Como perder um debate no primeiro minuto

Luís Montenegro perdeu o debate na primeira pergunta.

Sobre a manifestação dos polícias à porta do Capitólio – oh, the resemblance – Pedro Nuno Santos afirmou estar disponível para resolver o problema, para dialogar com os representantes das forças de segurança, mas sublinhou algo que é basilar em democracia: não negoceia sob coação.

Já Luís Montenegro fugiu à questão, divagou, viajou na maionese. Para o eleitorado à direita, apreciador da autoridade do Estado, poderá ter sido fatal.

Pedro Nuno Santos ganhou o debate, parece-me evidente, mas não foi o único vencedor da noite. Porque André Ventura, perante a frouxidão do líder do PSD, ganhou ainda mais terreno à frágil AD.

E Luís Montenegro, que teve boas prestações durante as duas semanas de debates, sobretudo contra Ventura, desapareceu em combate. Perdem-se eleições por muito menos.

Comments

  1. Rui Naldinho says:

    Pedro Nuno Santos esteve, em especial na primeira parte, muito melhor do que Luís Montenegro. Aliás não foi por acaso que na segunda parte do debate houve mais interrupções entre ambos, mais da parte de Luís Montenegro, enquanto Pedro Nuno Santos falava, por estar provavelmente a sentir-se desconfortável com a sua prestação, e com a desconstrução que o seu adversário estava a fazer das propostas económicas do PSD. De qualquer modo, na parte final estes mantiveram algum equilíbrio na contenda, até, diria eu, com algum ascendente de Luís Montenegro.
    Não é por acaso que o jornal Expresso, sempre tão afoito em dar notas aos intervenientes, ainda não as publicou. Ou mesmo alguns jornalistas como Manuel Carvalho, do Público, se viu na iminência de achar que o debate tinha sido equilibrado.
    Pior do que perder e assumi-lo, é mesmo ficares fodido porque a coisa te correu mal. Foi o caso. E para os apaniguados também se percebe o desconforto.
    A minha dúvida é se estes debates servem para alguma coisa, mesmo para os indecisos, sujeitos à pressão familiar e profissional, muito mais do que à narrativa dos políticos.
    Dia 10 de Março logo se verá. O país vai viver tempos conturbados, ganhe lá quem ganhar.

    • JgMenos says:

      O fim de validade da treteirice esquerdalha associada ao termo da mama europeia, asseguram um futuro com as convulsões típicas de final de delírio.

      • POIS! says:

        Pois, felizmente…

        No caso de Vosselência não há convulsões.

        O delírio mantém-se pujante. E já lá vão quase 50 anos!

  2. POIS! says:

    Mal vi quem compunha esta Comissão Permanente do PSD…

    …sempre disse que se adivinhava ao laranjal um futuro montenegro, onde a luz se irá apagar e haverá choro e rangel de dentes.

    Vai tudo acabar num balseiro onde se irá banhar o leitão, e nem um ramalho de cunhas os vai safar!

  3. JgMenos says:

    «não negoceia sob coação»
    Grande treta, como se o dia seguinte a uma greve já não fosse dia para negociar!
    E já agora, manifestação é coacção?

    • POIS! says:

      Ó p’ró direitrolha Menos tão preocupadinho com os direitos dos polícias!

      Que na era salazaresca estavam à vontade, batiam em quem lhes aprouvesse, eram todos ricos e viviam á larga e, se não conseguissem, poderiam oferecer-se para informadorzitos da PIDE e sempre ganhavam mais uns cobres. Era um paraíso! Veio a democracia e acabou com tudo!

      O azar é que, se os polícias têm sindicatos e se podem manifestar, é por ação da esquerda, não da direita! Lembram-se os direitrolhas do banho de mangueirada que o regime Cavaquesco deu aos polícias?

      Que acusou o PCP e as centrais sindicais de estarem por trás dos prootestos da polícia? E que puniu e perseguiu os primeiros sindicalistas da PSP?

      E que muitos laranjões e direitrolhas em geral, a começar pelo mor Cavaco consideravam o reconhecimento dos sindicatos de polícia como uma das maiores “desgraças da democracia”?

      Mas agora até promove sindicatos na PSP. Uma vergonha que fez até o Venturoso Pastorinho deixar de falar do fim dos “privilégios” dos sindicalistas, já que gente da sua laia precisa de ser dirigente de um dos 17 (dezassete!) sindicatos da PSP para ter umas folgazitas.

      Manipulados pela Irmandade Direitrolha do Pastorinho os sindicatos são ouro!

    • POIS! says:

      Pois parece…

      Que o comentadeiro Menos, pelo Menos, está atento e participante!

      Ou seja, não está de baixa…

      • Tuga says:

        .”..não está de baixa”

        O caríssimo Salazarento menor, pode ter muitos defeitos, mas não é policia

        • POIS! says:

          Pois não deve ser. Mas não quer dizer que, por vezes, não use a tática. Então quando mete a pata na argola…

          Bem, como dizia o outro, por vezes a melhor defesa…é o achaque!

  4. Aqui estamos nós. says:

    Para quem não sabe, aqui fica:
    O monte preto, não vale um peido !

    • JgMenos says:

      Agarra-te ao menino da mamã. pode ser que partilhe a mama.

      • POIS! says:

        Pois temos de reconhecer…

        A generosidade deste Grande Menos. Que não tem pudor em partilhar com um desconhecido aquilo que muito o tem tornado feliz e bem alimentado.

        Já não há gente assim!

  5. francis says:

    entre um e outro, venha o diabo e escolha. São farinha do mesmo saco, o saco que nos desgoverna, com doutas falas, há 50 anos. E não vão ser estes dois repteis que vão mudar a coisa. Portanto, como dizia o meu avô……”cagar neles ainda é pouco”.

  6. Figueiredo says:

    «…manifestação dos polícias…»

    É preciso obrigar os Agentes da Polícia de Segurança Pública (PSP), desde o topo até à base da cadeia hierárquica, a declarar se pertenceram/colaboraram ou pertencem/colaboram com a Maçonaria ou outras sociedades secretas (Jesuítas, Opus Dei, etc.), depois de identificados terão de sair, os despedimentos têm de ser introduzidos no Estado, e proibir os sindicatos e toda a actividade sindical na Função Pública/Estado.

    Os Agentes da Polícia de Segurança de Pública (PSP) que se encontram insatisfeitos com a profissão que escolheram e o salário que os Portugueses lhes podem pagar, devem rescindir o seu contrato com o Estado e mudar de profissão, escolher um emprego que os satisfaça mais.

    É dever do Estado garantir as condições e remunerações adequadas, conforme a Lei, aos Agentes da Polícia de Segurança Pública (PSP), para cumprirem a sua missão.

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