
Fotografia retirada do jornal Público
João Miguel Tavares sugeriu, no sítio onde escreve, que “num sistema democrático a polícia deve ter a possibilidade de usar força letal”, referindo-se à invasão, por parte dos apoiantes de Bolsonaro, dos edifícios dos Três Poderes e afirmando que, na sua visão, a polícia, a tal que até foi conivente com o desenrolar dos acontecimentos, deveria ter o direito de atirar a matar sobre os terroristas.
Assim mesmo, olho por olho. Dente por dente. Puxar cabelos e lutar na lama. Igualarmo-nos a quem queremos combater.
Ora, João Miguel Tavares diz-se liberal mas, como liberal que diz ser, parece não ter percebido que, num sistema democrático (e liberal), deve acontecer exactamente o oposto do que diz (isto é, a polícia não poder usar força letal, a não ser em casos em que a própria vida do profissional da polícia ou de terceiros seja colocada em perigo). A Lei e a Constituição, pelo menos a portuguesa, são muito claras a esse respeito. Não conheço os meandros da Constituição brasileira, mas com certeza também será directa e sucinta em tal aspecto. Os terroristas bolsonaristas que destruíram tudo o que se atravessava no seu caminho, durante os tristes acontecimentos do último Domingo, hão-de ser julgados dentro dos trâmites da Lei; sem fuzilamentos ou execuções sumárias. A vida não é o ‘Inglourious Basterds’.
Já João Miguel Tavares, dizendo-se um liberal, começa a amealhar demasiadas opiniões que o colam aos miguelistas ou não fosse ele um Miguel.






Há lá vida mais importante que a da propriedade?
Neste caso o pensamento de J.M.T não é mais nem menos de ditador de meia leca.
Assim pela visão deste sujeito o povo brasileiro não deve afrontar o Lula pois este é mais democrata que o outro.
Não estou a ver essa democracia no Brasil pois estes acontecimentos só acontecem porque o Lula ofende tudo e todos mesmo o seu Povo.
Isto leva a pensar que para que não chegue ao governo uma pessoa como o Bolsonaro a melhor coisa é tentar convencer o Povo que Lula é o maior e mais democrata chamando todo o tipo de nomes (como bandidos fascistas terroristas entre outros) como vai pacificar a situação?
Prender ou mandar prender quem não esteja do seu lado?
O que se chama a um regime assim?
Tal como aqui poderemos ter que se contentar com o regime instalado porque o governo o presidente e alguns partidos não querem eleições para que não entrem na AR deputados que os incomodem.
Assim poderemos ter que aguentar até o regime cair de podre.
Ora pois!
O Lula podia ter pacificado a situação. Tinha posto os polícias a distribuir martelinhos de São João e marretas forradas a veludo.
Talvez assim não tivessem escaqueirado o relógio do D. João VI e furado a pintura do Di Cavalcanti.
Realmente foi falta de alembradura!
Pois
Já lá dizia a minha avozinha há muitos anos:
“Que Deus Nosso Senhor nos de uma santa aciência, para os aturar”
Cumprimentos
Carlos Almeida
Valérios, tentei ler tudo. Só parei quando bolsei, desculpa!
E decide quem as graves ofensas a quem não se sente ofendido (que florzinhas são os bolsonaristas)? O papa? O rei? Quem tem mais armas ou mais dinheiro?
É que se o povo conta com alguma coisa, com todos os enormes defeitos do plebiscito burguês, sempre teve alguma voz na matéria. Esses salvadorerzecos nem que perdem aceitam.
Os tais, que se dizem liberais -, mas não o são! São isso sim; neoliberais, com tiques a roçar o fascismo e neonazismo , eles encontram-no AR, e não só!
Este taliban não faz ideia do que é o liberalismo, ele é, na verdade, um nacionalista integralista. Basta ouvir o discurso do 10 de Junho. E, claro, é um chico esperto e quer-se distanciar do Bolsonaro, que sempre apoiou, para não ficar associado a estas tentativas de golpe.