A lata de Maria de Lurdes Rodrigues

Fotografia encontrada no mural do Maurício Brito

Ontem, tive o duvidoso prazer de assistir a um dos reaparecimentos de Maria de Lurdes Rodrigues.

Não escondo o asco que gentinha como a ex-ministra da Educação me causa. Não se trata de uma questão pessoal – os políticos incompetentes e/ou desonestos que prejudicaram o país metem-me nojo, é algo visceral.

Maria de Lurdes Rodrigues faz parte desse rol. A mando do viscoso José Sócrates, foi a responsável por vários desmandos no âmbito da Educação, prejudicando toda a comunidade educativa nacional, sempre adorada por gentalha de vários quadrantes político, ralé fascinada por uma espécie de marialvismo que leva milhares de parolos a adorar cavacos, sócrates, passos e costas, um marialvismo que será ainda um resquício de um sebastianismo pobrezinho que gosta muito de figuras paternas com um ar severo, substitutos de salazarinhos, ai que saudades meu deus.

O que me surpreende nos reaparecimentos de Maria de Lurdes Rodrigues é o facto de ser considerada (também por si própria) uma espécie de senadora da Educação, uma especialista no assunto, quando não passa de mais uma ignorante atrevida.

Ontem, participou no programa É ou Não É – O Futuro da Escola em Debate. Quem tiver estômago, poderá seguir a ligação e ver. Ou pior: rever. Ressalvem-se e saúdem-se as participações do Paulo Guinote e do Filinto Lima.

Limito-me a chamar a atenção para dois momentos.

Para resolver o problema da falta de professores, a senhora declarou que era necessário alterar o modelo de colocação, como se essa alteração, através de uma simples descentralização, fizesse nascer os professores que estão em falta ou alterasse as condições de trabalho. Como se isso não bastasse, ainda teve a lata de afirmar que não conseguiu proceder a essa alteração, porque os sindicatos a impediram.

Ora, a senhora foi ministra de um governo apoiado por uma maioria absoluta e impôs dezenas de medidas a que os sindicatos se opuseram, porque Sócrates, como acontece com qualquer maioria absoluta, tinha os poderes legislativo e executivo na mão. Por muito que os sindicatos quisessem, nunca tiveram o poder para impedir fosse o que fosse (o mito de que os sindicatos mandam ou mandaram no ministério da Educação é propagado por muitos ignorantes atrevidos de outras áreas ideológicas).

Finalmente, a propósito da falta de professores que assola as escolas, disse que não sabia como chegámos até aqui e que não queria saber. Maria de Lurdes Rodrigues faz de conta que não sabe, faz de conta que não foi nada com ela e, como sempre, não tem soluções para o futuro. É imprestável e consegue ser ainda desprezível.

Só uma imensa lata pode levar a que aceite convites para falar do que nunca soube, porque, de qualquer maneira, nunca quis saber.

Comments

  1. estevesayres says:

    Se o Jurista Arnaldo Matos estivesse entre os vivos , o que é que dizia?! Eu sei mas não digo… pensem pelas vossas cabeças… E já agora; não se esqueçam, que a Dra. Maria de Lurdes Rodrigues, é, Reitora e Investigadora Integrada, de, uma universidade de prestigio!

  2. j. manuel cordeiro says:

    A inenarrável Milu, com a imensa lata de dizer que não sabe porque há falta de professores. Vejamos. São bem pagos, trabalham perto de casa, são acarinhados pela tutela, na comunicação social só aparecem notícias positivas sobre a classe (nunca há artigos plantados a minar a credibilidade).

    Não se percebe, realmente.

    Nem depois dela veio ninguém a recomendar aos professores para emigrarem, para fugirem ao desemprego.

    É com imensa surpresa que assistimos à falta de professores depois de mais de 15 anos a malhar na classe.

    Hoje na Antena 1, alguém se queixava do estado da Justiça dizendo que todos os anos sabemos quanto é orçamentado para a Justiça mas que não se sabe quanto é que é de facto gasto.

    Suspeito que assim será com os restantes sectores sobre responsabilidade do Governo, como é o caso da educação. Afinal de contas, os milhares de milhões que vão para os BESes e companhia terão que sair de algum lado. E, por acaso, alguns desses buracos até nasceram com o governo da sotora Milu.

    Infelizmente, a falta de vergonha na cara não paga imposto, ou já estaríamos em condições para pagar um pouco melhor àqueles que agora fazem falta e que, ponderando bem as coisas, vêem que fazem melhor vida noutro lugar que não seja o ensino público.

  3. Paulo Marques says:

    É uma artista portuguesa, com certeza.

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