Fiz uma pausa nos meus afazeres para vir comentar a insanidade do PCP

«“O PCP não participará numa sessão da Assembleia da República concebida para dar palco à instigação da escalada da guerra, contrária à construção do caminho para a paz, com a participação de alguém, como Volodimir Zelenskii, que personifica um poder xenófobo e belicista, rodeado e sustentado por forças de cariz fascista e neonazi, incluindo de carácter paramilitar, de que o chamado Batalhão Azov é exemplo, a quem Zelenskii deu palco na recente sessão no Parlamento grego”, disse a líder parlamentar comunista.» [PÚBLICO]

“com a participação de alguém, como Volodimir Zelenskii, que personifica um poder xenófobo e belicista

Desculpem lá, ó senhores deputados do PCP, quem é que invadiu quem, matou e violou indiscriminadamente e está a destruir um país por completo?

V.exas poderão vir com a conversa, perdão, cassete, do costume, sobre os malvados dos americanos e da NATO. Porém, coloquem-se as coisas nos devidos lugares. Quando os americanos invadiram o Iraque, não se chegou à frente o PCP, e bem, a condenar essa infame guerra justificada com falsos argumentos? Então, porque não faz o PCP agora o mesmo, quando a Rússia invadiu a Ucrânia igualmente usando falsidades como justificação?

Com esta atitude, o que este partido está a dizer é que há maus e bons, que sendo maus, são bons porque são os nossos maus.

Larguem as palas, s.f.f. Só ofusca o importante papel que tiveram na luta contra a ditadura salazarista.

Comments

  1. Manuel says:

    Mais uma vez o PC parece se o único a mostrar coragem no meio disto tudo.

    Se quer fazer a comparação com o Iraque leve-a até ao fim, duvido que o PC teria aceitado que o senhor Hussein discursa-se na AR.


    • Manuel

      Coragem porquê ? Bem sentado comodamente, longe daquela tragédia, horror e devastação, acha que a imitação gasta e anquilosada do Politburo do PCP, precisa de ter coragem para dizer as barbaridade que, últimamente tem dito ?

  2. Paulo says:

    Por acaso na altura lembrou-se de convidar o Saddam a discursar na Assembleia da República? Irra que até apetece usar a expressão em voga: “comer gelados com a testa”

  3. j. manuel cordeiro says:

    Manuel e Paulo, como se a questão do Zelenskii discursar na AR fosse a única bizarria do PCP neste tema.

  4. j. manuel cordeiro says:

    Além disso, justificando-se “com a participação de alguém, como Volodimir Zelenskii, que personifica um poder xenófobo e belicista”? Get real!

  5. Paulo Marques says:

    Não concorda, não concorde, mas não confunda defender a paz, ou o povo, ou os nossos valores (os ditos ou os reais), com dar palco a certas pessoas para dizerem o que quiserem sem contraditório ao pais inteiro, tal como já se confunde com aceitar a destruição de um país pelas mesmas razões (e para explorar o que restar).

  6. João Sacristão says:

    Repitam até à exaustão:

    Zelensky é um herói do século XXI, o Winston Churchill das redes sociais, das causas democráticas e do mundo livre. A sua campanha não foi financiada pelo mais corrupto dos oligarcas ucranianos, Ihor Kolomoisky, investigado pelo FBI, envolvido em escândalos financeiros e financiador do batalhão ucraniano. O nome de Zelensky não aparece nos Pandora Papers nem está envolvido numa rede de suspeitas empresas offshore. Do seu programa não fazia parte a promessa de cumprir os Acordos de Minsk. Os grupos paramilitares da extrema-direita não foram integrados nas forças de segurança e no exército da Ucrânia. Stepan Bandera, colaborador dos nazistas e corresponsável pelo Holocausto na Ucrânia que vitimou mais de um milhão de judeus, não foi glorificado e promovido a herói nacional.

    Lindo era o novo herói aparecer acompanhado no parlamento por dois amigos do Batalhão Azov, um com a cara tapada, que não são de extrema-direita, nem fascistas, nem nazis, a transmitir a sua mensagem: armas, armas, armas e vamos todos para a guerra. Tudo sem contraditório. A apoteose era os deputados, no final do discurso, baterem todos palmas de pé!


    • Winston Churchill também não era propriamente um santo. E depois?

      • Amílcar Sonso says:

        Pois não. Não teria era tantos rabos de palha como os mencionados pelo Sacristão. Também não consta que se fizesse acompanhar de fascistas. Mas nos dias que correm isso são meros pormenores de ocasião.


        • Fazia-se acompanhar por estalinistas.

          • Amílcar Sonso says:

            Por interesse estratégico. Dava-lhe jeito o exército do Leste Europeu. Por seu turno, Roosevelt queria que a URSS declarasse guerra ao Japão. E depois de Yalta, Churchill encomendou o plano de ataque sob o codinome Operação Impensável que foi abandonado quando os estrategas britânicos perceberam que seria completamente irreal.


          • Curiosa a sua posição. Para uns é apenas interesse estratégico. Para outros são más companhias.

          • Paulo Marques says:

            Não se fazia acompanhar, tinha uma aliança extremamente temporária com contas a acertar depois. Certamente não os andou a integrar no governo e estruturas do estado, como o exército e serviços de segurança.

  7. Marques Aarão says:

    A ser verdade que as galerias vão ficar fechadas ao publico sobram razões para que o PCP não participe nesse teatro de fantoches.

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