Miguel Esteves Cardoso, algo ao nível de encontrar em José Rodrigues dos Santos um herdeiro de Camilo Castelo Branco). O tio Balsemão gosta e paga.  Está tudo bem. O neo-liberalismo instalou-se no Chile com as armas de Pinochet. Por cá vai-se implantando à custa da mentira como prática de propaganda diária. Por enquanto.

Adenda: ocorreu aqui uma dislexia minha, na leitura que fiz do texto de Henrique Raposo. Não era bem o que eu li que ele escreveu, como me alertou um leitor. Disparate feito e assumido, não mudo uma vírgula ao título: basta seguir as ligações  mentiroso e compulsivo, a que ainda posso acrescentar esta, sem sair do Aventar.

A Isabel Moreira disse que o Primeiro-Ministro não é mentiroso

Em resposta ao Daniel Oliveira, ainda sobre o Wikileaks, a Isabel Moreira disse que o Primeiro-Ministro e o Ministro dos Negócios Estrangeiros não são mentirosos.
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A sério, disse mesmo. Mas ainda não consegui parar de rir.

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