Alemanha com “o gás de fora”…

There’s a structural problem Germany is waking up to: the competitiveness of its heavy, energy-intensive industry (chemicals, engineering, metals) is based in no small part on cheap Russian gas; take that away, and made-in-Germany may not that different to, ehem, made-in-Spain (Javier Blas, Bloomberg).

E onde diz Espanha podem substituir por Portugal ou outro exemplo. Por cada foto de Bucha ontem ou de Mariupol amanhã, fico na dúvida se os dirigentes alemães conseguem dormir em paz. O capitalismo selvagem é para o lado que dorme melhor. Provavelmente, eles também….

Comments

  1. Rui Naldinho says:

    Ó Fernando, eu só posso considerar este post uma pequena provocação.
    Uma coisa somos nós aqui, na boa, a mandar bitaites. Outra coisa bem diferente é o gigante alemão, a maior potência industrial da Europa, muitíssimo à frente dos outros, fechar as torneiras do Gaz russo, ou mesmo do petróleo, porque queremos ser solidários com Washington, muito mais até do que com os ucranianos.
    Isto até me faz parafrasear a música da Ágata:
    “Leva as armas, os bens e a conta solidária, mas não me leves o gaz russo”.
    Vamos todos para um período inflacionário, e, quem sabe, a breve trecho para uma recessão. Uma Alemanha uma crise industrial profunda é meia dúzia de passos atrás na nossa pobre indústria e depauperada economia. Isto já para não falar no €.

    • Fernando Moreira de Sá says:

      Aventar sem provocar não é aventar😉

      • Rui Naldinho says:

        Também é verdade. Não dá gozo!

        • Fernando Moreira de Sá says:

          Senão o Menos, o Pois ou o Marques não dão pica😁

          • Teresa Palmira Hoffbauer says:

            Mas dou eu, para agradecer o comentário do RUI NALDINHO 👍

          • POIS! says:

            Pois é!

            Pelos vistos, quando alguém “pica”…sai gás!

            Confere: a grande parte da matéria é bastante gasosa. Mais ar e vento que substância.

            No que me diz respeito, para esta matéria nunca dei. Nem para a costura, nem para a enfermagem, nem para outras agulhas ou alfinetes.

            PS. Por favor, não misture o Menos nesta conversa. O gajo, se pica, é com aquelas lanças da Legião Portuguesa. Tem lá uma coleção completa, ao lado de umas fotos de recordação das áfricas de umas nativas com as mamas ao léu.

  2. jose Micaelo says:

    Cuidado com a desinformação pois somos manipulados constantemente pelos interesses dos lobos

  3. balio says:

    O comentário do espanhol é parvo. A Espanha recebe gás natural canalizado da Argélia, tal como a Alemanha recebe gás canalizado da Rússia. E a Argélia até fica muito mais perto que a Rússia (o gás russo vem de muito longe, de campos na península de Yamal, no norte da Sibéria). Possivelmente a Espanha paga menos pelo gaz argelino do que a Alemanha paga pelo gaz russo. Dizer que a competitividade da indústria química alemã, a qual é a melhor indústria química do mundo desde o século 19, se deve a ter gás barato, é disparatado. Os EUA, por exemplo, têm montes de gás natural, e no entanto a sua indústria química não é tão boa como a alemã.
    O único país do mundo que compete com a Alemanha em indústria química é a Suíça.

  4. balio says:

    Ouvi ontem José Manuel Fernandes na Rádio Observador a dizer que a Rússia vende à Europa, em valor, cinco vezes mais petróleo do que gás natural. Não sei se é verdade, mas acredito que ele esteja bem informado. Como ele dizia, o que é preciso não é discutir as compras de gás natural, o que é preciso é discutir as compras de petróleo, que são de muito maior valor.

  5. Paulo Marques says:

    Eu é mais bolos, mas quando me tentam vender que os 15 milhões de litros conseguem arranjar conseguem cobrir os 500 ML usados anualmente, incluindo aquela coisa pouco útil chamada fertilizante que acabou com a subsistência alimentar, desconfio um bocadinho da viabilidade.

  6. francis says:

    Inimigos, inimigos, negocios á parte.

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