
Ouvi, a espaços, partes do Fórum TSF de hoje. Já tinha ouvido, lido aqui e ali, mas só naquele momento me apercebi da perversidade que é ter a Autoridade Tributária a fazer o papel de homem do fraque de empresas como a Brisa, destruindo vidas por conta de dívidas de cêntimos. À Brisa, não à AT.
A Brisa é um daqueles negócios ditos da China, que começa com o contribuinte a pagar tudo, passa para uma privatização em várias fases, durante as quais sucessivos governantes envolvidos, do PSD, PS e CDS, saltam da decisão para o conselho de administração, e termina com o privado a lucrar pesado, mas sempre com a possibilidade de recorrer novamente ao bolso dos contribuintes.
Ou, dito em português corrente, uma chulice.
É urgente acabar com esta delinquência de ter a AT a penhorar contas e vidas sem passar pelo crivo da justiça, em nome de empresas privadas que vivem à sombra do Estado. É, aliás, urgente reduzir drasticamente o poder da AT, que se comporta como um regime autoritário, impiedosa com os mais fracos e cobarde com os mais fortes. Os projectos do BE, para amnistiar as vítimas destes abusos, e da IL, para definir um tecto máximo para as contraordenações resultantes da falta de pagamento de portagens devem ser aprovados urgentemente. Resta saber se PS e PSD estarão do lado da decência ou dos benefícios decorrentes da cadeira no conselho de administração das Brisas desta vida. O histórico não deixa margem para grandes optimismos.






Eh lá, mas o que passa aqui? Agora este Mendes diz coisas razoáveis? O mundo às avessas.
Fui possuído pelo demónio. Passa-me já.
Porque a AT é em Portugal a única instituição que ainda “vai metendo medo”. Multas da CP, Metro, Polícia, o que seja, é para prescrever. Quando mete estes ao barulho pia mais fino… daí terem sido contratados para o serviço.
Que estranho que haja cada vez menos respeito pela democracia liberal cujo meter medo e punir são fins em si mesmo.
As contas incertas de quem trabalha não se mantêm sozinhas. Avante, governo patriota!
De esquerda.
Oh Anónomo, contratados? Quem lhes paga somos n´s e quem recebe?